A mente que se abre a uma nova idéia jamais voltará ao seu tamanho original. (Albert Einstein)

 

Nesta página, você encontrará vídeos, textos e artigos de nossos professores, abordando diversos temas em suas respectivas disciplinas.

  • Cartismo 10/08/2017

    Durante as últimas décadas do século XVIII, a Inglaterra veio passando por diversas alterações sociais, decorrentes do surgimento de novas técnicas de produção. O campo foi esvaziado com os cercamentos de terra, (Inclosure Acts), pois as terras comunais tornaram-se propriedade privada. A população rural, pouco a pouco, foi migrando para as regiões que abrigavam fábricas. Esses locais se urbanizaram, conforme recebiam mais trabalhadores em potencial, e abriam mais fábricas.

    Junto desse processo migratório, chamado de êxodo rural, houve também mudanças nas relações de trabalho. Os trabalhadores das primeiras indústrias antes eram proprietários de seus próprios meios de produção. Seriam esses meios, as suas ferramentas, primeiros aparelhos de ação manual (como teares), ou até mesmo as terras, que costumavam ser utilizadas para a agropecuária. Com a migração, tais operários tiveram que passar a trabalhar nas máquinas dos proprietários das primeiras indústrias. Sendo assim, os trabalhadores perderam os meios de produção.

    Sendo sujeitos a péssimas condições de trabalho, em locais insalubres, com baixa remuneração, e em longas jornadas de trabalho (que poderiam durar entre 12 a 16 horas diárias), as classes trabalhadoras começaram a reivindicar por melhorias. Nas primeiras décadas do século XIX, houve diversos tipos de manifestação. Nem todas foram pacíficas. Em verdade, foi comum um movimento de quebra de máquinas, no intuito de prejudicar o lucro dos patrões. Tal episódio é denominado de Ludismo.

    Contudo, momentos à frente, a classe operária começou a se organizar politicamente, no intuito de ser ouvida. Dessa forma, propuseram-se a escrever ao Parlamento inglês. Exigiam participação popular na política, a começar pelo Sufrágio Universal masculino, o voto secreto, a participação de operários no Parlamento, dentre outras medidas. Essa carta, escrita por Wiliam Lovett e Feargus O’Connor, ficou conhecida como Carta do Povo.

    A esse episódio, foi atribuído o termo cartismo. Contudo, é válido ressaltar que, apesar da pressão popular para promover tais melhorias, além do envio da carta, o movimento não foi vitorioso por completo. Todavia, é importante ressaltar que algumas conquistas foram efetivas. Dentre elas, foi estabelecida uma lei de proteção ao trabalho infantil, houve reformas no código penal, a regulamentação do trabalho feminino, a redução das jornadas de trabalho para 10 horas, e o consentimento do governo com a formação de associações políticas.

     

    Felipe de Alvarenga Ferreira

     

    Continue reading →
  • Elementos Radioativos 08/08/2017

     

    O estudo dos elementos e suas características radioativas foi, em grande parte, realizado pelo casal Marrie e Pierre Currie, que dedicaram suas vidas para essa pesquisa, visto que foi exatamente os efeitos das ações desses elementos no corpo humano que acelerou, de certa forma, suas mortes. Apesar de chocante é isso mesmo, Os resíduos dos materiais compostos por elementos radioativos representam um grande risco à população, uma vez que podem provocar doenças, tal como o câncer.

    Mesmo com riscos o uso desses elementos é de extrema utilidade em várias áreas, como (medicina, engenharia, antropologia, entre tantas outras. Logo, os cuidados com os resíduos são indispensáveis para que esse tipo de lixo não contamine o ambiente ou, ainda, resulte em acidentes nucleares. Como já ocorreram, o Acidente de Chernobyl em 1996 na Ucrânia. E no Brasil, o Acidente Césio-137 aconteceu ainda antes, em 1987, em Goiânia, e foi provocado por um aparelho de radioterapia abandonado

     

    Os elementos radioativos descobertos são: urânio, actínio, astato, carbono-14, césio, criptônio, estrôncio, iodo, plutônio, polônio, rádio, radônio.

               

    Eles podem ser classificados de acordo com sua Radiotividade:

     

    • RadioatividadeNatural – São os elementos encontrados na natureza. Exemplos: urânio, actínio e tório.
    • RadioatividadeSuperficial – São os elementos produzidos artificialmente. Exemplos: iodo-131 e fósforo-30.

    A Radiação, em geral, pode ser emitida através das partículas Alfa e Beta e das ondas Gama . Assim podemos saber o tipo de radioatividade, visto que, compreendemos a partir desses o poder de penetração na matéria, que pode ser baixa, média e alta.

    • Alfa(α) – são partículas pesadas de carga positiva, que desintegram do seu núcleo 2 prótons e 2 nêutrons. A sua radioatividade pode ser impedida por uma folha de papel.
    • Beta(β) – são partículas de carga negativa, que não contém massa. A sua radioatividade – superior à de alfa – pode penetrar uma folha de papel, mas não uma placa de metal.
    • Gama(γ) – são ondas leves, de altíssima frequência e que não possuem massa. A sua forte capacidade de penetração faz com que a sua radioatividade passe tanto pelo papel como pelo metal.

     

    Existem, ainda, as Leis de Radioatividade que são, respectivamente:

     

    • ªLei: Lei de Soddy: um átomo instável emite uma partícula alfa (α), diminui o número atômico (Z) em duas unidades, ao passo que o número de massa (A) diminui em quatro unidades. Assim: 24α
    • ªLei: Lei de Soddy, Fajans e Russel: um átomo instável emite uma partícula beta (β), aumenta o número atômico (Z) em uma unidade, ao passo que o número de massa (A) permanece o mesmo. Assim: -10β

     

    Agora um exercício tranqüilo… pra vermos como essas questões são cobradas em provas:

    Questão: Após emitir 2 partículas alfa no 92238U (Urânio), qual o elemento químico obtido?

    Resolução: Para resolver este exercício vamos utilizar a Lei de Soddy, assim: 92238U = Z4α, ou seja, Z-2A-4α​.

    Primeiro, calculamos o número de massa (A):

    A = 238 – (2 x 4)
    A = 238 – 8
    A = 230

     

    Em seguida, calculamos o número atômico (Z):

    Z = 92 – (2 x 2)
    Z = 92 – 4
    Z = 88

    O elemento obtido é 88230U (Rádio), afinal, o número atômico (que é o que determina qual é o elemento) passou a ser 88.

     

    Cristiane Fernandes

    Continue reading →
  • As Independências na America Espanhola 26/06/2017

    Praticamente todos os países da américa latina e o México eram colônias da Espanha. Colônias estas que tiveram início com a expansão ultramarina no século XV. Desde então a Espanha possuía o controle político de tais colônias, entretanto com o inicio da “ Era das revoluções”, período marcado pela Independência dos Estados Unidos e pela Revolução Francesa, naturalmente as colônias hispano-americanas tenderam a seguir o mesmo caminho.

    Porém, é importante destacar que a tanto a Revolução Francesa quanto a Independência Estadunidense não foram os principais fatores que contribuíram com o começo das independências hispano-americanas. É claro que os ideias do Iluminismo se propagaram pelas colônias, mas o principal fator era uma crise monárquica que o império espanhol estava passando no início do século XIX. Lembremos que Napoleão Bonaparte invadiu o território espanhol em busca de dominar Portugal. Inclusive esse é o momento em que a família Real portuguesa vem ao Brasil em 1808. Com a invasão do território espanhol, Napoleão destituiu o Rei espanhol Fernando VII para por no poder seu irmão, José Bonaparte. Isso gerou uma grave crise política nas colônias, pois se o rei espanhol não estava no trono, não mais sentido as colônias manterem o pacto colonial. Logo, iniciou-se um processo de busca de autonomia. Fernando VII consegue vencer Napoleão e volta ao trono em 1814, porém a guerra com napoleão havia gerado muitas dividas. O rei então implementa várias medidas para arrecadar fundos, inclusive um grande aumento nos impostos nas colônias. Portanto, a legitimidade espanhola que já vinha se desgastando desde a invasão de Napoleão, se enfraquece mais ainda com esse aumento dos impostos, ocasionando enfim no começo das independências hispano-americanas.

     

    Erick Magalhães

     

    Continue reading →
  • O Romantismo Brasileiro 26/06/2017

    O Romantismo se inicia com o objetivo de criar uma linguagem verdadeiramente nova, identificada com os padrões mais simples de vida do novo público consumidor: a burguesia. Isso fez com que houvesse uma ruptura com o Arcadismo que era, do ponto de vista estético, uma arte conservadora, pois se limitava fundamentalmente a eliminar os exageros do Barroco e retornar aos modelos do Classicismo do século XVI.

    O Romantismo foi uma reação aos valores éticos e intelectuais clássicos, assim como aos fatores históricos marcantes da virada do século XVIII para o XIX: A Revolução Francesa, a Revolução Industrial e a política napoleônica. A partir da visão idealizada do indivíduo como ser original e singular, em essência dotado de gênio e liberdade, questionou o processo de alienação que teria de sujeitar-se ao aceitar novas formas de vida impostas por essas revoluções. O indivíduo, que, interiormente, era entendido como infinito e dotado de uma alma grande, se vê obrigado a vender suas horas livres a troco de um pequeno salário e para executar tarefas mais rotineiras. O herói romântico sonha viver um mundo heróico, onde possa encontrar o amor entre as agruras vividas. Para ele, o mundo burguês, onde os homens valem não pelo que são interiormente, mas pela riqueza material que possuem, condena o indivíduo a um destino diferente ao que consideravam ser a realização do humano.

    O poeta romântico é um estranho entre os homens. Ele é melancólico, sensível, ama a solidão e as efusões do sentimento, sobretudo de um vasto desespero no seio da natureza. São características influenciadas por Rousseau, um filósofo iluminista do século XVIII, que acreditava que o ser humano é naturalmente puro, mas é corrompido pela civilização.

    O Romantismo brasileiro obteve outro significado, bem diferente do que foi empregado na Europa. Enquanto visão de mundo, teve um processo de ajuste e adaptação.  Os estudantes brasileiros que iriam se formar na Europa eram surpreendidos por uma “nova poesia” ou “a poesia moderna”.

    O Romantismo brasileiro é dividido em três gerações:

    • Primeira geração: Nacionalista, indianista e religiosa. Nela se destacam Gonçalves Dias e Gonçalves de Magalhães.
    • Segunda geração: Marcada pelo “mal do século”, apresenta egocentrismo exacerbado, pessimismo, satanismo e atração pela morte. Seus destaques são Álvares de Azevedo, Casimiro de Abreu, Fagundes Varela e Junqueira Freire.
    • Terceira geração: desenvolve uma poesia de cunho político e social, formada pelo grupo condoreiro. Sua maior influência é Castro Alves.

     

    Lais Carballal

    Continue reading →
  • A Química nos Alimentos 26/06/2017

    Sabemos que tudo o que é feito na cozinha está intimamente relacionado com a química, desde as reações químicas que acontecem durante o cozimento dos ingredientes ao sabor e odor das refeições propriamente ditas. Mas o que a maioria das pessoas não sabe é que a relação cozinha-química vai muito além dos ingredientes e refeições.

    Uma preparação culinária requer instrumentos adequados, certa quantidade de materiais de partida, um objetivo específico e um método de preparo, gerando um resultado e, consequentemente, uma conclusão. Tal ritual se assemelha muito a qualquer experimento laboratorial básico, onde o cozinheiro seria o operador do experimento.

    Além do modelo de trabalho, as técnicas utilizadas na cozinha também tem reflexo no trabalho laboratorial, como o banho maria, peneiração, adição de sal ao gelo para manter a temperatura mais baixa e ajudar no resfriamento, entre outras. Estar com as mãos limpas e fazer a lavagem correta dos instrumentos também são etapas importantes nas duas situações.

    Com o desenvolvimento da química, muitas dúvidas ou boatos que surgiram durante os séculos de culinária puderam ser estudados devidamente, de forma a melhorar a qualidade de vida de quem passa a maior parte do tempo da rotina na cozinha. As duas situações abaixo são exemplos que já foram estudados e chegou-se a uma conclusão:

    • Frutas maduras aceleram o amadurecimento de frutas próximas: Verdade

    Os frutos maduros liberam etileno (C2H4), que mesmo em pequenas quantidades induz os outros frutos a iniciar o processo de amadurecimento. Frutos como a banana e o mamão liberam maiores quantidades de etileno, produzindo um efeito mais forte do que outras frutas.

     

    • Vinagre amacia a carne: Verdade

     Não apenas o vinagre, mas algumas frutas podem exercer a mesma função. Isso acontece porque a dureza da carne se deve à alta concentração de colágeno, que é degradado por algumas enzimas do vinagre, abacaxi, figo e mamão. A degradação do colágeno, então, deixa a carne mais macia.

    De uma forma geral, pessoas que possuem talento ou que tem muito treinamento na arte do cozinhar possuem forte tendência a serem profissionais competentes na área laboratorial.

     

    Henrique Puga de Abreu Leandro

               

     

     

     

    Continue reading →
  • O Espanhol na Música 14/06/2017

     

    “(…) a persuasão e a eficiência da música no ensino não se questiona, mas  não devemos nunca esquecer que a música, nem por sonho, restringe-se apenas a isso. Trata-se de uma arte extremamente rica e dispõe de farto e vasto repertório acessível em qualquer lugar do nosso planeta (…)” FERREIRA, Martins. Como usar a música em sala de aula. São Paulo: 7.ed. Contexto, 2010.( p. 26).

    A música é, de fato, um gênero textual facilitador no que tange a aprendizagem de um novo idioma. Quando o assunto é língua espanhola, não poderia ser diferente. Sendo um dos idiomas mais falados do mundo, sua a oralidade, ortografia, interpretação e  âmbito gramatical  podem ser trabalhados de maneira descontraída, de modo que o aluno não se sinta pressionado e tenha segurança na hora de fazer uso de uma segunda língua. 

    As atividades em língua estrangeira com música envolvem várias posturas dos alunos, como ouvir, concentrar-se e fazer interferências no momento da realização da atividade. Quando se aprende com a música, as duas partes do cérebro são estimuladas; os aspectos emocionais e os aspectos cognitivos e nesta estimulação, a captação de armazenagem da informação é mais rápida e permanece por mais tempo.

    Quando se vai utilizar a música como ferramenta de ensino, é necessário trabalhar uma canção atrelada a uma sequência didática que envolva os conteúdos selecionados de modo intencional.

    Para exemplificar, observe parte do conteúdo que há em uma canção (“Te Perdí”, de Chris Durán):

    Disponível em : https://novaescola.org.br/conteudo/2185/musica-para-ensinar-conteudos-de-espanhol

    Pretérito perfecto
    Indica fatos ocorridos em um passado recente. Formado pelo verbo haber no presente do indicativo (he/has/ha/hemos/habéis/han) e o particípio do verbo principal (os regulares terminam em ido ou ado).

    Pasado simple
    Faz referência a uma ação concluída em um passado distante.

    Modo de usar:
    O emprego de cada uma das conjugações é determinado pela lembrança e intenção do sujeito ao contar a história. Ao narrar diversos fatos ocorridos no passado, os mais antigos são conjugados nopasado simple (te perdí), e os recentes, no pretérito perfecto (he debido).

     

    Bárbara Cunha

    Continue reading →
  • Microcefalia: um novo problema de saúde pública no Brasil 14/06/2017

     

     

    Microcefalia: um novo problema de saúde 

    Nos últimos anos, muito tem sido discutido sobre a microcefalia, após um surto da doença em 2015. Muitas hipóteses tentaram explicar a causa deste surto, dentre elas, a de que a infecção pelo Zika vírus em gestantes geraria bebês com a doença, uma condição chamada de “síndrome congênita do Zika”. Dada esta possível explicação, a microcefalia recebeu grande atenção do meio acadêmico e da mídia, já que não havia registros desta possível relação entre a doença e o vírus.
    A microcefalia é uma doença congênita (isto é, presente no momento do nascimento) na qual o tamanho da cabeça e/ou perímetro encefálico do indivíduo afetado está abaixo da média da população de mesmo sexo e idade. Em decorrência da pequena caixa craniana e ou pelo reduzido desenvolvimento do cérebro, indivíduos com microcefalia podem apresentar retardo mental, dificuldades de movimento e locomoção, deformidades faciais e convulsões.
    A microcefalia pode ser causada por:
    1) Doenças genéticas, sendo as mais comumente associadas a síndrome de Patau, a Holoprosencefalia e a síndrome de Edwards;
    2)Exposição a agentes teratogênicos, isto é, tudo aquilo capaz de interferir no desenvolvimento do embrião ou feto. Exemplos de agentes teratogênicos são o álcool, radiação, desnutrição e infecções como sífilis, citomegalovírus, rubéola, toxoplasmose e Zika.
    Embora as pesquisas sobre como o vírus Zika possa causar a microcefalia sejam inúmeras, ainda não se sabe bem quais são os mecanismos fisiológicos e moleculares utilizados pelo vírus. Sabe-se que o vírus presente na corrente sanguínea das mães é capaz de atravessar a placenta e acometer o tecido cerebral em desenvolvimento, o que desacelera o crescimento dos neurônios. Essa mudança na taxa de crescimento do tecido neural altera o desenvolvimento dos ossos do crânio. Assim, ocorrem calcificações em regiões do cérebro que impedem o desenvolvimento correto do órgão.
    Ao analisar o surto de microcefalia ocorrido em 2015 é necessário levar em conta que a doença pode ter diferentes causas que, em alguns casos, podem estar associadas. Por exemplo, uma mulher que teve infecção pro Zika pode dar à luz uma criança com microcefalia e a criança pode também apresentar marcadores genéticos, associados à microcefalia. Nesses casos torna-se ainda mais difícil de determinar qual seria o causador da doença, o fator genético ou o vírus. Contudo, apesar das dificuldades que existem para entender o(s) fatore(s) causador(s) do surto de microcefalia, é preciso que as pesquisas continuem, aliadas a um trabalho de prevenção da doença, com o combate à transmissão, para que os indivíduos afetados possam vislumbrar um tratamento melhor e mais adequado e para que não ocorram novos casos.

    Giulia Benazzi

    Continue reading →
  • O Gênero das Palavras em Espanhol 29/05/2017

     

    O gênero está marcado pela terminação do substantivo.

    Exemplo: El libro (masculino)

        La mesa (feminina)

     

    Porém há palavras que são heterogenéricas, ou seja, possuem gêneros diferentes em português e espanhol. Algumas delas são:

    La miel (o mel)

    La baraja (o baralho)

    El mensaje ( a mensagem)

    El garaje (a garagem)

    La legumbre (o legume)

    La sal (o sal)

    La samba (o samba)

     

    Mas como saber se a palavra pertence ao gênero feminino ou masculino?

    Não há uma regra que sirva para todas as palavras,mas há duas regrinhas que já nos ajudam bastante:

    1-Todas as palavras terminadas em –AJE são masculinas: El viaje, El paisaje…

    2-Todas as palavras que terminam em –UMBRE são femininas: La costumbre, legumbre…

     

    E agora, ficou mais fácil?

     

     

    Aline de Araujo

     

    Continue reading →
  • A Guerra do Ópio 23/05/2017

     

    O século XIX, século do auge do Imperialismo europeu, foi marcado por batalhas sanguinárias que viriam a mudar os rumos políticos e econômicos do mundo. As maiores potências europeias, como a Inglaterra e França, procuravam por terras pela África e Ásia, na busca de matérias primas, mercado consumidor e mão-de-obra baratas, para poderem desenvolver suas próprias indústrias, tendo menos custos, e obtendo mais lucros.

    O extremo oriente, após as Guerras Napoleônicas (1808-1815), tornou-se um dos principais alvos do interesse econômico europeu. A China era, pela sua imensidão territorial, enorme contingente populacional, e abundância de riquezas, uma das nações mais cobiçadas. Entretanto, a China, liderada pela dinastia Qing, era um império que mantinha uma relação diplomática pouco aberta com o ocidente, tendo apenas um único porto (de Cantão), em atividade comercial com as potências europeias. Apesar de a Inglaterra comprar enormes quantidades de chá, porcelana e seda chinesas, a nação oriental não tinha muito interesse nos produtos britânicos. Para manter a balança comercial favorável, a Inglaterra começou a vender ópio, obtido na Índia, ilegalmente. Tal produto era uma droga obtida da Papoula, uma planta muito cultivada no Oriente Médio e Índias. Dessa forma, a Inglaterra, além de dominar as relações comerciais entre a China e o ocidente, criou um mercado narcótico clandestino no território oriental, lucrando em cima de uma população cada vez mais viciada e prejudicada.

    Vendo-se ameaçados pela grande ameaça social e financeira que a Inglaterra promovia à China, o governo chinês proibiu a venda do Ópio britânico em suas terras. Não bastando, mandou os militares chineses queimarem os estoques de ópio britânicos para erradicar a entrada da droga no país. Tal restrição, que ameaçava a economia inglesa, fez com que a coroa britânica entrasse em conflitos armados com a nação oriental. Os primeiros conflitos ocorridos no porto fizeram o governo chinês expulsar os britânicos da China. Em resposta, a Inglaterra declarou-lhes guerra. A Guerra do Ópio, ocorrida entre os anos de 1839 a 1842, trouxe graves consequências ao Império chinês. Foram obrigados a assinar o Tratado de Nanquim, caracterizado por ser desigual, por obrigou os chineses a abrir seus portos ao comércio ocidental, a pagar os custos de guerra, e entregar a ilha de Hong Kong ao domínio inglês.

    Felipe de Alvarenga Ferreira

    Continue reading →
  • Silvio Romero e Machado de Assis: Polêmicas literárias. 14/05/2017

    Machado de Assis é um dos escritores brasileiros mais trabalhados pelo ENEM, mas já houve quem dissesse que o mesmo não é tão brasileiro assim. Silvio Romero se sentia extremamente incomodado com a escrita não compromissada de Machado e, como crítico da geração de 1870, “implicava” com o autor de Memórias Póstumas de Brás Cubas e tantas outras obras importantes para a composição de uma literatura que é, sim, brasileira.

    Nesse contexto, em 1888, rodeado pelo cientificismo, em História da Literatura Brasileira, Romero escreve: ‘Este livro é um livro de amor, feito por um homem que sente há perto de vinte anos sobre o coração o peso do ódio que lhe tem sido votado em sua pátria”. Silvio Romero entendia que no Brasil o Estado é anterior ao sentimento de nacionalidade e, por isso, os intelectuais seriam essenciais na produção de um imaginário nacional. Logo, evoca o escritor combatente na cena histórica, em conflito com o status quo, onde o mesmo atuava como um ativista, sempre em luta e combate com a sociedade. Romero busca que a crítica literária seja um instrumento para a construção de uma nacionalidade e a literatura como um documento da sensibilidade ou da sociedade. Romero, como escritor combatente, era a imagem nervosa do país.

    Diante da necessidade de criar uma literatura social e documental, Romero tenta diferenciar a expressão literária brasileira e, assim, afirma-la. Para tanto, recorreu ao critério nacionalista. Tal critério se torna descaracterizado por conter implicitamente a teoria da imitação que nega a especificação da literatura, que é valorizada por ser espelho da vida e das paisagens nacionais: “A literatura deveria ser como achamos que somos.” (Ventura, 1991) A crítica aliada ao critério nacionalista realizavam um processo de seleção e depuração das obras e escritores.

    Neste processo de depuração de autores, Machado era entendido como um escritor atrasado diante do modelo de ação-reação entre literatura e sociedade, pois o mesmo era incapaz de tomar partidos e acompanhar as ideias modernas. Ele seria um escritor em transição por mesclar escolas literárias supostamente superadas como a romântica e a clássica em suas obras. Segundo Romero, Machado desmentia as leis do meio, raça e momento, estando distante das ações dos fatores naturais e, portanto, do social. Atacava o escritor como um representante da ‘‘sub raça brasileira cruzada’’ que evocaria a psicologia mestiça do povo brasileiro. Afirma que o escritor, como mestiço, possui dificuldade no vocabulário e problemas na fala, pois “vê-se que ele apalpa e tropeça, que sofre de uma pertubação qualquer nos órgãos da palavra. Sente-se o esforço, a luta. ” (Vetura, 1991, p. 100)

    Para Haroldo, o tartamudear de Machado é intencional e uma forma dialógica bakthiniana ao dizer e desdizer o que foi dito, intensificando um diálogo entre vozes. Em Dom Casmurro temos um adultério ou a suspeita de um, girando em torno de Capitu. Nesse ponto, temos que refletir. O personagem principal não é Capitu, mas sim o capítulo gaguejante.

    O tartamudeio ou gagueira de Machado caracteriza a narração impessoal que, no caso de Dom Casmurro, permitiu que ocorresse inovação nas expectativas éticas e comportamentais. A narração, enquanto impessoal, não é vinculada ao autor, mas sim ao íntimo do leitor. Na poesia machadiana, temos a substituição do referente de tal modo que não podemos afirmar se houve ou não adultério. O capítulo gaguejado, o tartamudeio ficcional e intencional alteram os padrões de um mundo guiado pela moral. O efeito dessa borra que comporta o referente do texto é uma função antecipadora em um modelo ético do mundo, acarretando em um texto pobre. Diante da análise de Haroldo de Campos, Machado enquanto escritor discreto e, nem por isso, de menos valor, certamente não faz parte dos escritores de ficção modernista. Machado não era realista. Machado é atemporal, impossível de ser categorizado.

     

    Laís Carballal

     

     

    REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

    CANDIDO, Antonio. Educação Pela Noite & Outros Ensaios. São Paulo: EdUSP, 1989.

    VENTURA, Roberto. Estilo Tropical. São Paulo: Cia das Letras, 1991.

    ROMERO, Silva. O prosador e seu estilo. In: __Machado de Assis. Estudo comparativo de Literatura Brasileira. Campinas: Ed. Unicamp, 1992.

    CAMPOS, Haroldo de. Arte pobre, tempo de pobreza, poesia menos. In: Schwarz,

    Roberto (Org). Os pobres na literatura brasileira. SP: Brasiliense, 1983.

    Continue reading →
  • Conjuração Baiana 14/05/2017

     

    Diferente de todas as outras revoltas coloniais, a Conjuração baiana não tinha apenas um caráter separatista, mas popular. Composta por escravos, soldados, homens livres, pobres sapateiros, padres, médicos e advogados, teve a participação predominante das classes baixas. O motivo principal da revolta foi a miséria e a decadência da região nordeste.

    A população sentia-se menosprezada, porém os impostos não paravam de aumentar. Vários intelectuais propagaram os ideais de liberdade, igualdade e fraternidade, o mesmo pensamento iluminista que varria a Europa chegava em terras brasileiras; principalmente pelo sucesso da Independência dos Estados Unidos (1776), da Revolução Francesa (1789) e da rebelião dos escravos nas Antilhas que deflagrou a Independência do Haiti (1793).

    No começo houve uma união entre as classes mais baixas e altas, todas querendo a autonomia em relação a Portugal. Contudo, quando os menos abastados almejaram o fim da escravidão e o preconceito contra negros e mulatos, as classes mais altas se retiraram e denunciaram o movimento.

    O medo de uma revolta como a do Haiti fez com que todos os revoltosos fossem punidos. As quatro principais lideranças – todas negras – João de Deus Nascimento, Manuel Fastino, Lucas Dantas e Luís Gonzaga das Virgens foram enforcados, esquartejados e seus restos espalhados. Toda essa brutalidade foi uma forma de inibir o povo de novas revoltas e de mantê-lo submisso à Coroa.

     

    Laura Paiva

    Continue reading →
  • Tiradentes 12/05/2017

    José da Silva Xavier, mais conhecido como Tiradentes, foi um grande personagem histórico. Nasceu na vila de São Jose del Rei( Atual cidade de Tiradentes, MG) e cresceu em Vila Rica(Atual Ouro Preto), trabalhou como tropeiro, minerador, dentista e alferes, fazendo parte do regimento militar de Minas Gerais. Além disso, Tiradentes foi um dos inconfidentes que participou da famosa Conjuração Mineira, revolta contra o domínio Português e o aumento da cobrança de impostos(A Derrama). Entretanto, o movimento foi sabotado por um dos inconfidentes e as tropas reais rapidamente desmantelaram o grupo. Tiradentes por ser um dos mais humildes do grupo e para servir de exemplo foi condenado a forca.

    Porém, a figura como herói nacional só foi feita 100 anos depois da sua morte, durante a proclamação da República(1889). A Conjuração Mineira foi um dos primeiros movimentos contra a Monarquia Portuguesa, logo era muito importante trazer essa memória as massas populares da época, para que a proclamação tivesse um maior apoio. E como fazer isso? Trazendo a figura de Tiradentes como Herói nacional. Ora, ele havia sido enforcado e esquartejado e manteve o seu patriotismo até o fim contra a monarquia Portuguesa, além de ser um dos únicos inconfidentes com aproximação popular. Qual a primeira imagem que lhe vem à cabeça quando falamos de Tiradentes? O retrato similar ao de Jesus Cristo. Tiradentes estava sendo pintado imitando a imagem de Jesus Cristo. Ora, ambos tinham sido mortos por lutar pela salvação do povo/pátria. Embora, até hoje não tenhamos certeza de como era a verdadeira imagem de Tiradentes, a única coisa que sabemos era que na hora da sua morte ele estava careca e sem barba.

    Logo, Tiradentes foi posto como Herói muito tempo depois da sua morte com um objetivo de criar um imaginário capaz de eleger a Republica como saída da monarquia.

     

    Erick Magalhães

    Continue reading →
  • Pronome Relativo 11/05/2017

    Os pronomes relativos desempenham função sintática nas orações subordinadas adjetivas.  Essa função sintática é a mesma exercida pelo termo que o antecede ou  que o pronome relativo faz referência.

    Vamos analisar o tão conhecido pronome relativo  QUE  neste texto:

    O pronome relativo Que é chamado relativo universal por causa do seu largo emprego. Na fala mais espontânea  seu uso é quase que unânime. Ele pode ser usado para se referir à pessoa ou coisa, no singular ou no plural.

    Sintaticamente, o relativo “que” pode desempenhar várias funções:

    1. Sujeito: Um indivíduo que zela pelos seus direitos merece tê-los.

     Substituindo o pronome pelo antecedente, temos:

    • Um indivíduo merece tê-los (os direitos).
    • Um indivíduo (=que)  zela pelos seus direitos.

                         Sujeito

    1. b) Objeto Direto:  A pessoa arrumou o lugar que estava bagunçado.

    Substituindo o pronome pelo antecedente, temos:

    • O  lugar estava bagunçado.
    • A pessoa arrumou o lugar (=que)

                                             Objeto Direto

    1. c) Objeto Indireto: Eis o caderno de que

    Substituindo o pronome pelo antecedente, temos:

    • Eis o caderno.
    • Preciso do caderno (= de que)

                                          Objeto Indireto

    1. d) Complemento Nominal: É esta a pessoa em que

    Substituindo o pronome pelo antecedente, temos:

    • Eu confio na pessoa  (= em que).

                                 Complemento nominal

     

    1. e)Predicativo do Sujeito: A pessoa tranquila que ela sempre foi está longe da cidade agitada.

    Substituindo o pronome pelo antecedente, temos:

    • A pessoa tranquila está longe da cidade agitada.
    • Ela sempre foi tranquila (=que).

                                           Predicativo do Sujeito

     

    1. f) Agente da Passiva: Os mosquitos por que temos sido picados transmitem doenças.

    Substituindo o pronome pelo antecedente, temos:

    • Os mosquitos transmitem doenças.
    • Temos sido picados pelos mosquitos (= por que)

                                                                     Agente da Passiva

    1. g)Adjunto Adverbial:  O violão com que ela costumava trabalhar foi roubado. (adjunto adverbial de instrumento).

    Substituindo o pronome pelo antecedente, temos:

    • O violão foi roubado.
    • Ela costumava trabalhar com o violão. (= com que)

                                                                    Adjunto Adverbial de Instrumento

    Observação: 

    Após ler os exemplos repare que, de acordo com a  função sintática que exerce o pronome relativo que, o uso da preposição adequada o antecedendo será necessário. Na língua escrita formal, é sempre recomendável esse cuidado.

    Maria Aparecida Oliveira da Silva.

    Continue reading →
  • Doenças negligenciadas: perto de uma solução? 02/05/2017

    O termo doenças negligenciadas refere-se àquelas que são consideradas endêmicas nas populações de baixa renda, localizadas na África, Ásia e na América Latina. Elas são causadas por agentes infecciosos (bactérias, fungos, vírus e protozoários), sendo as doenças de Chagas, leishmanioses, doença do sono, malária, filarioses e esquistossomose uma das principais causas de morbidade e mortalidade no mundo. Estima-se que ao menos 1,6 bilhão de pessoas são acometidas por doenças negligenciadas, sendo registrados entre 500 mil a 1 milhão de óbitos anualmente.

    Os financiamentos governamentais e, também, de organizações da saúde para pesquisas relacionadas a essas doenças, pouco refletem em avanços no que diz respeito à produção de novos medicamentos, métodos de diagnóstico e produção de vacinas. Isso se deve ao baixo interesse da indústria farmacêutica ao assunto, pois não avistam nas populações mais acometidas compradores em potencial aos novos tratamentos. Dessa forma o retorno financeiro, por ser teoricamente baixo, não incita um investimento maior das indústrias.

    No Brasil as pesquisas aumentaram consideravelmente, principalmente das doenças consideradas prioridades, como a dengue, doença de Chagas, leishmaniose, hanseníase, malária, esquistossomose e tuberculose. A partir dos anos 2000, novos editais foram publicados, de maneira a ser criado o Programa de Pesquisa e desenvolvimento em Doenças Negligenciadas no ano de 2006, com parceria do Ministério da Saúde. Até o ano de 2010 mais de 39 milhões de reais já foram investidos no financiamento de pesquisas.

    Mesmo que os investimentos ainda permaneçam baixos, tem-se avistado uma tentativa de mudança por parte dos governos e, até mesmo da indústria, no que diz respeito à eliminação de algumas patologias, e no fomento ao tratamento de muitas outras que ainda não dispõem de bons medicamentos. No entanto, os avanços devem seguir também em áreas como saneamento e moradia, de forma que sejam efetivas as medidas de combate dessas doenças que assolam um bilhão de pessoas.

    Cris Pellegrine

    Continue reading →
  • SINTAXE DO VERBO 02/05/2017

     

    SINTAXE DO VERBO

    O verbo tem 2 funções dentro da estrutura da oração, a saber:

    Verbo de ligação

    Verbo significativo 

    Você sabe diferenciá – los? Fica tranquilo que a gente te explica!

    Verbos de ligação: Expressam estados, sentimentos e ligam sujeitos a uma característica.

    Fernanda  é  linda

    Verbo de ligação (Está somente ligando o sujeito a sua característica.

     

                   Sujeito                                     Característica do sujeito (predicativo do sujeito)

    Agora para você gravar os verbos que normalmente “funcionam” como auxiliares, lembre-se da sigla CAFES PP, veja o esquema abaixo:

    Cuidado!

    Ana ficou feliz. (estado – verbo de ligação)

     

    Ana ficou parada. (ação- Verbo significativo)

    Eu ando triste. (estado – verbo de ligação)

    Eu ando no parque. (ação – verbo significativo)

     

     

      Continuar

    *Andar

    *Ficar

      Estar

      Ser

      Permanecer

      Parecer

     

     

     Viu como ficou fácil? Agora vamos ver os verbos significativos.

    Verbos significativos: Expressam ação ou fenômeno da natureza.

                     Sujeito             Predicado

                  {Os alunos} {fizeram [o exercício]}

                                             V.T.D.       O.D. ( objeto direto)

                                           (verbo transitivo direto)

               

    Amanheceu. (o verbo amanhecer se expressa por si só)

     

    Aposto que você não imaginou que fosse tão fácil, não é mesmo?

    Fique ligado nas próximas postagens. Tá com dúvidas em português? Nós temos a SOLUÇÃO!

     

    Aline de Araujo Torres Gabriel

    Continue reading →
  • Simbologia 24/04/2017

    Continue reading →
  • Termoquímica 14/04/2017

    A termoquímica é o ramo da termodinâmica que estuda reações químicas, no que diz respeito ao calor associado a fenômenos químicos e a alguns fenômenos físicos, sendo estes as mudanças de estado físico da matéria, como condensação, fusão e solidificação.

    Ao medir o calor gerado ou absorvido por uma reação química, devemos ter como constante a pressão do meio ou o volume, para o estudo à pressão constante, chamamos o calor medido de entalpia, conhecido pela letra H.

    Em uma reação química, podemos medir o calor absorvido ou gerado por uma reação através da variação de entalpia (∆H), descrita pela seguinte equação:

     

    ∆H = HFINAL – HINICIAL

     

    Onde  HFINAL é a entalpia dos produtos da reação e HINICIAL é a entalpia dos reagentes.

    As reações podem ser classificadas de acordo com a variação de entalpia, reações cujo ∆H < 0  são classificadas como reações exotérmicas, ou seja, reações que liberam calor. Isso porque para ∆H ser menor do que 0, a entalpia dos produtos é menor que a dos reagentes, ou seja, a reação passa de um estado de maior energia para um de menor energia, o que é favorável para as substâncias químicas.

    Já as reações cujo ∆H > 0 são classificadas como reações endotérmicas, ou seja, absorvem calor. Seguindo o raciocínio oposto das reações exotérmicas, a reação passa de um estado de menor energia para um estado de maior energia, ou seja, ela precisa absorver energia térmica do ambiente (em forma de calor) para alcançar o estado dos produtos.

    OBS: É importante lembrar que as interações do calor liberado ou absorvido são sempre da reação em questão com sua vizinhança, ou seja, o ambiente externo.

    Agora que é possível qualificar as reações como exotérmicas ou endotérmicas baseando-se no sinal de ∆H, precisamos compreender que fatores podem influenciar na quantidade de calor absorvida ou liberada por uma reação. A quantidade de reagentes ou de produtos é importantíssima para descobrirmos a quantidade de calor associado, seja em número de mols, massa ou volume, visto que cada molécula em uma reação química contribuirá na entalpia da reação.

    Outro fator que importante para o cálculo da entalpia de uma reação é o estado físico dos reagentes e produtos, pois, para produzir uma substância gasosa, por exemplo, é necessário mais energia do que a mesma substância no estado sólido sob as mesmas condições, devido à quantidade de calor necessário para fazer essa passagem do estado sólido para o gasoso.

    Com o uso de todas essas informações, somos capazes de calcular a variação de entalpia de uma reação através de uma simples equação química cujas condições termodinâmicas são previamente estabelecidas, conhecendo os valores experimentais de suas entalpias padrão e quantidades de reagentes e produtos, aplicando na fórmula descrita e extraindo resultados a partir daí.

     

    Henrique Puga de Abreu Leandro

    Continue reading →
  • Alimentação Brasileira 14/04/2017

    O Brasil é o país que concentra a maior diversidade de espécies animais e vegetais no planeta. Apesar disso, ainda conhecemos muito pouco sobre esta diversidade e poucas são as medidas praticadas para utilizá-las em benefício do homem, como na produção de fármacos, energia e alimentos.

    No que diz respeito ao potencial alimentício das plantas nativas do Brasil, pouco é feito para que estas sejam inseridas no cardápio dos brasileiros. Grande parte dos alimentos mais cultivados em nosso território são originários da Europa e Ásia. Por exemplo, das 10 espécies frutíferas mais cultivadas aqui, nenhuma é brasileira. Quando o assunto são as hortaliças, o descaso com as espécies nativas parece ser ainda maior. As hortaliças nativas têm apenas uso regional, fruto de um conhecimento popular passado de geração a geração, mas que não chega à maioria da população. Algumas espécies caíram em desuso ou o conhecimento sobre a sua utilização se foi com o desaparecimento das comunidades tradicionais indígenas e quilombolas, e muitas passaram a ser consideradas como “daninhas”,”inchos” ou, no caso das espécies silvestres, chamadas de “mato”.

    Para estas plantas nativas e outras exóticas com potencial alimentício, mas pouco conhecida e utilizadas pela população foi dado o nome de PANC’s, Plantas Alimentícias Não-Convencionais. As PANC’s são  excelentes alternativas para se ter uma alimentação:

    • mais diversificada, pois muitas são as PANC’s e muitas são as formas de preparo alimentar destas;

    • mais saudável, pois apresentam uma série de substâncias necessárias à saúde;

    • mais econômica porque são facilmente encontradas e geralmente têm manejo simples.

    Algumas PANC’s mais “famosas” merecem destaque. Um exemplo é o Ora-pro-nóbis (Pereskia spp), também conhecido como carne-de-pobre, esporão-de-galo e grosélia-da-América, muito presente na culinária mineira. Esta planta pertence à família das Cactáceas, a mesma dos cactos e suas folhas são uma excelente fonte de proteína (cerca de 25% de proteína), superando a quantidade encontrada em outras plantas mais conhecidas, como o espinafre (apenas 2,2%). É uma planta frutífera (fruto muito saboroso), melífera e ornamental.

     

    Muda de Ora-pro-nóbis da casa da professora: utilizamos as folhas no preparo de sucos e omeletes, pois elas aumentam o teor de proteína sem alterar o sabor do alimento.

    Outras PANC’s que  devem ser citadas são as taiobas, mangarás, taiás e mangaritos (Xanthosoma spp), plantas da família Araceae. Há espécies deste gênero, como a taioba (X. sagittifolium) que produzem folhas ricas em vitamina A e são utilizadas no tratamento de constipação. As taiobas ainda produzem tubérculos ricos em amido e que podem ser consumidos fritos ou ensopados, transformados em pães ou bolos. Caruru, Amaranto-verde, bredo ou caruru-bravo (Amaranthus sp.) são os nomes dados a plantas da família Amaranthaceae. Elas são fonte de potássio, magnésio, betacaroteno, magnésio e ferro, suas semente contém aminoácidos essenciais e suas folhas  devem ser cozidas antes do consumo e têm propriedades diuréticas e laxativas.

    É enorme a variedade de PANC’s do Brasil, principalmente da Região Amazônica. Aqui foram ilustrados alguns exemplos de PANC’s a fim de demonstrar os inúmeros benefícios da introdução destes vegetais na dieta dos brasileiros,  o que promoveria uma alimentação mais variada, saudável e “brasileira” à população.

    Giulia Benazzi

    Continue reading →
  • “Descobrimento” do Brasil 28/03/2017

    A maioria dos colégios, principalmente na educação básica, trata do Descobrimento do Brasil na visão do português. Os primeiros contatos entre nativos e portugueses são sempre descritos como amistosos, e muitas vezes o índio retratado como ingênuo e amigo. É verdade que muitas escolas adotam esse tipo de postura para, a seu ver, facilitar a compreensão de História pelas crianças.

    Contudo, posteriormente é necessário um movimento de retomada do assunto Colonização do Brasil de maneira crítica e detalhada. Não só porque o conhecimento da História é fundamental para a compreensão do mundo em que vivemos, mas também porque esse assunto tem sido abordado frequentemente no ENEM e demais vestibulares.

    A percepção de que “índio” é um rótulo europeu para milhares de povos e tribos distintas de um mesmo território; constatar que os contatos entre os portugueses e os nativos não eram amistosos e sim violentos, principalmente após o período pré-colonial; aprender que a administração portuguesa e o genocídio que os nativos sofreram é algo que nos afeta até hoje, é fundamental para o entendimento de que o processo de colonização e exploração portuguesa do nosso território não deve ser chamado de Descobrimento.

    Continue reading →
  • Parque Nacional da Tijuca 28/03/2017

    O Parque Nacional da Tijuca completará 56 anos, dado que sua criação foi no ano de 1961. Entretanto, a sua história começa muito antes, com D.Pedro II. Durante os séculos XVII e XVIII o maciço da tijuca foi devastado pela extração de madeira e pelas práticas de monocultura como o plantio do café e da cana de açúcar. Com isso o Rio de Janeiro sofreu com diversas crises ecológicas, inclusive uma grave crise hídrica. Pensando em solucionar o problema, D.Pedro II em 1861 transformou o maciço da tijuca nas Florestas Protetoras da União e ordenou um processo de desapropriação de chácaras e fazendas e iniciou um projeto de reflorestamento e conservação.

    A missão de reflorestamento foi confinada ao Major Manuel Archer, que acompanhado de alguns escravos e feitores, conseguiu em apenas 13 anos o replantio de mais de 100 mil arvores. O projeto continuou mesmo após o fim do reinado de D.Pedro II, sendo encabeçado pelo Barão d’Escragnolle que manteve o processo de recuperação e passou a realizar um trabalho de paisagismo voltado  para o uso público. O Barão convocou o renomado paisagista francês Auguste Glaziou para a criação de recantos, áreas de lazer, fontes e lagos.

    Portanto, o maciço da Tijuca foi uma das primeiras áreas do mundo a receber uma proteção oficial e possui uma valiosa herança histórico-cultural, logo se constitui em um importante acervo a ser preservado.

     

    Erick Magalhães

    Continue reading →
  • Febre Amarela 22/03/2017

    Recentemente, uma das notícias que mais preocupa a população do sudeste do país é a expansão do vírus da febre amarela para as áreas urbanas, sendo registrados novos casos da doença nos estados do Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo e agora Rio de Janeiro. A doença, que até então estava restrita as áreas rurais, tem ganhado os centros urbanos devido à facilidade de locomoção de pessoas que contraem a doença nas áreas de risco e vão para as cidades. Essa é uma das formas que promove a introdução do vírus nas regiões urbanas.

    A febre amarela é uma doença infecciosa, cujos vetores são os mosquitos do gênero Haemagogus, que ficam restritos as regiões rurais promovendo o ciclo silvestre da doença nos macacos; e o mosquito Aedes aegypti, que pode transmitir a doença para os humanos, ocorrendo o ciclo urbano. Essa doença apresenta como sintomas iniciais a febre de início súbito, náuseas, vômitos, dores no corpo em geral, fraqueza e fadiga. Os casos mais graves pode-se desenvolver uma febre mais alta, hemorragia, icterícia (pele e branco dos olhos de tonalidade amarelada) e até mesmo choque e insufiência dos órgãos. De 20-50% dos casos de febre amarela podem resultar na morte do indivíduo.

    Como formas de tratamento não há um específico, no entanto como medida preventiva existe a vacina contra o vírus da febre amarela, que atualmente tem sido recomendada, principalmente, nas regiões de risco. Dessa forma, bloqueia-se a expansão do vírus para outras áreas.

    Cris Pellegrine

    Continue reading →
  • Função Orgânica 21/03/2017

    Quando estamos no verão, tomamos um sorvete ou aquele picolé delicioso nos conformando que estamos ingerindo algo com frutas e que deve ser natural, além de refrescante, mas será que é mesmo assim? Nem sempre…

    Os ésteres (função orgânica) são muito usados pelas indústrias alimentícias, de cosméticos e de produtos de higiene e limpeza, pois eles são encontrados na natureza nas frutas e flores, na forma de líquidos voláteis que conferem os seus cheiros característicos. Assim, as indústrias utilizam-nos como flavorizantes, isto é, como aditivos químicos para conferir cheiro e gosto aos produtos fabricados. No entanto, os flavorizantes artificiais são os mais usados atualmente em virtude de seu custo muito menor e facilidade de produção. Veja alguns exemplos de ésteres que são usados como flavorizantes:

    * Etanoato de pentila – aroma de banana;
    * Butanoato de etila – aroma de morango;
    * Etanoato de isopentila – aroma de pera;
    * Etanoato de octila – aroma de laranja;
    * Etanoato de benzila – aroma de jasmim;
    * Nonanoato de etila – aroma de rosa;
    * Metanoato de etila + heptanoato de etila – aroma de uva.

    Obviamente é bem difícil resistir ao picolé e também ao sorvete, mas não devemos nos esquecer de consumir frutas e ter uma alimentação balanceada.

    Em Química Orgânica entendemos um pouco sobre outras funções orgânicas e os grupos funcionais que se enquadram em cada uma delas.  A síntese de um Éster é proveniente da reação entre dois grupos: um álcool e um ácido carboxílico.

     

    Cristiane Fernandes

    Continue reading →
  • O Espanhol nas Histórias em Quadrinhos 12/03/2017

    Também conhecidas  como HQs, as histórias em quadrinhos são um gênero textual híbrido, ou seja, são constituídas de uma parte verbal e uma parte não verbal. Geralmente é dado um maior foco a parte verbal, e a parte visual muitas vezes é esquecida.Isso é um grande problema, pois o sentido do texto se dá quando integramos as duas partes pertencentes a ele.

    Para exemplificar, trazemos uma tirinha (em espanhol “viñeta”) da personagem Mafalda do autor argentino Quino. Vejam bem:

    Disponible en: http://www.taringa.net/post/info/13566469/Mafalda-te-explica-que-es-SOPA-y-por-que-no-le-gusta.html

    Para responder as questões que traremos depois, deixamos aqui dois textos de apoio

    A) “Hoy hablamos de Mafalda, un comic que hizo su primera aparición en septiembre de 1964.La característica de este comic en cuanto a la gastronomía es el “odio” que siente Mafalda por la sopa. La protagonista, Mafalda, tiene 6 años y se preocupa excesivamente por todo lo que acontece en el mundo escuchando día a día las malas noticias de la radio o de la televisión, pero siempre con la esperanza de que algún día todo se arregle y se consiga la paz mundial. Como todo niño odia la sopa lo que provocara ciertas discusiones con su madre”.

    Sacado de https://nutrycyta.wordpress.com/2008/02/02/mafalda-odia-la-sopa-ana-e/.

    B) “SOPA, que significaStop Online Piracy Actes un proyecto de ley introducido en la Cámara de Representantes de Estados Unidos el pasado 26 de octubre de 2011 por Lamar S. Smith (Texas, Republicano) con el objetivo de ampliar las capacidades de los propietarios de derechos intelectuales para supuestamente combatir el tráfico de contenidos en internet y productos protegidos por derechos de autor o por la propiedad intelectual”.

    Sacado de http://hipertextual.com/2012/01/que-es-y-como-funciona-la-ley-sopa-en-terminos-simples-y-sencillos.

     

    Agora tente responder às seguintes questões:

    1-Después de leer el texto de apoyo, mira la viñeta y explica el porqué de la expresión facial de Mafalda.

    2- En la viñeta, la palabra sopa se usa con dos significados. Si se usa sin el símbolo de la hashtag, tiene uno, si se usa con este símbolo tiene otro. Identifica y explica esos dos significados diferentes.

    3-¿Qué relación hay entre el muñeco de arriba y el restante de la viñeta?

    4-¿Qué expresa la palabra Puaj?

     

      Viu como é necessário ler tanto a parte verbal quanto a visual para interpretar uma HQ?

     

    Gabarito:

    1-  Mafalda não gosta de sopa, por isso a expressão em seu rosto.

    2-Quando não se usa a hashtag a palavra se refere a “sopa” como um tipo de comida. O outro uso se refere a “sopa” como a lei chamada SOPA (Stop Online Piracy Act) que proíbe o download de  materiais online. 

    3-O boneco que aparece na parte superior do quadro está com um computador y neste está a palabra “download”. O boneco está com uma cara triste, logo isso faz referencia a lei SOPA e que devido a ela ele não poderá mais baixar materiais online.

    4-É uma interjeição que passa a ideia de asco, desaprovação.

    Continue reading →
  • Calvinismo – História 12/03/2017

    Sabe-se que no século XVI a Igreja Católica sofreu uma série de oposições internas que resultaram e movimentos separatistas. A esses fenômenos, nós chamamos de Reforma Protestante. Seu maior representante foi Martinho Lutero, um teólogo alemão, e primeiro a romper com a Igreja nesse contexto. Entretanto, Lutero não foi o único teólogo a fundar uma nova corrente cristã.

    João Calvino foi um teólogo francês que, em Genebra, fundou uma nova linha de pensamento protestante, popularmente chamada de Tradição Reformada, ou Teologia Reformada. Tal movimento não foi exclusivo de Calvino, apesar de este ter sido o maior expoente entre os teólogos reformistas. A tal Teologia Reformada, também denominada de Calvinismo, ocorreu num segundo momento do processo da Reforma Protestante, após a excomunhão de Lutero. Dessa forma, o Calvinismo, que cresceu na Suíça, desenvolveu-se como um movimento independente do Luteranismo, até mesmo por ter contado com a contribuição de muitos outros teólogos, como Ulrico Zuínglio e Martin Bucer. Posteriormente, o Calvinismo consolidou-se nas Igrejas nacionais reformadas de outras nações europeias, como nos Países Baixos (Igreja Reformada Neerlandesa), Escócia (Igreja da Escócia), Inglaterra (dando origem ao puritanismo), França (huguenotes), dentre outros exemplos.

    As práticas teológicas calvinistas partem do conceito de “Soberania de Deus”, que significa que Deus age sobre todas as coisas da existência, na natureza e na humanidade. Dessa forma, nada aconteceria sem o consentimento divino. Dessa forma, todas as práticas sociais, os estados de riqueza e pobreza; a ideia de que apenas algumas pessoas foram escolhidas para a salvação seriam legitimados por Deus, estabelecendo-se uma ideia de “Predestinação”. Sendo assim, alguns dos homens na terra seriam escolhidos de Deus para salvar a pecaminosidade. A Soberania de Deus e a Predestinação estão exemplificadas nos “Cinco pontos do Calvinismo”, conjunto de dogmas calvinistas que resumem essas e as demais doutrinas. Por fim, é válido também mencionar a importância das Escrituras para a doutrina reformada. Segundo os Calvinistas, o único meio de se saber sobre Deus é através da Palavra; da Bíblia Sagrada (o que é chamado de Auto-revelação de Deus). Qualquer tipo de pensamento, dedução, ou especulação sobre Deus que não esteja presente nas escrituras deveria ser desconsiderada. Dessa forma, Jesus Cristo, principal personagem das Escrituras, seria o protagonista da “auto-revelação”, logo, o único mediador entre Deus e a humanidade.

    Conclui-se que o termo Calvinismo pode ser considerado equivocado, por não se tratar de ideias exclusivas de João Calvino. Entretanto, ele resume o conjunto de ideias escritas e postas em prática nas Igrejas Nacionais Reformadas, durante o Século XVI, exclusivas do movimento original protestante dirigido por Martinho Lutero.

     

    Felipe Alvarenga

    Continue reading →
  • Reciclar não é Reutilizar – Biologia 12/03/2017

    Tem se tornado comum ver artigos tratando de assuntos como reciclagem e reutilização de resíduos. Mais comum ainda, é a confusão feita entre esses dois termos.

    O Art. 3º da Lei Nº 12.305/2010 (Política Nacional de Resíduos Sólidos) mostra as seguintes definições nos incisos XIV e XVIII:

    Reciclagem: processo de transformação dos resíduos sólidos que envolve a alteração de suas propriedades físicas, físico-químicas ou biológicas, com vistas à transformação em insumos ou novos produtos, observadas as condições e os padrões estabelecidos pelos órgãos competentes do Sisnama e, se couber, do SNVS e do Suasa;

    Reutilização: processo de aproveitamento dos resíduos sólidos sem sua transformação biológica, física ou físico-química, observadas as condições e os padrões estabelecidos pelos órgãos competentes do Sisnama e, se couber, do SNVS e do Suasa.

    Na prática, quando pegamos um “copo de milho”, lavamos e passamos a utilizá-lo para beber água, não reciclamos aquele copo e sim o reutilizamos. Damos a ele uma nova função (podendo até ser a mesma função) sem que tenha ocorrido algum tipo de modificação nas propriedades do material. O pote de sorvete que agora se tornou um ótimo recipiente para guardar feijão, também foi reutilizado e não reciclado.

    A reciclagem do material ocorre por exemplo, quando garrafas PET (aqueles que vem seu refrigerante de 2 L) são transformadas em fibras que podem ser utilizadas na produção de roupas e outros materiais. A ideia principal da reciclagem, mas não exclusiva, é transformar aquele resíduo em algo novo.

    Então agora já sabe. Quando passar pela praia e se apaixonar pela arte do aluno de humanas, que fez um lindo carrinho reaproveitando latinhas de cerveja, não vá postar a foto na rede social com a hashtag #LindoExemploDeReciclagem

     Irapoan Bertholdo

    Continue reading →
  • Princípios Estequiométricos 06/03/2017

    Quando estudamos estequiometria (química envolvendo cálculos matemáticos) pela primeira vez, aprendemos como é importante compreendermos a unidade na qual o nosso valor de referência se encontra em um exercício. Saber como realizar as conversões entre todas as unidades normalmente estudadas é extremamente importante para resolver as questões com rapidez e eficiência.

    Ao transformar dados de uma substância química para outra em reações, é preciso ter em mente que essa conversão precisa ser realizada em mols, isso porque a massa de uma substância que entra em reação não indica a mesma massa de um possível produto, ou seja, a massa não segue perfeitamente a proporção estequiométrica da reação.

    Normalmente nossos dados das questões estarão em massa, então precisamos fazer a conversão para mol. Vamos tomar como exemplo a reação de neutralização do ácido clorídrico com hidróxido de sódio.

    NaOH + HCl → NaCl + H2O

    Se o enunciado nos informar que temos 80 gramas de NaOH, como podemos fazer a conversão para mol? É simples, primeiramente precisamos das massas molares que estarão no enunciado ou na tabela períodica.

    Massas molares:

    Na = 23 g/mol

    O  = 16 g/mol

    H = 1 g/mol

    Cl = 35,5 g/mol

    Como NaOH é composto de 1 átomo de sódio, 1 de oxigênio e 1 de hidrogênio, devemos então apenas somar suas massas molares: 23 + 16 + 1 = 40 g/mol.

    Prestando atenção na unidade da massa molar (ou massa molecular), vemos que o NaOH possui 40 gramas por mol, ou seja, cada mol de NaOH possui 40 gramas de massa. Isso significa que podemos fazer uma regra de três para encontrar o número de mols que corresponde à massa que o exercício nos mostrou.

                40 g NaOH ————— 1 mol de NaOH

                80 g NaOH ————— x

    x = 2 mols de NaOH

    Significa que os 80 gramas que o exercício nos mostrou na verdade são dois mols de NaOH, ou seja, podemos definir que geraremos 2 mols de NaCl e 2 mols de NaOH, já que a proporção entre eles é de 1:1.

    Agora que sabemos que serão gerados 2 mols de NaCl e 2 mols de NaOH, podemos utilizar o mesmo raciocínio se quisermos descobrir a massa dos dois compostos gerada, basta calcular a massa molar e realizar outra regra de três.

    Henrique Puga de Abreu Leandro

    Continue reading →
  • A Guerra Civil Espanhola 27/11/2016
    slide1
    A Espanha da década de 1930 passava por uma grande crise econômica, resultado da Crise de 1929. Além disso, o país encontrava-se dividido politicamente. Por um lado, tínhamos a Frente popular, ligada ao Partido Republicano e a grupos comunistas, socialistas e anarquistas. Por outro, os Nacionalistas, formado por grupos conservadores da sociedade.
    No ano de 1936, a Frente Popular ganhou as eleições. Os nacionalistas enxergavam esta vitória como uma grande ameaça, pois temiam a instalação de um regime comunista no país. Essa vitória instalou medo nos setores conservadores da sociedade espanhola, que viam na mesma uma ameaça de revolução socialista.
    Logo após a vitória nas eleições, a Frente Popular começou a colocar em curso as reforças sociais que haviam prometido durante a campanha, como por exemplo, a reforma agrária. Estas medidas começaram a tencionar ainda mais a situação política e social do país, pois a ameaça comunista se fazia cada vez mais real aos olhos dos Nacionalistas. Assim, em 18 de julho de 1936, o general Francisco Franco comandou o exército espanhol num golpe de estado contra o governo democrático da Frente Popular, porém, o golpe fracassou dando início a uma sangrenta guerra entre estes diferentes grupos sociais que só terminaria em 1939 com a vitória dos Nacionalistas e ascensão do General Franco ao poder e a instalação de uma ditadura de direta.
    A Guerra Civil Espanhola costuma ser lembrada como um prelúdio das disputas que vieram a culminar na 2ª Guerra Mundial, pois o apoio nazi-fascista ao grupo Nacionalista colaborou para que eles pudessem testar seu poderio bélico. Um desses “testes” foi o bombardeio a cidade de Guernica. Sua destruição foi retratada pelo pintor Pablo Picasso em seu famoso quadro Guernica.

     
    Luiza Sarraff

     

    Continue reading →
  • PH Humano 27/11/2016

    slide1

    O nosso corpo necessita manter vários sistemas funcionando, dentre eles o circulatório que envolve o nosso sangue. Para que haja um equilíbrio e o pH do sangue se mantenha adequado o organismo se protege utilizando os sistemas de tamponamento, que é a produção de solução-tampão. A solução- tampão é uma solução que equilibra o pH de tal forma que mesmo diante de adição de ácido ou base forte não há alteração significativa a ponto de causar efeitos danosos. Em vestibulares como de Medicina e Biomédicas o entendimento de questões como essa é fundamental, então dêem uma olhada:

    (UFSCar-SP) O pH do sangue humano de um indivíduo saudável situa-se na faixa de 7,35 a 7,45. Para manter essa faixa de pH, o organismo utiliza vários tampões, sendo que o principal tampão do plasma sanguíneo consiste de ácido carbônico e íon bicarbonato. A concentração de íons bicarbonato é aproximadamente vinte vezes maior que a concentração de ácido carbônico, com a maior parte do ácido na forma de CO dissolvido. O equilíbrio químico desse tampão pode ser representado pela equação:

    CO2(g) + H2O(l) ↔ H2CO3(aq) ↔ H+(aq) + HCO3(aq)

    Analise as afirmações seguintes:

    1. Quando uma pequena quantidade de base entra em contato com uma solução-tampão, os íons hidróxido reagem com o ácido do tampão, não alterando praticamente o pH dessa solução.
    2. Quando a concentração de íons bicarbonato no sangue aumenta, o pH também aumenta.

    III. Quando a concentração de CO2 no sangue aumenta, o pH diminui.

    São corretas as afirmações:

    1. a) I, apenas.
    2. b) II, apenas.
    3. c) III, apenas.
    4. d) I e II, apenas.
    5. e) I, II e III.

    ReSPOSTA

     Todas são verdadeiras:

    I – O conceito de solução-tampão confirma essa idéia de equilíbrio do sistema.

    1. Quando a concentração de íons bicarbonato (HCO3(aq)) no sangue aumenta, ocorre um deslocamento do equilíbrio no sentido inverso para que esses íons sejam consumidos. Então eles reagem com os íons H+, diminuindo a concentração deles no meio e aumentando o pH.

    III. Quando a concentração de CO2 no sangue aumenta, ocorre um deslocamento do equilíbrio no sentido direto para que o CO2 seja consumido. Então se forma, mais íons H+, diminuindo o pH do meio.

    Continue reading →
  • Agrotóxicos e sua toxicidade Química 16/11/2016

    slide1

    Os agrotóxicos, mais conhecidos como pesticidas, são um grupo de substâncias químicas utilizado no controle de pragas e doenças de plantas. Seu uso iniciou-se numa época em que as questões ambientais não eram analisadas e colocadas em pauta, portanto seu custo e efetividade eram priorizados em relação à toxicidade.

    Pesquisas recentes procuram desenvolver produtos de efetividade semelhante aos agrotóxicos com menor toxicidade e custo semelhante, mas infelizmente alcançar o resultado esperado ainda está além dos experimentos já realizados.

    Dos cerca de 115 elementos químicos conhecidos atualmente, 11 podem estar presentes nas formulações dos agrotóxicos, dentre eles: bromo (Br), carbono (C), cloro (Cl), enxofre (S), fósforo (P), hidrogênio (H), nitrogênio (N) e oxigênio (O), e são os mais frequentemente encontrados, conferindo características específicas aos agrotóxicos.

    A presença de halogênios (cloro e bromo) na composição dos agrotóxicos normalmente confere uma toxicidade maior. Isso porque os outros elementos citados são encontrados em maior quantidade no ambiente vegetal. Porém, visto que os agrotóxicos buscam controlar pragas em plantações, a toxicidade do agrotóxico também é favorável na sua efetividade, gerando um impasse científico e ambiental.

    Os agrotóxicos podem ser classificados em quatro classes de acordo com os perigos que eles podem representar para os seres humanos. A classificação está de acordo com o resultado dos testes e estudos feitos em laboratórios, que objetivam estabelecer a dosagem letal 50% (DL50), que é a quantidade de substância necessária para matar 50% dos animais testados nas condições experimentais utilizadas.

    Classificação dos agrotóxicos:

    I – Extremamente tóxico – DL50 (mg/Kg) < 5 – Faixa colorida vermelha

    II – Altamente tóxico – DL50 (mg/Kg) Entre 5 e 50 – Faixa colorida amarela

    III – Medianamente tóxico – DL50 (mg/Kg) Entre 50 e 500 –  Faixa colorida azul

    IV – Pouco tóxico – DL50 (mg/Kg) Entre 500 e 5000 – Faixa colorida verde

    Conscientizar a população sobre o uso desenfreado de substâncias químicas é um passo importante para a redução das doenças causadas a seres humanos pelos agrotóxicos, bem como a proteção do meio ambiente, mantendo efetividade no controle da praga para que não exista nenhum efeito drástico na economia agrícola.

    Henrique Puga de Abreu Leandro

    Continue reading →
  • Sífilis e a Epidemia atual – Parte I 16/11/2016

    slide1

    A sífilis é uma doença infectocontagiosa, causada pela bactéria Treponema pallidum, que pode ser transmitida através da relação sexual ou por meio da transmissão vertical, da mãe para o feto. A doença, conhecida também como cancro duro, apresenta quadros clínicos diferentes, de acordo com o estágio em que ela se encontra, e é de extrema importância reconhecê-los uma vez que os sintomas podem regredir mesmo sem a antibioticoterapia com a penicilina.

     Os sinais da sífilis primária – fase inicial – aparecem de 10 a 90 dias após o contágio, com o surgimento de uma ferida indolor no local onde houve o contato com a bactéria (vagina, vulva, pênis, ânus, boca). Essas feridas desaparecem espontaneamente após alguns dias. A sífilis secundária inicia-se entre seis semanas a seis meses depois do surgimento da ferida, e é caracterizada pelo aparecimento de manchas vermelhas na pele – principalmente nas regiões da palma das mãos e planta dos pés – como na mucosa oral. Nesse estágio podem-se observar outros sinais e sintomas como: febre, mal-estar, dores de cabeça, perda de apetite, que regridem mesmo sem o paciente receber o tratamento adequado. Posteriormente, entra-se numa fase de latência, ou assintomática, que pode ser classificado em sífilis latente recente ou tardia, dependendo do tempo da infecção. O último estágio da doença – ou sífilis terciária – é mais agressivo, pois o indivíduo já apresenta um comprometimento vascular e nervoso, e costuma aparecer de dois a quarenta anos após o início da infecção. Os sinais clínicos característicos são o aparecimento de lesões assimétricas, solitárias e endurecidas, com bordas bem marcadas.

    A sífilis congênita, que ocorre com a transmissão da bactéria da mãe para o feto, causa complicações como o aborto espontâneo, má-formação do feto, cegueira e a deficiência mental, que muitas vezes é seguida de morte ao nascer. A infecção do embrião pode ocorrer em qualquer fase do período gestacional, como também do estágio da doença em que a mãe se encontra.

     Cris Pellegrine

    Continue reading →
  • A República de 1989 13/11/2016

    slide1

    No dia 15 de novembro de 1889, o Marechal Deodoro da Fonseca, destacado membro do exército brasileiro, depôs a monarquia e instaurou o regime republicano no Brasil. Esta data marca o término de um regime político que esteve em vigor por 67 anos. Vamos entender que fatores foram fundamentais para esta ruptura.
    A partir dos anos de 1870, começa-se a observar uma insatisfação com o governo monárquico proveniente de três grandes setores sociais: a Igreja, o exército e os cafeicultores. A forte interferência de D. Pedro II na Igreja Católica gerou um abalo nas relações entre as duas instituições.
    O exército, que voltou organizado e fortalecido da Guerra do Paraguai, sentiam-se desvalorizados pelo governo imperial, alegando que recebiam baixos salários, além das denúncias de corrupção na alta hierarquia militar. Os cafeicultores queriam poder mais poder político, visto que já tinham o poderio econômico. Além de estarem insatisfeitos com o processo de abolição da escravatura.
    Além dos grupos citados anteriormente, cada vez mais pessoas e grupos sociais aderiam as ideias republicanas que ganhavam força pelo país a fora. A monarquia cada vez mais desgastada, acabava cedendo espaço para que essas novas ideias fossem acolhidas. Após um processo de crise social e política de aproximadamente 20 anos, o exército, liderado por Marechal Deodoro da Fonseca, dá um golpe na monarquia e instaura uma nova forma de regime social e político: a República. Dando início a um novo capítulo na história do Brasil.

    Luiza Sarraff
    Continue reading →
  • O Movimento Integralista 13/11/2016

    slide1

    O Integralismo foi um movimento político ideológico ativo no Brasil durante a década de 1930. Tendo fortes inspirações no movimento de mesmo nome de Portugal, e no Fascismo italiano, o integralismo era de uma ideologia tradicionalista, de valorização do nacional, tanto na cultura quanto na economia. Um dos seus traços mais marcantes foi a apropriação de termos indígenas, já que era considerada a cultura original do solo nacional, por exemplo, o nome da revista mensal a qual divulgavam suas ideias, “Anauê!”, uma saudação de origem Tupi. Outros símbolos de identificação presentes entre os adeptos do partido foram o uso da letra grega Sigma (Σ). Tal letra representava o ideal de “soma dos valores”, o que concordava com o fato de que, por mais que o movimento tenha sido influenciado pelo nazi-fascismo, os seus fundadores não eram adeptos ao racismo, típico dos movimentos europeus.

    Assim como seus influenciadores, o movimento integralista surgiu para se opor ao liberalismo econômico, pautado na economia agroexportadora cafeeira, que havia recentemente levado o país a uma crise econômica. Consequentemente, também se opôs aos movimentos comunistas e anarco-sindicalistas, que para as elites significavam a desordem social, que precisava ser contida à força. Dessa forma, o movimento se organizou no partido chamado Aliança Integralista Brasileira (AIB), no intuito de ser uma alternativa ao governo de Getúlio Vargas. Tendo surgido durante o “governo provisório” varguista, a AIB preparou a candidatura de Plínio Salgado, presidente do partido, e um de seus fundadores, para assumir a presidência do país. Contudo, mesmo sendo um dos candidatos favoritos do país, as eleições de 1937 foram canceladas pelo próprio presidente Getúlio Vargas, estabelecendo um golpe de Estado, chamado de Estado Novo, impossibilitando qualquer chance da AIB de assumir o poder. Plínio Salgado, num primeiro momento, ainda tentou se aproximar do governo, almejando assumir o Ministério da Educação. Contudo, fora surpreendido com a proibição da organização partidária imposta por Vargas, o que fez com que a AIB fosse dissolvida.

    Todavia, o golpe não significou, num primeiro momento, o fim do partido. Alguns integralistas, em 1938, organizaram um levante no intuito de atacar o Palácio Guanabara. Tendo fracassado, muitos dos militantes foram fuzilados, e outros feridos. Além desses, houve um grande contingente de adeptos do partido que foram presos. Por fim, seu presidente, Plínio Salgado, acabou por ser exilado em Portugal.

    Felipe Alvarenga

    Continue reading →
  • Propriedades Físicas dos Compostos Orgânicos 13/11/2016

    slide1

    Estão relacionadas com as estruturas de suas moléculas e as interações existentes entre elas.

    Solubilidade:

    Depende da polaridade das moléculas. Sendo os compostos orgânicos, em geral, apolares, a solubilidade é maior em solventes apolares (orgânicos).

    A regra geral da solubilidade nos diz que “semelhante dissolve semelhante”. Sendo assim:

    • Substância polar dissolve substância polar.
    • Substância apolar dissolve substância apolar.

    Uma mistura homogênea é aquela que não podemos distinguir as substâncias envolvidas, apresentando apenas uma fase, como quando dissolvemos açúcar em água, misturamos gasolina e querosene ou água em acetona.

    Já a mistura heterogênea apresenta, pelo menos, uma superfície de separação no sistema. Ou seja, são misturas que apresentam duas ou mais fases. Exemplos: a mistura de gasolina e água (bifásica); água, areia e óleo (trifásica) e água, areia, óleo e serragem (polifásica).

    Em geral, petróleos e seus derivados, óleos, graxas e gorduras são substancias apolares e, por isso, não são solúveis em substancias polares.

    Nos alcoóis, na medida em que se aumenta a cadeia carbônica, sua solubilidade em água diminui, pelo fato de apresentarem em sua estrutura uma parte polar e outra apolar.

    OBS: o etanol é solúvel tanto em água, quanto em gasolina.

    Ponto de ebulição:

    Ebulição um processo rápido, que ocorre por aquecimento, de um líquido para o estado de vapor.

    Já o ponto de ebulição (PE), é a temperatura na qual ocorre a ebulição. A da água pura, por exemplo, à pressão de 1 atm, ocorre a 100° C.

    O PE depende basicamente de 2 fatores:

    • Peso molecular: quanto maior, maior será o PE.
    • Interação molecular: quanto mais forte a atração intermolecular, maior o PE.

    Lembrando que a ordem crescente das interações intermoleculares é:

    Dipolo induzido < dipolo-dipolo < ligação de hidrogênio.

    OBS: entre substâncias com…

    • mesmo tipo de interação intermolecular, a com maior massa molecular terá maior PE.
    • massas moleculares próximas, a que possuir maior força intermolecular possuirá maior PE.
    • mesma massa molecular e mesmo tipo de interação intermolecular, a que possuir molécula mais extensa possuirá maior PE.
    • Quanto maior o número de ligações intermoleculares entre as substâncias, maior será o PE.
    • Entre isômeros de cadeia, o composto de cadeia normal apresenta maior PE do que o seu isômero de cadeia ramificada, pois apresenta maior superfície de contato intermolecular.
    • Nos compostos com isomeria geométrica, o isômero cis, por ser polar, apresenta maior PE.

     Priscilla Mestolo.

     

    Continue reading →
  • ENEM 2015 – Questão 76 – Química 29/10/2016

    slide1

    Para essa questão temos as reações iniciais que nos permite entender qual a proporção do componente que queremos determinar a massa, para tanto iremos observar qual a quantidade de Zinco metálico produzido a partir de uma quantidade X da molécula original, então temos:

    2 ZnS + 3 O2 à 2 ZnO + 2 SO2

    2 ZnO + 2 CO à 2 Zn + 2 CO2

    2 ZnS + 3 O2 + 2 CO à 2 Zn  + 2 CO2 + 2 SO2

    Observem que a segunda equação foi balanceada para se obter uma equivalência e obtermos a proporção adequada. Os elementos iguais grifados das duas equações podem ser cortados da equação geral, visto que um está nos produtos e o outro nos reagentes. Obtemos então a equação geral que nos permite perceber a proporção de esfarelita que produz zinco metálico. Abaixo o cálculo:

    1 mol de ZnS ——– 1 mol de Zn : proporção, logo podemos dizer que:

       97 g de ZnS ——– 65 g de Zn

       0,75 (pureza) ——–   X

    X = 0,5025 g de pureza, convertendo para kg

    0,5025 x 100 = 50,25 kg de Zn

    A informação fornecida na questão nos diz que 80% de rendimento na reação, logo

    50,25 é meu rendimento teórico, se fosse 100%, tendo apenas 80%, assim temos:

    50,25 ——- 100%

       X    ——-   80%

      X = 40,20 kg ~ 40 kg

    A resposta que mais se aproxima nas opções é a letra C)

     

    Continue reading →
  • ENEM 2015 – Questão 42 – História 29/10/2016

    slide1

    Resposta: Letra C

    A filosofa francesa Simone de Beauvoir construiu uma série de críticas a aquilo que é identificado como tipicamente feminino na sociedade. A autora demonstrou que essas ideias são fruto de uma construção social decorrente da dominação masculina ao longo da História da humanidade. Sua teoria foi amplamente utilizada pelo movimento feminista que retoma sua força a partir da década de 60 do século XX.

    Luiza Sarraf

    Continue reading →
  • UERJ 2015 – 2º Exame de Qualificação – Biologia 29/10/2016

    slide1

    O glicogênio é um polissacarídeo formado a partir de moléculas de glicose, utilizado como reserva energética e abundante nas células hepáticas e musculares. Mesmo sendo menos energético que as gorduras, o glicogênio é hidrolisado (quebrado) mais facilmente. Isso faz com que a glicose seja liberada mais rápida e em menos tempo na corrente sanguínea. Resposta: letra A.

    Continue reading →
  • UERJ 2015 – 1º EXAME DE QUALIFICAÇÃO 24/10/2016

    slide1

    Resposta: letra A

    No início da década de 1960, o Brasil se encontrava no meio da polarização mundial entre os blocos capitalista e socialista, comandados pelos Estados Unidos e União Soviética, respectivamente. Tal contexto é denominado de Guerra Fria.

    O Brasil, que possuía poucas décadas de democracia efetiva, tendo sido interrompida pelo Estado Novo varguista, ainda tinha muitos déficits sociais e políticos. O problema em questão, que seria o poder de voto aos analfabetos, trata-se de uma conquista política que, nessa conjuntura, ainda era vista com muito preconceito pelas elites.

    Continue reading →
  • ENEM 2015 – Questão 69 – Biologia 24/10/2016

    slide1

    A biotecnologia é uma área que visa unir conhecimentos de campos distintos, como a engenharia e as ciências biológicas, de maneira a desenvolver métodos que culminam na fabricação de produtos utilizando-se organismos biológicos.

    No caso da produção da insulina humana através de bactérias, pode-se afirmar que o método empregado é o da recombinação do DNA. Essa técnica ocorre através da inserção de segmentos do DNA humano, que codificam a proteína insulina, no DNA de uma bactéria. Sendo assim forma-se um DNA recombinado, onde é possível ocorrer a síntese da proteína humana dentro de uma bactéria, caso as condições de crescimento desses microrganismos sejam mantidas. Essa recombinação só pode ser feita entre moléculas de DNA, pois é ele que apresenta as informações para a síntese proteica. Dessa forma, a resposta correta para a questão é a letra A.

    Cris Pellegrine

    Continue reading →
  • ENEM 2011 – QUÍMICA 24/10/2016

    slide1

    Resolução

    1) Primeiramente, devemos montar as reações de combustão de todos os compostos em questão, para descobrir o número de mols de dióxido de carbono liberados em cada reação. Devemos lembrar também, que toda reação de combustão tem como reagente oxigênio gasoso e produz água e dióxido de carbono.

    2 C6H6  +  15 O2   → 6 H2O + 12 CO2           ΔH= -6536 kJ

    2 C2H5OH + 7 O2 →  6 H2O +  4 CO2          ΔHc = -2736 kJ

    C6H12O6  + 6 O→  6 H2O +  6 CO2              ΔHc = -2808 kJ

    CH4 + 2O2 →  2H2O +   CO2                                         ΔHc = -890 kJ

    2 C8H18  + 25 O2 →  18 H2O +   16 CO2    ΔHc = -10942 kJ

    Devemos observar que a informação do exercício é energia/mol do composto, e temos reações que após o balanceamento obtiveram coeficiente 2 no reagente orgânico. Dessa forma, para unificarmos as reações, devemos multiplicar a reação da glicose e do metano por 2, para igualar o coeficiente de todos eles em relação ao combustível.

    2 C6H12O6  + 12 O→  12 H2O +  12 CO2   ΔHc = -5616 kJ

    2 CH4 + 4 O2 →  4 H2O +   2 CO2                      ΔHc = -1780 kJ

    Visto que o exercício pede a quantidade de dióxido de carbono liberada pela mesma quantidade de energia liberada, devemos estabelecer uma energia padrão para todas as reações e dividir o número de mols de carbono de cada reação por essa energia.

    Por exemplo, vamos escolher -1000 kJ/mol de energia como energia padrão. Poderia ser absolutamente qualquer valor de energia, pois não afetaria o resultado.

    Na primeira reação, dividimos então 12 (número de mols de dióxido de carbono liberado) pela energia correspondente da reação, e multiplicamos por  -1000 (energia escolhida).

    Para o benzeno: (12 / -6536) x (-1000) = 1,836 mols de carbono liberados por 1000 kJ liberados

    Para o etanol: (4 / -2736) x (-1000) = 1,462 mols de carbono liberados por 1000 kJ liberados

    Para a glicose: (12 / 5616) x (-1000) = 2,137 mols de carbono liberados por 1000 kJ liberados

    Para o metano: (2 / -1780) x (-1000) = 1,125 mols de carbono liberados por 1000 kJ liberados

    Para o octano: (16 / -10942) x (-1000) = 1,462 mols de carbono liberados por 1000 kJ liberados

    Visto que o maior valor é o de glicose, logo este é o combustível que libera mais dióxido por energia liberada.

    Resposta

    glicose, letra C

    Continue reading →
  • ENEM 2015 – Questão 80 – Química 19/10/2016

    slide1

    A regra geral da solubilidade determina que “semelhante dissolve semelhante”, portanto substâncias polares tendem a se dissolver em substâncias polares, e substâncias apolares em apolares.

    Na questão é relatado que, ao passar pelas guelras dos peixes, os pesticidas organoclorados podem difundir-se para seus tecidos lipídicos, que são substâncias apolares. Sendo assim, por esses compostos se dissolverem nos lipídios, apresentam baixa polaridade.

    Portanto, a resposta correta é a letra A: baixa polaridade.

    Priscilla Mestolo.

    Continue reading →
  • ENEM 2015 – Questão 62 – Química 19/10/2016

    slide1

     

    Resposta:

    A fenolftaleína é um indicador ácido-base. Quando em meio básico, torna-se rosa. Já, em meio ácido ou neutro, sofre descoramento e fica incolor.

    Ao adicionar bicarbonato (NaHCO3) em solução aquosa de fenolftaleína, ocorre a formação de uma ácido fraco (H2CO3) e uma base forte (NaOH), formando meio básico.

    Com a formação do meio básico, a fenolftaleína torna-se rosa.

    O palito de fósforo produz uma combustão, com liberação do oxiácido CO2. Oxiácidos são ácidos que possuem o átomo oxigênio em sua composição.

    Ocorre então a seguinte reação química entre o CO2 e a água presente no meio.

    Com a formação de íons H+, há a acidificação do meio, que antes estava básico. Sendo assim, este se torna neutro e, consequentemente, a fenolftaleína descora (incolor).

    Portanto, a resposta é a letra A, formação de óxidos de caráter ácido.

    Priscilla Mestolo.

     

    Continue reading →
  • Questão 47 – História- 2º Exame UERJ 2016 09/10/2016

    slide1

    Resposta: Letra A

    No início do Século XX, a cidade do Rio de Janeiro, capital da recente República,  lidava com graves problemas urbanos, especialmente no centro da cidade. Naquele local morava boa parte da população pobre do Rio de Janeiro, que  vivia amontoada em cortiços e contando com diversas e constantes epidemias graves, como febre amarela e varíola, em decorrência das precárias condições sanitárias.

    Com o objetivo de reveter esse quadro e mudar a paisagem urbana do Rio de Janeiro, o prefeito Pereira Passos(1902-1906), instituiu uma série de medidas que visavam sanear, modernizar e demonstrar o progresso material dos espaços públicos da capital. Nesse contexto, a  Avenida Central, atualmente  Avenida Rio Branco , foi um dos grandes símbolos dessa reforma. A Avenida que foi remodelada tendo como inspiração os boulevards parienses gerou uma grande mudança nos arredores, inclusive a demolição de inúmeros cortiços, transformando totalmente a paisagem urbana do início do Século XX. Sua presença nos cartões postais, assim como a fala do poeta Olavo Bilac, nos ajudam a compreender como a Avenida Central tornou-se o novo símbolo da nova e moderna capital da República.

     

    Luiza Sarraff

    Continue reading →
  • Questão 02 – Português -UERJ 2016 09/10/2016

    slide1

    Na questão apresentada, temos as horas – um ser inanimado – sendo comparado às senhoras inexoráveis que não cedem – um ser animado com qualidades – pelo autor ao expressar o embate entre homem e tempo. Portanto, para resolvê-la, deve-se pensar em qual das figuras de linguagem atende a esta comparação de ser inanimado com características de um animado.

    A ironia é utilizada quando o interlocutor diz o contrário do que deseja dizer (“Que dia bonito!” quando na verdade não o está) e hipérbole quando o interlocutor deseja exagerar em sua fala (“Você está atrasado! Estou esperando você há horas!”). Nenhuma das duas opções atende à comparação expressada no trecho.

    O eufemismo é utilizado quando o interlocutor deseja suavizar a mensagem transmitida (“Ele partiu desta para melhor” quando se deseja dizer que alguém morreu) e a personificação quando se deseja atribuir características, ações ou emoções humanas a seres inumanos ou inanimados. A primeira opção não atende à comparação, mas a segunda sim, pois o ser inanimado – as horas – recebe características humanas – senhoras inexoráveis que não cedem nunca. Portanto, a resposta é a letra D.

    Victoria Barros

    Continue reading →
  • Questão 40 – Biologia – UERJ 2017 09/10/2016

    slide1

    A prática frequente de exercícios tem a capacidade de melhorar o débito cardíaco em atletas. Com isso, o coração desses indivíduos manda um maior volume de sangue para o corpo a cada batimento. Já indivíduos sedentários precisam que o coração bata mais vezes para conseguir enviar o mesmo volume de sangue quando comparados a atletas. Isso nos leva a entender que atletas possuem um maior débito cardíaco e menor frequência cardíaca. Já indivíduos sedentários possuem menor débito cardíaco e maior frequência cardíaca.  Logo, analisando as opções, a resposta correta é a letra D.

    Irapoan Bertholdo

    Continue reading →
  • Questão 32 – Biologia – UERJ 2016 02/10/2016

    slide1

    O consumo excessivo de antiácidos pode interferir na atuação do suco gástrico, prejudicando o funcionamento normal do estômago. As duas principais funções do estômago prejudicadas por esse uso excessivo são:

    (A) emulsificação de gorduras – absorção de aminoácidos

    (B) quebra de moléculas de carboidratos – produção de muco

    (C) transformação de pepsinogênio em pepsina – eliminação de micro-organismos

    (D) digestão de compostos carboxílicos – manutenção de pH adequado à absorção

    Resposta:

    O estômago é um órgão que faz parte do trato digestivo e desempenha o papel de transformar o bolo alimentar em uma massa viscosa (quimo), através da atividade muscular e química que ali ocorre. Ele é responsável pela produção do suco gástrico, formado pelo ácido clorídrico e enzimas, como a pepsina. Desta forma, as principais funções desse órgão são a quebra das proteínas em pedaços (peptídeos) menores, por meio da atuação da pepsina; e a destruição, devido a ação do pH ácido do suco gástrico, dos microrganismos que são ingeridos. No entanto a pepsina é secretada como pepsinogênio, uma forma inativa da enzima, que ao entrar em contato com o ácido clorídrico do suco gástrico é ativada transformando-se em pepsina. Logo, para que ocorra a quebra das macromoléculas de proteína deve acorrer essa transformação do pepsinogênio em pepsina. Sendo assim, a resposta correta é a letra C.

    Cris Pellegrine

     

    Continue reading →
  • Questão 56 – História – UERJ 2011 02/10/2016

    slide1

    Os participantes da Revolta da Chibata (1910-1911) exigiam direitos de cidadania garantidos pela Constituição da época. As limitações ao pleno exercício desses direitos, na Primeira República, foram causadas pela permanência de:

    a) Hierarquias sociais herdadas do escravismo

    b) Privilégios econômicos mantidos pelo Exército

    c) Dissidências políticas relacionadas ao federalismo

    d) Preconceitos étnicos justificados pelas teorias científicas

    Resposta: Letra A

    No ano de 1910, o Brasil era uma República recém-proclamada (em 15 de Novembro de 1889). Contudo, as questões de direitos trabalhistas ainda eram muito precárias aos setores mais baixos da população. A Revolta da Chibata, dentro dessa conjuntura, representou um episódio que, além de retratar a precariedade dos direitos trabalhistas entre as hierarquias mais baixas do militarismo (nesse caso, da Marinha), indicava permanências da época da escravidão. Lembrando que, assim como a República, a abolição total dos escravos também era muito recente, datando-se do ano anterior à República (através da ei Áurea, de 13 de Maio de 1888).

    Os castigos corporais, que haviam sido abolidos após a proclamação da República, haviam retornado no ano seguinte. Sendo assim, a Revolta da Chibata foi um movimento impulsionado por uma maioria negra ou mulata dos setores mais baixos da Marinha, que reivindicava o fim definitivo dos castigos corporais (através de chibatadas), assim como melhores condições de trabalho.

    Felipe Alvarenga

    Continue reading →
  • 2ª Fase – Química – UERJ 2015 02/10/2016

    slide1

    Considere os seguintes valores das entalpias-padrão da síntese do HCl, a partir dos mesmos regentes no estado gasoso.

    • HCl(g): ∆H0 = − 92,5 kJ / mol
    • HCl(l): ∆H0 = − 108,7 kJ / mol

    Calcule a entalpia-padrão, em kJ × mol−1 , de vaporização do HCl e nomeie duas mudanças de estado físico dessa substância que sejam exotérmicas.

    Resolução

    1) Primeiramente, devemos montar as equações de formação do ácido clorídrico gasoso e líquido, que corresponderão aos valores de ∆H0 fornecidos.

     

    ½ H2(g)  + ½ Cl(g) → HCl(g)        ∆H0 = − 92,5 kJ / mol  

     

    ½ H2(g)  + ½ Cl(g) → HCl(l)        ∆H0 = − 108,7 kJ / mol

     

    2) Como a questão nos pede a entalpia de vaporização, devemos inverter a equação do HCl líquido (junto com o ∆H0), de forma a somar as equações e termos a transição de estado físico do ácido clorídrico de líquido pra gasoso.

     

    ½ H2(g)  + ½ Cl(g) → HCl(g)      ∆H0 = − 92,5 kJ / mol  

     

    HCl(l)  → ½ H2(g)  + ½ Cl(g)      ∆H0 = + 108,7 kJ / mol

     

    Somando as equações:

     

    HCl(l)  →  HCl(g)                                ∆H0 = 16,2 kJ / mol

     

    Como o  ∆H0 é positivo, temos que a transição de estado físico do líquido para o gás é endotérmica, o que revela que a transição contrária é exotérmica, que é a condensação. Se a condensação é exotérmica, a solidificação também é, pois temos uma tendência de comportamento da molécula a produzir reações exotérmicas conforme mudamos o estado físico para uma situação onde as moléculas estão mais próximas.

     

    Resposta

    ∆H0 vaporização = 16,2 kJ / mol

    Solidificação e condensação são exotérmicos.

    Henrique Puga 

     

    Continue reading →
  • Questão 12 – 2º Exame – UERJ 2013 25/09/2016

    slide1

    No último texto, a figura de linguagem paradoxo foi apresentada, mas é importante diferenciá-la de outra tão importante quanto: a antítese. Antes de tudo, relembremos que o conceito de paradoxo é quando há uma fusão de ideias opostas em um mesmo enunciado resultando em uma proposição absurda como se vê em Luis Vaz de Camões diz em “É ferida que dói e não se sente”.

    Já a antítese é a simples oposição de ideias em um mesmo enunciado sem que haja a exclusão das mesmas. Então, quando Vinícius de Moraes diz “E rir meu riso e derramar meu pranto” em “Soneto de Fidelidade” as ideias de rir e chorar são opostas, mas não são excludentes. Elas podem coexistir sem problemas.

    Vejamos outro exemplo de antítese na questão 12 do 2º Exame de Qualificação de 2013 da UERJ[1]:

    IGUAL – DESIGUAL
    Eu desconfiava:
    todas as histórias em quadrinho são iguais.
    Todos os filmes norte-americanos são iguais.
    Todos os best-sellers são iguais
    Todos os campeonatos nacionais e internacionais de futebol são
    iguais.
    Todos os partidos políticos
    são iguais.
    Todas as mulheres que andam na moda
    são iguais.
    Todas as experiências de sexo
    são iguais.
    Todos os sonetos, gazéis, virelais, sextinas e rondós são iguais
    e todos, todos
    os poemas em verso livre são enfadonhamente iguais.

    Todas as guerras do mundo são iguais.
    Todas as fomes são iguais.
    Todos os amores, iguais iguais iguais.
    Iguais todos os rompimentos
    A morte é igualíssima.
    Todas as criações da natureza são iguais.
    Todas as ações, cruéis, piedosas ou indiferentes, são iguais.
    Contudo, o homem não é igual a nenhum outro  homem, bicho ou coisa.
    Ninguém é igual a ninguém.
    Todo ser humano é um estranho
    Impar.
    (Carlos Drummond de Andrade – Nova reunião)

    Questão 12. “e todos, todos os poemas em verso livre são enfadonhamente iguais. (v. 15-16)”.

    Os versos livres são aqueles que não se submetem a um padrão. Considerando essa definição, identifica-se nos versos acima a figura de linguagem denominada:

    (A) antítese

    (B) metáfora

    (C) metonímia

    (D) eufemismo

    A letra A é a resposta certa, pois os versos livres não se submetendo a nenhum padrão não podem ser iguais, ou seja, aquilo que segue um padrão. São duas ideias opostas que estão no mesmo enunciado e coexistem; é, portanto, uma antítese.

    Victoria Barros

    [1] Retirado de: http://www.vestibular.uerj.br/portal_vestibular_uerj/arquivos/arquivos2013/provas_e_gabaritos/2eq/2013_2eq_prova.pdf.

    Continue reading →
  • Questão 42 – 1º Exame – UERJ 2017 25/09/2016

    slide1

    Os primeiros artrópodes eram animais marinhos. Ao longo do processo evolutivo, alguns membros desse grupo sofreram transformações que possibilitaram a eles a conquista do meio terrestre.

    Uma transformação que contribuiu para a permanência destes artrópodes nesse ambiente seco foi:

    (A) circulação aberta

    (B) respiração traqueal

    (C) fecundação externa

    (D) digestão extracorpórea

    Os artrópodes são um filo de animais invertebrados que possuem exoesqueleto rígido e vários pares de apêndices articulados, cujo número varia de acordo com a classe. A respiração traqueal possui características que garantem o sucesso no meio terrestre, como por exemplo: respiração direta (boa para ambiente terrestre), realização de trocas com ar atmosférico e respiração aérea.

    Podemos citar como exemplos de artrópodes com respiração traqueal os insetos, diplópodes (piolho-de-cobra) e quilópodes (lacraias).

    Irapoan

    Continue reading →

  • Questão 49 – 1º Exame de Qualificação – UERJ 2017 25/09/2016
    slide1
    Antecipando-nos à derrocada das forças subversivas, acionadas por dispositivos governamentais, que visavam à destruição do primado da democracia e à implantação de um regime totalitário, tivemos a lucidez e o patriotismo de alertar os poderes constituídos da República para a defesa da ordem jurídica e da Constituição, tão seriamente ameaçadas. Podemos hoje, erradicado o mal das conjuras comunosindicalistas, proclamar que a sobrevivência da Nação Brasileira se processou sob a égide intocável do Estado de Direito.”
    Adaptado de Ata da Reunião Ordinária do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB, 07/04/1964.
    O apoio da Ordem dos Advogados do Brasil à deposição do presidente João Goulart (1961-1964), como indicado no texto, insere-se no contexto de intensas polarizações de opiniões entre partidos e associações. Essas polarizações expressavam posicionamentos distintos acerca da seguinte proposta do governo João Goulart:
    (A) implementação das reformas de base
    (B) política de desvalorização monetária
    (C)cerceamento da liberdade de imprensa
    (D) controle orçamentário dos poderes estaduais
    Resposta: Letra A
    Desde o início do governo João Goulart podemos observar tensões e polarizações. Jango, como era conhecido, assumiu o poder após a renúncia do presidente Jânio Quadros. Logo após a renúncia de Quadros iniciou-se uma campanha para impedir a posse de Jango por parte das camadas mais conservadoras da sociedade, pois a imagem do novo presidente era vinculada ao comunismo. Após uma longa campanha, Jango assume o poder, inicialmente, com um parlamento. A posteriori, ele consegue assumir através do sistema presidencialista.
    O Brasil passava por uma dura crise econômica e Jango lançou um plano conhecido por Reformas de Base que visavam o retorno do crescimento econômico e a diminuição das desigualdades sociais através de reformas agrária, tributária, administrativa, bancária e educacional. O lançamento deste plano não foi bem quisto por boa parte da população, partidos políticos e militares pelo fato de suas propostas serem vistas como o inicio da implantação de um regime comunista no país. O inicio do texto da questão trata deste fato que gerou uma grande instabilidade social e política, culminando no golpe militar em 1964.
    Luiza Sarraff

     

    Continue reading →
  • Apartheid 18/09/2016

    slide1

    Apartheid é um termo em africâner que significa separação. Foi um regime de segregação racial existente na África do Sul. Ocorrido entre 1948 a 1994, tal imposição foi adotada pelo Parido Reunido Nacional, onde a maioria da população era limitada e segregada por uma minoria: os descendentes dos colonizadores.

    Desde os tempos do início da colonização, o país já sofria segregação racial. Indiscutivelmente, os colonizadores usufruíam de privilégios enquanto as populações nativas se encontravam em péssimas condições de vida. Contudo, a segregação se intensificou após as Eleições Gerais de 1948. Tal evento foi restrito à população branca.  Havia dois partidos à frente das eleições: o Partido Unido (PU) e o Partido Reunido Nacional (PRN), sendo cada um destes líderes de coligações. A coligação do PRN, constituída por representantes da Igreja Reformada Holandesa e de africânderes (descendentes dos colonizadores holandeses calvinistas), possuía uma postura mais radical contra a população negra. Já o PU acreditava numa integração gradual da população excluída na vida política. Entretanto, o PRN possuía mais adeptos. Devido o medo das forças políticas dos negros, e a preocupação com a economia nacional, afundada desde a participação do país na Segunda Guerra Mundial, o PRN prometeu um sistema de segregação racial intenso caso ganhasse as eleições. Tal sistema fora chamado de Apartheid, que entrou em vigor juridicamente assim que o PRN venceu as eleições.

    De acordo com o PRN, a África do Sul era formada por quatro nações: brancos, negros, mestiços e indianos. A primeira legislação do Apartheid foi a indicação da raça na documentação dos cidadãos sul-africanos. A segunda legislação foi a reorganização do espaço urbano, causando verdadeiras segregações caracterizadas por remoções forçadas sempre que necessário. Proibições de casamentos mistos, privilégios no usufruto de serviços públicos, tais como educação, saúde e transporte também fizeram parte da realidade sul-africana. Todavia, o cenário político interno do país foi marcado por constantes revoltas de resistência e repressão estatal, onde os principais líderes do movimento antiapartheid eram detentos. Durante a década de 1980, a presidência começou a propor reformas para conter a oposição cada vez mais forte. Contudo, não obtiveram bons resultados. Na década seguinte, começou-se a falar sobre o fim do sistema de segregação racial. Fora nesse período que foram propostas as Eleições Livres, com participação de negros nas eleições.

    Foi então, em 1994, que o Apartheid encontrou seu fim. O partido denominado de Congresso Nacional Africano venceu as eleições contra o Partido Nacional, tendo então o primeiro presidente negro do país, Nelson Mandela, um dos principais ativistas do movimento antiapartheid.

    Continue reading →
  • Questão 69 – Química – ENEM 2013 18/09/2016

    slide1

    (ENEM – 2013) A formação frequente de grandes volumes de pirita (FeS2) em uma variedade de depósitos minerais favorece a formação de soluções ácidas ferruginosas, conhecidas como “drenagem ácida de minas”. Esse fenômeno tem sido bastante pesquisado pelos cientistas e representa uma grande preocupação entre os impactos da mineração no ambiente. Em contato com oxigênio, a 25 °C, a pirita sofre reação, de acordo com a equação química:

    4 FeS2 (s) + 15 O2 (g) + 2 H2O (l) → 2 Fe2(SO2)3 (aq) + 2 H2SO4 (aq)

    Para corrigir os problemas ambientais causados por essa drenagem, a substância mais recomendada a ser adicionada ao meio é o

    1. a) sulfeto de sódio
    2. b) cloreto de amônio
    3. c) dióxido de enxofre
    4. d) dióxido de carbono
    5. e) carbonato de cálcio

    Resolução:

     1) Temos que encontrar, primeiramente, qual a substância química relacionada ao problema ambiental. Para isso, olhamos os produtos da reação, que é o sulfito férrico e o ácido sulfúrico. Visto que o problema fala de drenagem ácida das minas, o problema é o ácido sulfúrico.

    2) Identificado o problema, como resolvê-lo? Para reduzir a poluição causada por um ácido, devemos neutralizá-lo, adicionando uma base. Não podemos adicionar uma base muito forte, pois trocaremos uma poluição ácida por uma básica, então vamos analisar as opções.

    3) Sulfeto de sódio: Na2S, temos um cátion neutro (Na+), e um ânion neutro (S2-), eles são neutros pois não podem reagir com água pra formar hidroxila ou hidrônio, então não alteram o pH da solução.

    Cloreto de amônio: NH4Cl, temos um cátion ácido (NH4+) e um ânion neutro (Cl), o amônio é ácido pela seguinte reação:

    NH4+ + H2O → NH3 + H3O+    pela liberação de hidrônio, é um cátion ácido, não neutralizando a solução.

    Dióxido de enxofre: SO2, temos um cátion neutro (S4+) e um ânion neutro (O24-) pelo mesmo motivo do sulfeto de sódio.

    Dióxido de carbono: CO2, temos um cátion neutro (C4+) e um ânion neutro (O24-) pelo mesmo motivo do sulfeto de sódio.

    Carbonato de cálcio: CaCO3, temos um cátion neutro (Ca2+) e um ânion básico (CO32-), o ânion é básico pela seguinte reação:

    CO32- + H2O → HCO3 + OH  pela liberação de hidroxila, o ânion é básico, sendo portanto, utilizado para neutralização de ácidos, como o ácido em questão.

    Resposta: letra E

    Henrique Puga

    Continue reading →
  • Questão 72 – Biologia – ENEM 2015 18/09/2016

    slide1

    ENEM 2015- Caderno Azul

    QUESTÃO 72 Um gel vaginal poderá ser um recurso para as mulheres na prevenção contra a aids. Esse produto tem como princípio ativo um composto que inibe a transcriptase reversa viral. Essa ação inibidora é importante, pois a referida enzima

    A) corta a dupla hélice do DNA, produzindo um molde para o RNA viral.

    B) produz moléculas de DNA viral que vão infectar células sadias.

    C) polimeriza molécula de DNA, tendo como molde o RNA viral.

    D) promove a entrada do vírus da aids nos linfócitos T.

    E) sintetiza os nucleotídeos que compõem o DNA viral.

    Resposta:

    A transcriptase reversa é uma enzima presente nos vírus cujo material genético está armazenado em moléculas de RNA, os chamados retrovírus. A função da enzima é sintetizar DNA a partir do molde de RNA viral, promovendo uma transcrição inversa, pois o processo celular padrão é contrário ao que ocorre nos retrovírus, ou seja, formar RNA a partir do DNA.

    Sendo assim, a resposta correta é a letra C.

    Cris Pellegrine

    Continue reading →
  • Fuso Horário 18/09/2016

    slide1

    O movimento de rotação da Terra alterna entre dias e noites. Quando uma face da Terra está exposta ao Sol, simultaneamente a outra face da Terra fica escura. Com este movimento é possível calcular a hora, também, e a Terra completa esta rotação dentro de 24 horas.

    A Terra foi dividida em 24 partes, ou fusos horários, ao longo das linhas dos meridianos, para poder existir o cálculo das horas.  A Terra é um corpo esférico e possui 360º, então os fusos foram separados em 15º cada, e assim cada um corresponde à uma hora. Os meridianos usados para referência são o de Greenwich e o que fica do outro lado da Terra, o da linha internacional de mudança de data. Quando forem 12 horas em Greenwich, será meia-noite no meridiano oposto.

    O nosso planeta se movimenta de oeste para o leste, todos os pontos situados à direita de Greenwich experimentam o amanhecer primeiro do que os pontos que estão à esquerda desse meridiano. Os meridianos, assim como os fusos, são linhas imaginárias que riscam a Terra de um pólo a outro. Quando se desloca para o oeste (esquerda), a partir de Greenwich, terá que subtrair uma hora do fuso, quando for o sentido oposto (leste/direita) irá acrescentar uma hora ao fuso.

    Todas as horas do mundo são ajustadas de acordo com o Meridiano de Greenwich, horário de Londres na Inglaterra (horário universal de Greenwich), devido ao acordo internacional firmado em 1884. Ele serve de referencia para os fusos horários e para calcular as distâncias em longitudes. A hora de Greenwich é chamada de Greenwich Mean Time (GMT). O meridiano atravessa dois continentes (Europa e África) e sete paises (na Europa: Reino Unido, França e Espanha; e na África: Argélia, Mali, Burkina Faso e Gana). Já o meridiano de mudança de data (antimeridiano 180º), atravessa uma parte da Rússia no estreito de Bering e umas das ilhas do arquipélago de Fiji, no oceano Pacífico.

    Gabriela Magalhães

     

     

    Continue reading →
  • Questão 6 – Português – UERJ 2017 12/09/2016

    slide1

    Questão 06 do 1º Exame de Qualificação da UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) 2017

    “O passado anda atrás de nós

    como os detetives os cobradores os ladrões

    o futuro anda na frente

    como as crianças os guias de montanha

    os maratonistas melhores

    do que nós”

    ANA MARTINS MARQUES. O livro das semelhanças. São Paulo: Companhia das Letras, 2015.

    Nos versos de 1 a 6, a poeta vale-se de um recurso para caracterizar tanto o passado quanto o futuro.

    Esse recurso consiste na construção de:

    (A) índices de ironia

    (B) escala de gradações

    (C) relações de comparação

    (D) sequência de personificações

    Nas opções apresentadas, o foco das respostas são as figuras de linguagem apresentadas – ironia, gradação, comparação e personificação – não as palavras que as complementam – índice, escala, relação e sequência. Portanto, atente-se aos conceitos das figuras de linguagem apresentadas e depois às palavras complementares para resolver a questão.

    À primeira vista, poderia se tratar de uma personificação – atribuir características, ações ou emoções humanas a seres inumanos – visto que tanto o passado quanto o futuro andam. No entanto, há apenas duas personificações, não uma sequência. A letra D, logo, é descartada.

    O passado e o futuro, enquanto seres inanimados, são comparados a seres animados ao longo do poema. O passado é como os detetives, os cobradores e os ladrões enquanto o futuro é como as crianças, os guias de montanha e os maratonistas. Portanto, há relações de comparação ao longo do poema. A letra C, logo, é a correta.

    Poderia-se considerar que há uma escala de gradações – ou seja, utilizar palavras de forma gradual dentro de uma mesma ideia – quando a autora diz “os detetives os cobradores os ladrões” e quando diz “os guias de montanha/ os maratonistas melhores/ do que nós”? Não, pois as palavras utilizadas não estão inseridas dentro de uma mesma ideia. Poderia ser considerada uma escala caso se utilizasse, por exemplo, “aqui, ali, na esquina, na rua inteira, no país, no mundo, em todas as galáxias” por trabalharem com a ideia de localização que vai gradativamente aumentando.

    Retirado de: http://www.vestibular.uerj.br/portal_vestibular_uerj/arquivos/arquivos2017/provas_e_gabaritos/1eq/2017_1eq_prova.pdf.

    Continue reading →
  • Questão 33 – Biologia – UERJ 2017 12/09/2016

    slide1

    A questão 33 do primeiro exame de qualificação da UERJ (2017) veio com o seguinte enunciado:

    Considere um animal que possui oito cromossomos em suas células diploides. Nos esquemas A e B, estão representadas duas células desse animal em processo de divisão celular.

    Com base nos esquemas, são identificados os seguintes tipos de divisão celular em A e B, respectivamente:

    (A) meiose e mitose

    (B) mitose e meiose

    (C) mitose e mitose

    (D) meiose e meiose

    Resolução comentada:

    Ao analisar o esquema A podemos observar oito cromossomos, onde apresentam os pares em separação e as duas cromátides irmãs ainda unidas. Essa conformação é característica da Anáfase I da Meiose.

    No esquema B, é possível observar a separação das cromátides irmãs. Esse evento ocorre tanto na Mitose quanto na Meiose II.  Como diferenciar então? Relendo o enunciado, é dito que devemos considerar que o animal possui oito cromossomos em suas células diploides (2n = 8). Quando voltamos para o esquema B e contamos os cromossomos, observamos que estão ocorrendo separação das cromátides irmãs referentes quatro cromossomos e não oito como fala o enunciado (nesse caso já ocorreu redução da metade dos cromossomos). Isso mostra que a célula B na verdade é a célula filha da Meiose I e o esquema está mostrando a Anáfase da Meiose II.

    A resposta correta é letra D, pois as células mostradas nos esquemas A e B representam fases da Meiose.

    Irapoan Júnior

    Continue reading →
  • 2ª fase – Química – UERJ 2014 12/09/2016

    slide1

    (UERJ 2014 – 2ª fase) O trióxido de diarsênio é um sólido venenoso obtido pela reação do arsênio (As) com o gás oxigênio. Sua entalpia padrão de formação é igual a – 660 kJ.mol-1.

     

     Escreva a equação química completa e balanceada da obtenção do trióxido de diarsênio. Em seguida, calcule a quantidade de energia, em quilojoules, liberada na formação desse sólido a partir da oxidação de 1,5 kg de arsênio.

     

    Resolução:

     1) A primeira coisa que devemos fazer é montar a equação, se atentando ao fato do oxigênio ser um elemento diatômico, ou seja, aparece na forma de O2.

    As + O2 → As2O3

    A equação não está balanceada, para tal, balanceamos primeiramente o arsênio, pela regra do M.A.C.H.O (metal, ametal, carbono, hidrogênio, oxigênio).

    2 As + O2 → As2O3

    Para balancear o oxigênio, precisaremos de um coeficiente fracionário (3/2), logo multiplicaremos toda a equação por 2, para remover o denominador.

    2x  (2 As + 3/2 O2 → As2O3) = 4 As + 3 O2 → 2As2O3

    2) Vamos interpretar o que é pedido no enunciado: a entalpia de formação do trióxido de diarsênio é de – 660 kJ.mol-1. Isso significa que, para 1 mol de trióxido de diarsênio, temos 660 kj de energia liberada, por isso o sinal negativo.

    A massa molar do As é 75 g/mol, e temos 4 mols de arsênio gerando 2 mols de trióxido, logo:

    4 x 75 g de As ——— 2 x 660 kJ de As2O3

    1500 g de As ———– x kJ de As2O3

    X = 6600 kJ de energia liberada.

    *OBS: O sinal negativo não é utilizado no final pois o enunciado pede a energia liberada, logo, se colocarmos o sinal negativos, estamos dizendo que a energia é absorvida, e não liberada.

    Henrique Puga de Abreu Leandro

     

     

    Continue reading →
  • Questão 58 1º exame da UERJ de 2011 12/09/2016

    slide1

    Questão 58 do primeiro exame de qualificação da UERJ de 2011 (13/06/2010): Ciências humanas e suas tecnologias:

    Gabarito: (D)

    Resolução:

    Primeiramente, deve-se entender a que cada um dos monumentos se refere. A primeira imagem é relacionada aos bandeirantes, homens responsáveis por desbravar o interior do país no início da colônia. Já a segunda imagem, refere-se a Zumbi dos Palmares, um importante personagem na história da resistência à escravidão no Brasil.

    Sobre os bandeirantes, é válido ressaltar que estes eram responsáveis pela exploração das terras, em busca de ouro, indígenas para serem feitos de escravos, dentre outras riquezas da terra recém-descoberta. Os bandeirantes, tidos como “heróis do descobrimento”, principalmente da região Sudeste, eram em sua grande maioria descendentes diretos de portugueses ou de outras etnias europeias. Representavam assim, uma parcela da sociedade recém-chegada ao novo mundo que agia com consentimento da Coroa.

    Em relação a Zumbi dos Palmares, este foi um grande ícone do principal movimento de resistência escravista do período colonial, o Quilombo dos Palmares. Quilombos eram comunidades de pequeno ou médio porte que reuniam escravos refugiados, dando-lhes assim proteção e qualidade de vida a qual não podiam ter enquanto submetidos a trabalhos forçados, com punições severas à mando dos Senhores de Engenho. Quilombos, quando descobertos, eram destruídos, e seus habitantes, devolvidos aos seus senhores, caso sobrevivessem aos combates. O Quilombo dos Palmares foi o mais duradouro, tendo seus primeiros relatos por volta de 1580, e tendo sido inteiramente desfeito em 1710. Zumbi é tido como um mártir do movimento de libertação do povo negro em solo nacional, já que morreu após uma árdua batalha para defender o Quilombo, tal como seus moradores.

    Após essa breve explicação, analisemos as opções da questão:

    A)Tradição democrática: Ambas as memórias retratadas em estátuas remetem ao período colonial, que era caracterizado por um sistema absolutista. Não havia democracia nem na metrópole, tampouco na colônia.

    B)Integração territorial: Apesar dos bandeirantes serem considerados como responsáveis pelo desbravamento do solo nacional no início da colonização, a memória de Zumbi nada tem a ver com esse fato. É especificamente dedicada à memória da resistência da escravidão. Nada tem a ver com Integração territorial.

    C)Miscigenação racial: A memória dedicada ao monumento dos Bandeirantes remete ao Descobrimento do Brasil e a exploração de suas terras. Em relação a Zumbi, o monumento representa a resistência de uma raça explorada. Não fazem referência à miscigenação racial.

    D)Diversidade étnica: Num primeiro momento, os bandeirantes representavam a supremacia branca em solo nacional. Já o monumento de Zumbi demarca a importância da memória da resistência negra. Ambos os monumentos referem-se a distintas identidades nacionais, onde a primeira remete a importância do papel dos colonos para a construção de uma nova nação, e a segunda, da relevância da diversidade cultural e étnica que se faz presente na população brasileira.

    Felipe Alvarenga

     

    Continue reading →
  • A representação do espaço produzido – Parte 3 05/09/2016

    Slide1

    E nesta terceira parte, continuaremos a falar sobre orientação, porém, agora, em relação aos mapas. Ao observar o globo terrestre, vemos que existem várias linhas imaginárias (horizontais e verticais), vimos também que o eixo da Terra é inclinado e que o planeta possui dois polos: o Norte e o Sul.

    E cada linha, seja horizontal ou vertical, possui um nome e uma função, e são chamadas de coordenadas geográficas, vejamos:

    Linha do equador (grau 0º): divide a Terra em dois hemisférios: o Norte ou Setentrional e o Sul ou Meridional;

    Meridiano de Greenwich (grau 0º): divide a Terra em dois lados, porém em leste e oeste (direita/esquerda), sendo o lado leste (direita) a parte oriental e o lado oeste (esquerda) a parte ocidental.

    A posição/localização de qualquer ponto sobre o mapa se dá através destas coordenadas, que são linhas de referência. Se a referência for a linha do Equador, falaremos em latitude, se for em relação a linha do meridiano de Greenwich, falaremos em longitude.

    Latitude: distância medida em graus, de qualquer ponto da superfície terrestre em relação a linha do equador (latitudes norte e sul).

    Longitude: distância medida em graus, de qualquer ponto da superfície terrestre em relação a linha do meridiano de Greenwich (longitudes leste e oeste).

    As outras linhas que cortam o globo terrestre são chamadas de paralelos (linhas horizontais) e meridianos (linhas verticais), que juntas formam uma espécie de “rede”, que facilita a localização de qualquer ponto do planeta conforme a disposição das suas intersecções.

    Os principais paralelos em relação ao Equador são: os trópicos de Capricórnio (sul), com latitude de -23º27′ e o de Câncer (norte), com latitude de 23º27.  Além dos círculos polares: ártico (norte), com latitude de 66º33′ e antártico (sul), com latitude inversa de -66º33′.

    Gabriela Magalhães

    Continue reading →
  • UERJ-2017 1º Exame de Qualificação – Questão 31 05/09/2016

    Slide1

    A questão 31 do primeiro exame de qualificação da UERJ (2017) tratou de um tema bastante noticiado nos últimos tempos.

    O rompimento da barragem de contenção de uma mineradora em Mariana (MG) acarretou o derramamento de lama contendo resíduos poluentes no rio Doce. Esses resíduos foram gerados na obtenção de um minério composto pelo metal de menor raio atômico do grupo 8 da tabela de classificação periódica. A lama levou 16 dias para atingir o mar, situado a 600 km do local do acidente, deixando um rastro de destruição nesse percurso. Caso alcance o arquipélago de Abrolhos, os recifes de coral dessa região ficarão ameaçados.

    A água do mar em Abrolhos se tornaria turva, se a lama atingisse o arquipélago. A turbidez da água interfere diretamente no seguinte processo biológico realizado nos recifes de coral:

    (A) fotossíntese

    (B) eutrofização

    (C) bioacumulação

    (D) tamponamento

    Precisamos lembrar que com a água se tornando turva a entrada de luz seria afetada, pois menos luz passaria pela lâmina de água.

    Nos recifes de coral ocorre uma associação (simbiose) entre as espécies de coral e microalgas. Essas algas “moram” no interior dos tecidos dos corais que formam os recifes e realizam um processo chamado fotossíntese, liberando para os corais compostos orgânicos nutritivos.

    De modo mais simplificado, podemos dizer que a fotossíntese é um processo onde a energia solar é capturada e transformada em energia química. Logo, caso a luz solar não chegue aos recifes de coral pela água estar turva, o processo de fotossíntese não ocorreria de maneira eficiente. Resposta A.

    Irapoan Júnior

    Continue reading →
  • UERJ-2015 – 1º Exame de Qualificação – Questão 49 05/09/2016

    Slide1

    As diversas comemorações do aniversário da Revolução dos Cravos, em Portugal, indicam a importância dessa data para o país.
    Devido à conjuntura em que ocorreu, a Revolução dos Cravos tem para a sociedade portuguesa o seguinte significado:
    (A) instauração da ordem democrática
    (B) diversificação dos espaços culturais
    (C) integração do setor financeiro europeu
    1. internacionalização do desenvolvimento econômico
    Resposta: Letra A
    A partir da década de 30 do século XX, o mundo assistiu a ascensão de governos que entraram para História por assumirem perfis autoritários e totalitaristas. Estes governos nascem em meio a um contexto de crise do liberalismo e podemos citar como características o monopartidarismo, o militarismo, o nacionalismo, o culto ao líder, etc. No caso português, vimos um regime como este chegar ao poder em 1933 e manter-se até 1974 sob a liderança de Antonio Salazar. A Revolução dos Cravos, tema da questão, foi um processo histórico de contestação e insatisfação com o regime salazarista que culminou na queda do governo e na implantação de reformas sociais, políticas, econômicas e administrativas que visavam a restauração da ordem democrática no país.
    Luiza Sarraff
    Continue reading →
  • A representação do espaço produzido 24/08/2016

    Slide1

    O movimento, a locomoção e a posição de um corpo ou de um objeto dependem de algum referencial. Utilizamos referências para tudo, principalmente se não conhecemos o local a ser visitado ou o ponto a ser pesquisado. O referencial pode ser uma pessoa, um local, os corpos celestes…ou por polos (Norte/Sul), esquerda, direita, acima, abaixo, ruas, estabelecimentos comerciais, etc.

    E nos mapas, os referenciais utilizados são: norte, sul, leste e oeste, que são os pontos cardeais (com pontos colaterais e subcolaterais) e são as orientações utilizadas como rota nas aeronaves e nas embarcações.

    Existe outra orientação determinada pelo campo magnético da Terra, chamada de norte magnético, que é definido pelos movimentos na camada externa da crosta terrestre. Sua localização é variável, pois depende destes movimentos ao longo do tempo geológico. E um dos instrumentos utilizados para identificá-lo é a bússola.

    E para finalizar esta parte, existe também o norte geográfico ou norte verdadeiro, que é definido geometricamente. Quando a Terra foi dividida em dois hemisférios, ele foi definido de acordo com o eixo de inclinação da Terra em relação ao plano equatorial solar. Localiza-se no extremo norte da Terra e é o resultado do movimento de rotação do nosso planeta.

    Gabriela Magalhães

    Continue reading →
  • Português na UERJ 24/08/2016

    Slide1

    Questão 02 do 1º Exame de Qualificação da UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) 2016

    Uma afirmação paradoxal contém alguma contradição interna.

    Um exemplo de afirmação paradoxal é identificado em:

    (A) Adulto: pessoa que, em toda coisa que fala, fala primeiro dela mesma. (l. 11)

    (B) Guerra: gente que se mata por um pedaço de terra ou de paz. (l. 19)

    (C) Mãe: mãe entende e depois vai dormir. (l. 21)

    (D) Paz: quando a pessoa se perdoa. (l. 22)

    A questão procura trabalhar o conceito da figura de pensamento paradoxo. Paradoxo é a fusão de ideias opostas em um mesmo enunciado resultando em uma proposição absurda. Quando Luis Vaz de Camões diz em um de seus sonetos mais conhecidos “É ferida que dói e não se sente”, ele utiliza o paradoxo. Ao afirmar que há dor, mas ela não é sentida fundem-se duas ideias opostas resultando algo de absurdo.

    Das opções apresentadas, a letra B é aquela que apresenta um paradoxo, pois os conceitos de guerra e paz  são opostos entre si. Ao afirmar que existe a guerra para que haja paz, têm-se ideias opostas fundidas em um enunciado gerando uma proposição contraditória.

    Retirado de: http://www.vestibular.uerj.br/portal_vestibular_uerj/arquivos/arquivos2016/provas_e_gabaritos/1eq/2016_1eq_prova.pdf.

    Continue reading →
  • A Química no Enem 24/08/2016

    Slide1

    (ENEM – 2013) O brasileiro consome em média 500 miligramas de cálcio por dia, quando a quantidade recomendada é o dobro. Uma alimentação balanceada é a melhor para evitar problemas no futuro, como a osteoporose, uma doença que atinge os ossos. Ela se caracteriza pela diminuição substancial de massa óssea, tornando os ossos frágeis e mais suscetíveis a fraturas.

     Considerando-se o valor de 6,02 x 1023 mol-1 para a constante de Avogrado e a massa molar do cálcio igual a 40 g/mol, qual a quantidade mínima diária de cálcio a ser ingerida para que uma pessoa supra suas necessidades?

     

    1. a) 7,5 x 1021
    2. b) 1,5 x 1022
    3. c) 7,5 x 1023
    4. d) 1,5 x 1025
    5. e) 4,8 x 1025

     

    Resolução e resposta:

     Devemos, primeiramente, ler o enunciado com bastante atenção para entendermos o que é pedido no exercício. Um brasileiro consome em média 500 miligramas de cálcio por dia, mas deveria consumir o dobro, ou seja, 1000 miligramas. A questão pede a quantidade de átomos de cálcio ingerida para que o brasileiro supra suas necessidades, ou seja, o cálculo deve ser feito com 1000 miligramas, não vamos cair nessa pegadinha!!

     

    (1) Sempre olha-se o elemento em questão na tabela periódica para saber a que família ele pertence:

     

    Cálcio – Ca, alcalino-terroso, família 2 (2A)

     

    O cálcio se apresenta na natureza na forma “Ca”, diferente do oxigênio, que aparece como “O2”, no caso do oxigênio, como ele é diatômico, 1 mol de oxigênio são 2 átomos, já pro cálcio esse cálculo é da proporção 1:1

     

    (2) Podemos, então, fazer o cálculo considerando que 1 mol de cálcio são 6,02 x 1023 átomos.

     

    1 mol Ca ———– 6,02 x 1023 átomos de Ca

     

    (3) Agora calculamos o número de mols que um brasileiro deve ingerir diariamente

     

    1000 mg de cálcio por dia = 1 g de cálcio por dia

     

    1 mol de cálcio ———- 40 g de cálcio (massa molar = 40 g/mol)

    x mol de cálcio ———- 1 g de cálcio

     

    x = 1/40 = 0,025 mol de cálcio

     

    (4) Por fim, voltamos a relação do item (2) para descobrirmos a resposta

     

    1 mol Ca ————- 6,02 x 1023 átomos

    0,025 mol Ca ——- y átomos

     

    y  = 1,5 x 1022 átomos de cálcio que um brasileiro deveria ingerir diariamente.

     

    LETRA B

     

    Henrique Puga de Abreu Leandro

    Continue reading →
  • As Idades Históricas 24/08/2016

    Slide1

    É sabido que a história da humanidade pode ser dividida em partes. Comumente nomeamos os tempos anteriores às grandes civilizações, agricultura e escrita de pré-história. Esse tempo seria marcado por grupos de seres humanos que se comunicavam de formas simples, com no máximo pinturas rupestres e com pouco conhecimento matemático. Contudo, com o passar das gerações, a humanidade aprendeu técnicas cruciais para a sobrevivência, como o domínio do fogo, da agricultura, e a criação dos primeiros sistemas de escrita. Com esses conhecimentos, foi possível o surgimento das primeiras cidades.

    O período posterior à pré-história é chamado de Idade Antiga. Iniciando-se no quarto milênio anterior ao tempo comum, esse período é assim atribuído devido ao advento da escrita, que foi considerada um marco fundamental para o desenvolvimento social e cultural da humanidade. À Idade Antiga, marcada pelas primeiras grandes civilizações, dentre elas o Egito, a Mesopotâmia, Grécia e Roma, é atribuído o fim à queda do Império Romano do Ocidente, em meados do século V d.C.  Por conseguinte, temos o advento da Idade Média. Esse longo período, datado entre os séculos V d.C. e VX d.C., é geralmente atribuído ao desenvolvimento do feudalismo e dos reinos europeus. É um período marcado por inúmeras guerras, pela peste, pela enorme influência da Igreja Católica na política, e pelo contato geralmente hostil com o oriente (muçulmanos e mongóis). A passagem da Idade Média para a Moderna é marcada pela “tomada de Constantinopla”, que demarcaria o fim do Império Romano do Oriente, sendo assim conquistado pelo mundo islâmico. Esse período foi marcado pelo desenvolvimento do Mercantilismo, que se intensificou com a Expansão Ultramarina. Todavia, a sociedade europeia ainda era muito marcada por características medievais, como a monarquia absolutista, e a sociedade dividida em ordens. O fim dessa idade, e a passagem para a Idade Contemporânea é geralmente atribuída à Revolução Francesa, no final do século XVIII, período que marcou a Europa e alterou as relações de poder por todo o continente. A revolução Industrial, que aconteceu também nesse mesmo momento, também foi crucial para as mudanças que marcam nossa sociedade até o tempo presente.

    Vale ressaltar que essas divisões são arbitrárias, e competem geralmente às transformações políticas da Europa. É muito complicado utilizar-se dessa divisão para classificar a história de nações americanas, por exemplo, principalmente aquelas que não desenvolveram sistema de escrita, mas ainda assim estabeleceram verdadeiros impérios, com sistema de agricultura eficiente, e construções de dimensão faraônica.

    Continue reading →
  • OLIMPÍADA OU OLIMPÍADAS? 24/08/2016

    Slide1

    Dentro de alguns dias, o Rio de Janeiro receberá as Olimpíadas. Ou seria Olimpíada? Nos últimos tempos, ouve-se falar, basicamente, sobre a Olimpíada. Ou as Olimpíadas? Qual seria a forma correta de se utilizar o termo?

    O termo Olimpíada deve ser utilizado quando em referência a um evento específico, portanto, ao falar sobre o evento esportivo sediado no Rio de Janeiro, este é o termo a ser utilizado.

    Exemplo: O Comitê vendeu 1,6 milhões de ingressos para a Olimpíada do Rio de Janeiro.

    Já o termo Olimpíadas deve ser utilizado quando em referência as várias edições do evento, portanto, ao falar sobre os eventos sediados por Londres e Pequim, este é o termo a ser utilizado.

    Exemplo: Só acompanhei as Olimpíadas de Londres e Pequim e não sei se acompanharei a Olimpíada do Rio de Janeiro.

    Em alguns posts da internet, encontra-se a diferença de Olimpíada e Olimpíadas como o primeiro termo se referindo aos jogos dedicados ao deus grego Zeus enquanto o segundo termo se referindo aos jogos modernos. A informação, no entanto, ser uma falácia. Esta conclusão é corroborada pela definição encontrada no dicionário Houaiss.

    De acordo com este, o termo Olimpíada se refere a “cada um dos intervalos de quatro anos entre dois jogos olímpicos pelo qual o tempo era contado na Grécia antiga”.

    E agora, José, que termo utilizar já que, de acordo com o dicionário, todas as explicações anteriores parecem erradas? Agora, José, é melhor utilizar o termo jogos olímpicos mesmo. (E se você não sabe quem é José, procure pelo poema E agora, José? de Carlos Drummond de Andrade!).

    Victoria Barros

    Continue reading →
  • As origens romanas: A lenda de Rômulo e Remo 24/08/2016
    Slide1
    O berço de uma grandes civilizações ocidentais da antiguidade, Roma, possui inúmeras histórias e versões sobre o seu surgimento. Porém, a história mais famosa é uma lenda contada pelo historiador romano Tito Lívio e pelo poeta Virgílio que narram a trajetória dos irmãos Rômulo e Remo.
    Segundo o mito, os irmãos eram filhos Rhea Silvia, uma sacerdotisa da deusa Vesta, deusa do fogo sagrado, que havia sido forçada a se tornar sacerdotisa por seu tio, Amúlio, que havia tirado seu pai, Numitor, do trono de Alba Longa e o tornado prisioneiro.
    Rhea, como sacerdotisa, deveria ter sua virgindade preservada, porém acusava o deus Marte, deus da guerra, de tê-la estuprado e a engravidado. Quando soube da gravidez da sacerdotisa, Amúlio mandou jogar as crianças no rio Tibre para que elas não viesse a tentar usurpar e/ou reivindicar o seu trono. Porém, a correnteza levou as crianças até as margens do rio, onde foram encontrados por uma loba que se compadeceu da situações dos bebês e cuidou e os amamentou até que fossem recolhidos por um pastor que junto com sua esposa criou os dois como filhos.
    Posteriormente, quando já eram adultos, Rômulo e Remo descobriram a verdadeira história de sua origem e nascimento e, assim, resolveram destronar Amúlio e restituir o trono a seu avô, Numitor. Eles mataram o rei Amúlio e conseguiram seu objetivo. Como um presente, o avô dos meninos, deu-lhes o direito de fundar uma cidade as margens do rio Tibre.
    Os irmãos escolhem uma área que ficava sobre sete colinas e fundam a cidade. Porém, por disputas políticas Rômulo assassinou Remo e tornou-se o primeiro rei de Roma. 
    Apesar de ser uma lenda, esta história sobre origens da cidade de Roma é interessante pois nos ajuda a perceber a importância da mitologia e da influência dos deuses sobre o destino dos seres humanos, além de mostrar que desde sua fundação Roma esteve permeada por lutas e disputas políticas. 
     
    Luiza Sarraff
     
     
    Continue reading →
  • A Química e as Olimpíadas 27/07/2016

    Slide1

    Próximo ao início das olimpíadas, é comum notarmos um forte contato da mídia com os exames antidoping, visto que sua existência é de vital importância para a realização de jogos justos e verdadeiros. O que pouco se sabe é como são realizados esses exames antidoping, pois muitas pessoas pensam que são apenas exames da área biológica, contudo os exames químicos são essenciais para um diagnóstico completo.

    A cromatografia gasosa, por exemplo, é um dos processos mais importantes no exame antidoping, esse método consiste em um aparelho que, a partir da inserção de uma amostra  (volátil no caso da cromatografia gasosa) e em comunhão com um detector, o aparelho consegue identificar os componentes dessa amostra de uma forma muito precisa e exata.

    Mas como um aparelho consegue dizer tudo (ou quase tudo) que existe em uma amostra volátil qualquer?

    O cromatógrafo por si só não faz a detecção das substâncias, sua utilidade principal é separar os componentes majoritários da amostra. Por intermédio de uma estrutura que chamamos de coluna cromatográfica, o cromatógrafo separa os componentes da amostra pela diferença de polaridade.

    A coluna é composta de um material bastante apolar, uma cadeia orgânica que vai revestir o comprimento do tubo circular, a amostra então é injetada com um gás de arraste, uma substância de polaridade maior que a coluna. Dessa forma, conforme o gás percorre a coluna, as substâncias polares acompanham-no, pois há uma maior interação entre eles pela semelhança de polaridade. Enquanto isso, as substâncias mais apolares interagem com a coluna, diminuindo sua velocidade enquanto o gás passa.

    Deve-se lembrar que a escolha do gás de arraste, da coluna e o aquecimento são importantíssimos, pois interações muito fortes com o gás dificultam a separação pela rápida saída das substâncias polares, enquanto interações grandes com a coluna reterão a substância tempo demais dentro do cromatógrafo.

    Após o cromatógrafo, um detector identifica as substâncias interagindo com um programa de computador, de forma que, quando uma substância sai em alta concentração, ela forma picos em um gráfico, e seu tempo de saída (chamado de tempo de retenção) permite saber qual a provável substância presente.

    Normalmente a cromatografia também é feita com um conjunto de substâncias que é chamado de padrão, onde o padrão produz picos que, se visualizados na amostra, possuem alta probabilidade de serem as substâncias encontradas. Por exemplo:

    Vamos supor que uma substância seja proibida pelo doping e, portanto, ela seja colocada no padrão. Ao realizar a cromatografia, descobre-se que essa substância possui tempo de retenção de um minuto e meio. Ao realizar a cromatografia da amostra, com o mesmo gás de arraste e a mesma coluna, a presença de uma substância com o mesmo tempo de retenção sugere que essa substância proibida está na amostra.

    Este é apenas um dos exames usados no antidoping das olimpíadas e, como dito anteriormente, de vital importância. A necessidade de jogos mais justos e verdadeiros incentiva os cientistas a desenvolverem cada vez mais técnicas avançadas para evitar a fraude e a desonestidade.

    Henrique Puga de Abreu Leandro

     

    Continue reading →
  • EXPOSIÇÃO AO TABACO 25/07/2016

    Slide1

    O sistema imunológico é o responsável por proteger o corpo humano de vírus, bactérias e outros organismos patogênicos. No entanto, por vezes, o sistema imune responde a materiais inofensivos como, por exemplo, o pólen (nesse caso chamado de material alérgeno) e desencadeia doenças alérgicas, como a rinite alérgica (inflamação do interior do nariz), dermatite alérgica (também conhecido como eczema, a doença caracteriza-se por pele ressecada, prurido e manchas na pele) e alergias alimentares.

    Um fator de risco potencial é a exposição ativa ou passiva a fumaça do tabaco. Em alguns países, até 80% das crianças estão expostas a fumaça passivamente. Em todo o mundo, 14% dos adolescentes com idade entre 13 e 15 anos são fumantes ativos. Em alguns países, essa prevalência chega a ser de 40% e quase 25% das crianças que fumam, experimentaram o primeiro cigarro antes dos 10 anos de idade. Se o tabagismo ativo for eliminado entre crianças e adolescentes, um em cada sete casos de rinite alérgica e um em cada oito de dermatite alérgica deixariam de existir.

    Após análise de 196 estudos, pesquisadores conseguiram associar em adultos, de forma moderada, rinite alérgica com o tabagismo passivo e a dermatite alérgica com o tabagismo ativo. Já em crianças e adolescentes, tanto a rinite alérgica como a dermatite alérgica foram fortemente associadas ao tabagismo ativo e passivo. Assim como um aumentado risco de desenvolvimento de alergia alimentar a pessoas expostas passivamente a fumaça.

    Irapoan Bertholdo

    Referência: Saulyte J.; et al. Active or Passive Exposure to Tobacco Smoking and Allergic Rhinitis, Allergic Dermatitis, and Food Allergy in Adults and Children: A Systematic Review and Meta-Analysis. PLoS Med 11(3): e1001611. doi:10.1371/journal.pmed.1001611.

    Continue reading →
  • Colonização Africana 25/07/2016

    Slide1O Continente africano fora, ao longo da história, muito cobiçado por diversas nações europeias e asiáticas. Já foi palco de diversos reinos e impérios importantíssimos para a história mundial, como o caso do Egito, Axum, Mali, dentre outros, tendo assim exportado muitos elementos de sua cultura para as nações vizinhas. Entretanto, a África já foi também sede de diversas colônias durante toda a sua história. Desde a antiguidade, manteve relações, ora comerciais, ora conflituosas, com a civilização Grega e Romana. Fora também alvo fundamental para a expansão muçulmana, durante toda a idade média. Todavia, durante o período de Expansão Ultramarina das grandes potências europeias a partir dos séculos XV e XVI, a África passou a ser novamente um local importante para o desenvolvimento europeu.

     Portugal e Espanha, tendo sido as primeiras nações europeias a se lançar ao oceano, utilizavam-se da África como local de estabelecimento de feitorias, pequenas trocas comerciais com os povos locais, e fundamentalmente a obtenção de trabalho escravo para suas colônias no continente americano. Com o decorrer do tempo, outras nações europeias também foram em busca de colônias de exploração para o desenvolvimento econômico pautado no Mercantilismo. Inglaterra, França e Holanda, que também estabeleceram colônias nas Américas, procuraram pelo comércio escravista no continente africano. Entretanto, a realidade da ocupação africana por essas e outras nações europeias se alastrou demasiadamente depois do século XIX, onde as antigas colônias europeias no continente americano começaram a se tornar independentes. O mundo se encontrava em outro contexto, onde o mercantilismo e a escravocracia já não sustentavam mais a economia dessas nações. Num mundo industrializado, era de suma importância a busca por matérias-primas e também por um mercado consumidor. Sendo assim, a Inglaterra, França, Bélgica, Holanda, Itália, Alemanha, Portugal e Espanha procuraram estabelecer fronteiras por toda a vasta extensão do continente, para estabelecer novas colônias, visando a exploração de suas riquezas e a criação de mercados por esses novos países. Tal divisão foi organizada a partir da Conferência de Benin, em 1884, onde as fronteiras artificiais foram discutidas entre as nações europeias. Esse período, conhecido como neoimperialismo, e a partilha da África, como neocolonialismo, estenderam-se até o final da Segunda Guerra Mundial, onde as novas nações africanas foram, pouco a pouco, tornando-se independentes.

    Felipe Alvarenga

    Continue reading →
  • A representação do espaço produzido 21/07/2016

    Slide1

    A Geografia procura compreender as formas de interação espacial entre a sociedade e a natureza, na superfície terrestre.

    E essas configurações espaciais são representadas através da cartografia, que registra, organiza e descreve os fenômenos sociais e naturais presentes em um determinado espaço, através de análises empíricas ou por meio de tecnologias.

    O período das Grandes Navegações foi responsável por ampliar o conhecimento cartográfico, pois registravam muitas informações por meio de mapas.

    E como a terra se movimenta, assim como tudo o que existe nela, veremos agora seus dois movimentos fundamentais:

    • Rotação (dia e noite): movimento que a Terra realiza em torno de seu próprio eixo – imaginário e inclinado em 23°27’- e esse movimento gera os dias e as noites.
    • Translação (estações do ano): movimento que a terra executa ao redor do sol (inclinação + translação = estações do ano).

    Conforme o tempo de translação – um ano ou 365 dias e 6 horas – a incidência de luz solar sobre os hemisférios muda constantemente, assim as estações foram divididas em quatro de acordo com as datas de inclinação do eixo da Terra e sua posição próxima ao Sol. Essas datas correspondem aos solstícios e equinócios (marca o início das estações).

    • Solstícios (verão e inverno): incide perpendicularmente sobre os trópicos (câncer e capricórnio) e de acordo com a posição do sol, o dia será mais longo no verão e no inverno o dia será mais curto.
    • Equinócios (primavera e outono): a luz solar incide igualmente nos dois hemisférios, fazendo com que os dias tenham a mesma duração das noites.

    Se o eixo terrestre fosse vertical, não teríamos alterações no planeta e tudo seria igual o ano todo. O crescimento, o florescimento de todas as espécies, toda organização natural e biológica depende destas trocas de incidência solar. Logo, todos esses movimentos foram e são imprescindíveis para a nossa evolução.

    Nos próximos textos, continuaremos a falar sobre orientação e localização geográfica, até lá!

    Gabriela Magalhães.

    Continue reading →
  • Adjunto adnominal X Aposto 21/07/2016

    Slide1

    Em um texto recente sobre análise sintática, falei sobre a possibilidade de confundir a função de adjunto adnominal com a função de predicativo. Neste texto, será abordada a possível confusão da função de adjunto adnominal com a função de aposto especificativo.

    Primeiramente, o que é um aposto?

    O aposto é um termo que explica ou especifica outro termo de valor substantivo ou pronominal. Frequentemente, vem separado dos outros termos da oração através de dois-pontos, vírgula ou travessão. Veja no exemplo abaixo:

    Segunda-feira, o pior dia da semana, está prestes a começar.

    Nesta oração, o pior dia da semana é aposto do sujeito da oração segunda-feira. Por ser capaz de substituir o termo segunda-feira, diz-se que o aposto é sintaticamente equivalente ao termo ao qual se relaciona como se pode ver no exemplo abaixo:

    O pior dia da semana está prestes a começar.

    Há sete tipos de aposto, mas o aposto especificativo é aquele com o qual se pode confundir com o adjunto adnominal. (E o que seria adjunto adnominal? Clicando neste link você saberá!). O aposto especificativo é aquele que tornará único um substantivo do sentido genérico, prendendo-se a ele direta ou indiretamente – ou seja,  através de uma preposição.

    O poeta William Shakespeare é um dos mais importantes nomes da literatura inglesa. (Você sabe quem é ele? Se não souber, clique neste link para saber um pouco sobre).

    A rua José Higino está longe do rio Paraná.

    Para diferenciá-lo do adjunto adnominal, tente substituir o núcleo do sujeito pelo aposto. Se a oração mantiver coerência, será aposto.

    O poeta é um dos mais importantes nomes da literatura inglesa.

    A rua está longe do rio.

    Espero que com essa dica seus estudos de análise sintática fiquem mais fáceis!

    Victoria Barros

    Continue reading →
  • Lutero e as Reformas Religiosas 21/07/2016
    Slide1
    Ao longo da Idade Média, a Igreja Católica se afirmou como uma detentora de poder na Europa. Para além do domínio religioso e/ou espiritual sobre os povos, a instituição também possuia poderes políticos, econômicos e administrativos sobre os reinos europeus e, por isso, passou a sofrer críticas e questionamentos por parte dos monarcas em decorrência da necessidade de pagar constantes tributos para a instituição.
    Além dos monarcas, os membros da nascente burguesia europeia se incomodavam com o fato da Igreja considerar pecado e, portanto, condenar a prática da usura. A usura era a cobrança de juros sobre empréstimos feitos ou a comercialização de produtos sem direito a lucro.
    A Igreja também passava por um momento em que seu clero se encontrava totalmente desmoralizado por causa de escandalos sexuais e o ganho financeiro desmedido através da venda de indulgências (pagamentos realizados pelos fiés em prol da garantia da salvação de seus pecados).
    É neste contexto de tantas críticas que surge a ruptura definitiva dentro da cristandade européia: as teses de Martinho de Lutero.
    Lutero era um membro do clero católico na região, atual, da Alemanha. Profundo estudioso da Bíblia, passou a negar determinadas práticas católicas. Até que em 1517, o clérigo divulgou suas 95 teses em que fazia duras críticas a Igreja e ao próprio Papa.
    Suas teses tiveram uma repercussão negativa dentro da Igreja Católica e Lutero foi considerado um herege. Porém, continuou seu trabalho e fundou uma nova Igreja: a Igreja luterana. Entre os principios da nova Igreja estavam: tradução da Bíblia do latim para o alemão, cultos realizados na língua alemã, manutenção do batismo e eucarista como sacramentos, suspensão do celibato clerical e das imagens religiosas e o princípio da salvação pela fé.
    A reforma de Lutero gerou o surgimento de outros movimentos de críticas a Igreja como os anabatistas e o calvinismo. Estes movimentos geraram uma reação católica conhecida como: a contrarreforma ou a reforma católica.
    Luiza Sarraff

     

    Continue reading →
  • Polímeros 13/07/2016

    Slide1

    Os polímeros são macromoléculas (moléculas muito grandes) formadas pela união de várias moléculas pequenas, chamadas de monômeros, e o processo pelo qual isso é feito é denominado polimerização. Tanto que o próprio nome “polímeros” significa “muitas partes” (do grego poli, “muitas”; meros, “partes”).

    Ao longo do tempo os cientistas começaram a desenvolver polímeros sintéticos, sendo que o primeiro com aplicações práticas data do século XVII. Hoje, os polímeros estão tão difundidos, possuindo uma ampla diversidade de propriedades e aplicações, que é praticamente impossível passar um dia sequer sem entrar em contato com algum deles. Para se ter uma ideia, veja alguns exemplos de polímeros sintéticos que usamos no cotidiano:

    * Garrafas de refrigerante e água: PET (polietilenotereftalato);

    * Borracha de pneus de automóveis: neopreno;

    * Panelas antiaderentes: teflon (politetrafluoretileno – PTFE);

    * Canos de esgoto e água: PVC (policloreto de vinila);

    * Colete à prova de balas: Kevlar;

    * Embalagens de isopor: PS (poliestireno);

    * Cabos de panela, bolas de bilhar e telefones: Baquelite.

    Esses são apenas alguns exemplos de como realmente podemos dizer que vivemos na “Era dos plásticos”. É necessário diferenciar os polímeros que são reprocessáveis, ou seja, que podem sofrer transformações por serem fundíveis, daqueles cujo o reprocessamento é mais difícil por não serem facilmente fundíveis. Os primeiros são chamado de termoplásticos como a garrafa PET o segundo são os Termorígidos como  o Kevlar e o PVC.  Mais informações sobre os polímeros, procure a divisão de Engenharia do Solução Aulas .

    André Rodrigues

     

    Continue reading →
  • As 13 Colônias 13/07/2016

    Slide1

    Assim como o Brasil, os Estados Unidos também já foram uma colônia europeia. Contudo, existem características muito diferentes entre as duas colônias. Alguns desses elementos foram determinantes pras diferenças políticas e econômicas entre os países.

    A principal característica de destaque da colonização estadunidense é a divisão do território colonial em treze colônias. Diferente do vasto território colonial brasileiro, a colonização britânica na América do norte se dividiu em pequenas partes, com certo nível de autonomia entre si, e até mesmo da metrópole. Contudo, essas colônias podiam ser divididas em três grupos: colônias do Norte (ou Nova Inglaterra), Centro, e do Sul.

    A Nova Inglaterra foi marcada por uma colonização de povoamento organizada fundamentalmente por grupos religiosos protestantes, que procuravam estabelecer uma sociedade politicamente e religiosamente reformada em comparação à metrópole. Fugitivos das perseguições religiosas na Inglaterra, os colonos desenvolveram uma sociedade assalariada e manufatureira. As colônias do Sul eram marcadas por elementos distintos. Era ocupada por fazendeiros monocultores que, diferente das colônias do Norte, utilizavam-se de trabalho escravo. Por conta do uso intensivo da escravidão, a população negra era grande maioria em alguns dos Estados sulistas. São geralmente descritas como “colônias de exploração”, devido à prática agricultora direcionada ao mercado externo, do uso de mão-de-obra escrava, e da relação comercial mais estreita com a Inglaterra. Entretanto, não havia, como na América portuguesa, uma espécie de “Pacto Colonial” tão rígido. Por último, as colônias Centrais, pouco mencionadas, eram marcadas por características tanto das colônias do Norte quanto do Sul. Foram fundamentalmente habitadas por imigrantes holandeses e irlandeses. Além disso, havia bastante variedade religiosa, diferente da Nova Inglaterra, dominada por Puritanos e Peregrinos.

    Diferente do Brasil, que seguiu um modelo de colonização de exploração mais rígido, os Estados Unidos tiveram uma colonização mais dinâmica e independente, pelo menos até as últimas décadas antes de sua independência.

    Continue reading →
  • Nanotecnologia e saúde do trabalhador: uma relação potencialmente perigosa 13/07/2016

    Slide1

    Nanotecnologia é a manipulação da matéria em escala atômica com finalidade de se produzir novas estruturas, materiais e dispositivos. Nanomateriais são definidos como materiais que tem escala de comprimento variando entre 1 e 100 nanômetros. Neste tamanho, os materiais começam a exibir propriedades únicas que influenciam o comportamento químico, físico e biológico.

    Trabalhadores de indústrias que atuam com nanotecnologia tem grande potencial para serem expostos a materiais com novos tamanhos, formas e propriedades físicas e químicas. O risco ocupacional associado à produção e utilização de nanomateriais ainda não é totalmente compreendido. Estudos experimentais em animais utilizando nanomateriais artificiais, forneceram evidências de que algumas exposições a nanopartículas podem resultar em efeitos graves a saúde envolvendo sistemas pulmonares e cardiovasculares e possivelmente outros sistemas.

    Estima-se que atualmente existam 400 mil profissionais em todo o mundo trabalhando com nanotecnologia. A National Science Foundation prevê que até 2020, seis milhões de trabalhadores estarão empregados nas indústrias de nanotecnologia.

    Para evitar que tantos trabalhadores sejam expostos a potenciais riscos, se faz necessário criar métodos de controle adequados que permitam identificar as características do nanomaterial, o tipo de exposição no local de trabalho, efeitos dessa exposição a determinado material e como medir com precisão e confiabilidade o nível de exposição.

     

    Irapoan Bertholdo

     

    Continue reading →
  • Arranjo e Geometria molecular 11/07/2016

    Slide1

    Arranjo e Geometria molecular

     

    Geometria molecular é um conceito que estuda o comportamento das ligações químicas no espaço, permitindo-nos entender melhor sobre as ligações químicas e possível união entre os elementos.

    Arranjo:

    Tetraédrico: (ligações sigma + pares de elétrons livres) = 4

    Trigonal Plano: (ligações sigma + pares de elétrons livres) = 3

    Linear: (ligações sigma + pares de elétrons livres) = 2

     

    Arranjo de uma molécula não diferencia ligação química de par de elétrons livres

     

    Isso significa que uma molécula que faz quatro ligações químicas possui o mesmo arranjo de uma molécula que faz duas ligações químicas .

     

    Exemplo: água (H2O)

     

    O oxigênio possui 6 elétrons na camada de valência, e dois fazem ligação sigma com o hidrogênio, logo:

    6 elétrons – 2 ligações sigma = 4 elétrons = 2 pares de elétrons

    Logo o arranjo da molécula será: 2 pares + 2 ligações químicas = tetraédrico

     

     

    Metano (CH4)

     

    O carbono possui 4 elétrons na camada de valência, e os quatro fazem ligações químicas com hidrogênios, logo:

    4 elétrons – 4 ligações sigma = 0 elétrons = 0 pares de elétrons

    Logo o arranjo da molécula será: 0 pares + 4 ligações químicas = tetraédrico

    **Então como diferenciar a estrutura das duas moléculas?

     

    Pela Geometria!!!

     

    Geometria de uma molécula: diferencia ligação química de par de elétrons livres

    Tipos de geometria:

     

    – Linear

     

    – Angular

     

    – Trigonal Plano

     

    – Tetraédrico

     

    – Piramidal (ou pirâmide de base trigonal)

    Quando a molécula não possui par de elétrons livres: arranjo = geometria

    No caso do metano (CH4), não há elétrons livres, logo, podemos dizer que o carbono tem arranjo tetraédrico e geometria tetraédrico.

    Já no caso da água, dizemos que, como o oxigênio possui 2 pares de elétrons e 2 ligações sigma, dizemos que o arranjo é tetraétrico e a geometria angular.

     

    Para o arranjo Tetraédrico:

     

    – 0 par de elétrons: geometria tetraédrica

    – 1 par de elétrons: geometria pirâmide de base trigonal

    – 2 pares de elétrons: geometria angular

     

    Para o arranjo Trigonal plano:

     

    – 0 par de elétrons: geometria trigonal plano

    – 1 par de elétrons: geometria piramidal

     

    Para o arranjo Linear:

     

    – 0 par de elétrons: geometria linear

     

     

     

    Henrique Puga de Abreu Leandro

    Continue reading →
  • Desastre natural e desigualdade social. 04/07/2016

    Slide1

    Nenhum lugar no mundo está a salvo de um desastre natural e devido as mudanças climáticas no planeta, essas situações podem piorar. Quando ocorre um evento natural de grandes proporções como: enchentes, tsunamis, terremotos, avalanches e etc., independentemente de classe social, etnia ou idade, todos sofrem com a força da natureza. Porém o impacto causado nos mais pobres e velhos é maior e frequentemente são os últimos a serem atendidos. Mas por que?

    O impacto causado não é igual para toda população atingida e isso está diretamente ligado à renda que a mesma possui. Pois os locais que possuem mais infraestrutura, são locais habitados por pessoas com melhores condições de vida. Já os mais pobres, se aglomeram em locais que oferecem mais riscos quando ocorre uma catástrofe e geralmente sofrem mais discriminação racial ou outro tipo de preconceito.

    Geralmente os mais vulneráveis vivem em áreas mais fragilizadas, de risco, devido a sua condição financeira. Logo, quando ocorre um desastre, eles são os primeiros a sentirem os piores transtornos e os últimos a terem recursos para se reerguerem. Os governos por sua vez, demoram para aplicar as verbas e ações destinadas para casos de tragédias, e dependendo da região, os casos de corrupção agravam os problemas e atrasam mais ainda os reparos.

    Políticas para salvar vidas poderiam ser criadas e aplicadas, como o Código Florestal Nacional por exemplo, que diz que: Áreas com declives acima de 45 graus não podem ter construções e áreas entorno de rios e cursos d’água também não. Ações como estas poderiam salvar muitas vidas.

    Assim como realocar e conscientizar as pessoas através da educação, com programas governamentais de prevenção e ação, diminuiriam muito os impactos causados pelos eventos naturais.

    Basicamente os governos deveriam fazer o oposto, que é justamente dar prioridade aos cidadãos mais vulneráveis em casos de catástrofes. Todos precisam de apoio em um momento assim, porém os mais velhos e pobres precisam de mais urgência e atenção e não ficarem entregues à própria sorte.

     

    Gabriela Magalhães.

    Continue reading →
  • A União Ibérica (1580-1640) 04/07/2016
    Slide1
    O monarca português D. Sebastião desde o inicio de seu reinado possuía um projeto que visava expandir a monarquia portuguesa, focando no norte da África, além de empreender movimentos contra os mouros em prol da fé da católica. Foi neste intuito que o rei comandou expedições nesta área, tendo seus projetos levados ao fracasso na famosa batalha de Alcacer-Quibir em que os portugueses foram esmagados pelo exército do sultão que dominava aquela região. O corpo de D. Sebastião nunca foi encontrado, gerando diversas especulações sobre sua morte.
    Porém, o que nos importa aqui, é o fato de que D. Sebastião morreu aos 24 anos e não deixou nenhum herdeiro direto para o trono. Felipe II, na época rei de Espanha, e parente mais próximo do falecido rei reivindicou o trono e, assim, o assumiu em 1580 dando inicio a união das coroas portuguesas e hispânicas.
    Durante sessenta anos, Portugal e todos os seus domínios ultramarinos estiveram sob controle espanhol. Portugal só reassumiu o controle de sua coroa durante o conhecido processo de restauração em que D. João IV, o duque de Bragança, foi aclamado rei com o apoio da Corte portuguesa e da Coroa britânica.
    Luiza Sarraff

     

    Continue reading →
  • Adjunto adnominal e predicativo: como diferenciar? 04/07/2016

    Slide1

    Adjunto adnominal e predicativo: como diferenciar?

    Quando analisamos sintaticamente uma oração, podemos nos deparar com dúvidas quanto à classificação de certos termos. Dentre tais dúvidas, uma das mais corriqueiras é saber diferenciar o adjunto adnominal do predicativo por serem relacionados morfossintaticamente. Em outras palavras, um mesmo termo em sua classificação morfológica – como substantivo, artigo e, neste caso, adjetivo – exerce mais de uma função quando analisado pela sintaxe, ou seja, a análise sintática. Então, como podemos diferenciar um do outro?

    O adjetivo quando exerce a função de predicativo indicará uma atividade ou qualidade do sujeito ou do objeto. Será, também, um termo essencial à oração, em outras palavras, sem ele, o discurso ficará vazio, sem sentido. Observemos no exemplo abaixo:

    Joana partiu sorridente.

    Enquanto o adjetivo exercendo a função de adjunto adnominal dará uma informação a mais sobre o substantivo, mas será dispensável. Será um termo acessório à oração. Observemos o exemplo abaixo:

    O poeta sorridente publicou um livro de poesias.

    Na primeira oração, caso eliminássemos o termo sorridente haveria uma perda de sentido na oração, por isso sua classificação seria de predicativo. Já na segunda oração, poderíamos eliminar o mesmo termo (sorridente) sem que prejudicasse o sentido da oração, por isso sua classificação seria de adjunto adnominal.

     

    Victoria Barros

    Continue reading →
  • Termodinâmica x Cinética química 29/06/2016

    Slide1

    É comum, durante o estudo da química, nos depararmos com situações que muitas vezes temos que “aceitar” o que nos é ensinado, pois é difícil compreendermos completamente toda a conjuntura de um determinado campo de estudo e, por causa disso, permanecemos com uma dúvida que fingimos não existir.

    Uma dessas grandes dúvidas é durante o estudo da termodinâmica e cinética, onde sempre confundimos espontaneidade de um sistema e velocidade de reação. Nos dizem que uma reação pode ser extremamente espontânea, porém lenta e vice-versa, causando-nos um certo estranhamento pois a diferença entre as duas não está bem estabelecida.

    Vamos tentar então compreender porque as duas são tão diferentes. Imagine uma lagarta extremamente faminta que encontra uma linda e saborosa maçã, é fácil imaginar o que certamente a nossa lagarta vai fazer, não é verdade? Ela certamente comerá a maçã, uma ação extremamente espontânea por parte da lagarta. Contudo, lagartas são seres pequenos e certamente não devoram uma maçã tão rápido, isso demanda certo tempo.

    Mas o que a famigerada lagarta tem em relação ao assunto que estamos abordando? Assim como a lagarta, as moléculas no meio reacional podem possuir altíssima constante de equilíbrio, porém devido à concentração de reagente, temperatura de trabalho e interações com solventes, a probabilidade das moléculas colidirem torna-se menor, diminuindo sua velocidade de reação.

    Reações endotérmicas, por exemplo, necessitam de calor para acontecer, de forma que o aumento de temperatura torna-as mais espontâneas, já que a capacidade de consumir mais calor pelos reagentes aumenta. Enquanto isso, uma maior temperatura aumenta a agitação molecular, e moléculas mais agitadas têm probabilidade maior de colidirem, gerando uma velocidade de reação maior.

    Já as reações exotérmicas, ou seja, reações que liberam calor, tornam-se menos espontâneas em temperaturas maiores, visto que a própria reação libera calor para o sistema, sendo favorecida, portanto, em ambientes mais frios. Apesar de a espontaneidade diminuir, o aumento de temperatura sempre aumenta a agitação molecular e, utilizando o mesmo raciocínio para reações exotérmicas, maior agitação garante maior velocidade.

    O estudo da cinética química e da termodinâmica, portanto, deve ser realizado tendo-se plena consciência e capacidade de discernir onde a termodinâmica termina e a cinética se inicia. Lembrando, porém, que ambas são de extrema importância para um aprendizado completo das reações químicas.

     

    Henrique Puga de Abreu Leandro

    Continue reading →
  • O Super Poder da Mitocôndria 29/06/2016


    Slide1

     

    O texto de hoje foi elaborado para ajudar a responder a questão abaixo, que fez parte do 1º exame de qualificação da UERJ/2017.

    1. As células musculares presentes nas asas das aves migratórias possuem maior concentração de determinada organela, se comparadas às células musculares do restante do corpo. Esse fato favorece a utilização intensa de tais membros por esses animais.

    Essa organela é denominada:

    (A) núcleo

    (B) centríolo

    (C) lisossoma

    (D) mitocôndria

    No interior das células, existem diferentes estruturas que funcionam de forma integrada para garantir a vida celular. Entre elas, se destaca a organela citoplasmática chamada mitocôndria.

    Nas células eucarióticas, ocupam um volume considerável do citoplasma e é uma das poucas organelas que possuem seu próprio DNA. Sua principal função é a produção de energia para as células por meio da respiração celular, funcionando como uma “usina” de energia. O produto dessa produção é uma molécula chamada ATP (Adenosina Trifosfato) que é altamente energética.

    As mitocôndrias são encontradas em maiores quantidades nas células que necessitam de grande quantidade de energia, como por exemplo, células dos músculos, coração e sistema nervoso.

    Irapoan Bertholdo

    Continue reading →
  • O movimento Iluminista 27/06/2016

    Slide1

    O movimento iluminista, também conhecido como “o século das luzes”, foi um movimento cultural e intelectual, de dimensão política, econômica e social, que foi fundamental para uma revolução no pensamento europeu ao longo do século XVIII. Seu principal objetivo foi utilizar-se do poder da razão para reformar uma sociedade ainda marcada por características medievais.

    Os três pilares da sociedade medieval que ainda estavam presentes na idade moderna eram o Absolutismo, a Sociedade de Ordens e a Igreja Católica enquanto motriz do pensamento e da intelectualidade. Tais elementos eram vistos, nesse novo momento, como freios para a inovação e progresso. Para entender essa afirmativa, basta pensar no movimento do Século XVII conhecido como a “Revolução Intelectual”, onde diversos pensadores (a exemplo de Galileu Galilei) foram perseguidos pela Igreja. Tais perseguições eram justificadas pelo fato de que as conclusões desses intelectuais iam contra a doutrina católica. Além da busca por liberdade de pensamento, o movimento iluminista também propôs superar outras barreiras conservadoras. Influenciados pelos eventos políticos conhecidos como “Revoluções Inglesas”, onde, ainda no século XVII, o absolutismo foi derrubado na Inglaterra, diversos pensadores procuraram repensar o cenário político monárquico. John Locke, por exemplo, desenvolveu o conceito de “direitos naturais”, onde todo homem possuía liberdade e direito de propriedade, podendo rebelar-se contra o governo caso tais direitos fossem infligidos. Montesquieu, procurando medidas para a descentralização do poder, propôs a “tripartição de poderes” em executivo, legislativo e judiciário. Rousseau, outro filósofo do movimento, também pensou no direito natural de igualdade, onde todo homem nasceria igual, o que iria contra a “Sociedade de Ordens”, pois não haveria mais justificativa para o clero e a nobreza serem privilegiados enquanto isentos de impostos.

    É importante entender que o Iluminismo foi fundamental para a difusão de novos ideais que atingiam o âmbito político, social e também econômico. Essas novas ideias, juntas do Liberalismo, foram fundamentais para as drásticas mudanças que ocorreram ao longo dos séculos XVIII e XIX, como a Revolução Francesa, Industrial,  algumas insurreições e processos de independência nas colônias americanas.

    Felipe Alvarenga

    Continue reading →
  • Materiais com Memória de Forma 27/06/2016

    Slide1

    Existem materiais que possuem uma característica única que é capacidade de se deformarem plasticamente e retornarem ao estado pré – deformação sem necessidade de uma nova fabricação. Tais materiais são chamados de ligas com memória de forma, também conhecidas como SMA (Shape Memory Alloys). Os efeitos de memória de forma ocorrem devido a mudanças na estrutura cristalina do material. Tal material,  em temperatura ambiente na sua fase martensitica, sofre  carregamento até ser deformado plasticamente, depois de um processo térmico ele é aquecido até  atingir a fase austenítica e o material volta a dimensões similares a original dentro de um intervalo de tolerância. Quando o material é resfriado e volta à temperatura ambiente ele volta a fase martensitica mantendo ainda as dimensões pré – carregamento. Um exemplo deste tipo de liga é o Nitinol, formado basicamente de Níquel e Titânio, que possui uma grande  quantidade de aplicações; entre elas na aeronáutica, na bioengenharia e na odontologia.

    André Rodrigues

    Continue reading →
  • O que foi o Plano de Metas de Juscelino Kubitschek? 22/06/2016
    Slide1
    Após o suicídio de Getúlio Vargas no dia 08 de agosto de 1954, só viemos a ter eleições para presidente no ano seguinte(1955). No ano de 1954, uma coligação de partidos lançou a candidatura de Juscelino Kubitschek que vinha com um programa eleitoral voltado para o desenvolvimento brasileiro. O slogan de campanha“50 anos em 5” que prometia “cinquenta anos de progresso em cinco anos de governo” despontou como um marco deste programa.
    Juscelino foi eleito e, apesar das tentativas da oposição de impedirem sua posse, chegou a presidência em janeiro de 1956. Seu governo é lembrado pela grande estabilidade e desenvolvimento.
    Seu slogan de campanha foi colocado em prática através do Plano de Metas que apresentava 31 grandes metas que visavam o desenvolvimento de cinco grandes grupos: energia, transportes, alimentação, educação e indústrias de base. Como síntese de todo progresso gerado pelas metas, o presidente apresentou o plano de construção de uma nova capital: Brasília.
    O governo de JK buscou apoio no capital privado nacional e estrangeiro para que tal projeto fosse posto em prática. De fato, houve um grande crescimento no país. Foram construídas hidrelétricas, rodovias e ferrovias. Além de empresas multinacionais terem se instalado no país, colaborando no desenvolvimento do parque industrial e a produção/consumo de bens de consumo duráveis, como automóveis.
    Apesar disso, o plano de metas gerou um grande desequilíbrio na economia do país, pois para estar em vigor este custou muito mais do que o país podia, gerando uma inflação enorme e endividamento externo. Em decorrência disso, o Fundo Monetário Internacional (FMI) sugeriu que JK empreendesse um plano para conter a crise econômica, porém o presidente preferiu romper com o FMI e empurrar este problema para o próximo presidente.
    Luiza Sarraff

     

    Continue reading →
  • Administração Científica 22/06/2016

    Slide1

    No final do século XIX e início do século XX, diversas indústrias já estavam espalhadas pelos Estados Unidos e Europa. A maioria ligada a siderurgia e têxtil. A forma como o trabalho era executada, todavia, ainda necessitava de aprimoramento. Não existiam padrões ou melhores práticas para que pudessem ser utilizadas como parâmetros. Na maior parte dos casos, artesãos treinados por outros artesões mais experientes, eram responsáveis por desempenhar diversas tarefas dentro da produção. Apesar de ser uma indústria, esses “artesões” detinham o conhecimento de todos os processos de produção e eram capazes de desempenhar qualquer função dentro da indústria. Por esse motivo, junto à falta de padrões, o trabalho na indústria enfrentava diversos desafios. Neste cenário, surge um jovem engenheiro chamado Frederick W. Taylor, que veio propor a aplicação de métodos científicos para a administração da produção, surgindo assim o movimento chamado Administração Científica.

    Taylor observou nos seus anos trabalhando na indústria siderúrgica, que os empregados não aplicavam seu potencial total nas tarefas a serem realizadas. Alguns fatores contribuíam para este comportamento:

    • A crença de que se produzissem mais, menos trabalhadores seriam necessários na indústria e empregos seriam cortados;
    • Falta de incentivo financeiro, que basicamente significava que produzindo muito ou pouco o salário do trabalhador seria o mesmo. Isso fazia com que produzissem pouco com medo de que uma maior produtividade se tornasse o novo padrão e seus salários continuassem os mesmos;
    • Trabalhadores dispendendo muito de seu tempo no uso de subjetividade na execução de uma tarefa, sem ferramentas apropriadas ou padrões de atividades;

    A partir de suas observações comportamentais dos trabalhadores e da produtividade da indústria, Taylor iniciou o estudo dos tempos e movimentos. Ele buscava determinar os tempos mínimos necessários para a execução de uma etapa do processo produtivo e a determinação passos para a execução desta etapa para que o trabalhador pudesse seguir um padrão, e não perder tempo julgando qual seria o próximo passo que deveria tomar. Ele literalmente utilizou um cronômetro para medir os tempos de cada passo das atividades.

    A Organização Racional do Trabalho foi um desenvolvimento do estudo dos tempos e movimentos. Nesta organização, Taylor buscava a eliminação de passos desnecessários à execução de uma atividade com o objetivo de otimizá-la. Assim a produtividade aumentaria com a redução do tempo total de produção. Com essa racionalização, o trabalhador passou a executar uma tarefa específica e se torna o especialista nesta execução. Não seriam mais necessários trabalhadores altamente treinados que pudessem executar qualquer função na fábrica, bastaria um trabalhador com um treinamento mínimo, mas especializado, para que a atividade fosse executada de forma correta e satisfatória.

    Diante de anos de estudos, finalmente em 1911, Taylor publica o livro “Principles of Scientific Management”, os Princípios da Administração Científica. São eles:

    1. Princípio do Planejamento: Substituição de métodos empíricos por métodos científicos no estudo das atividades;
    2. Princípio do Preparo dos Trabalhadores: Selecionar, treinar e desenvolver cada trabalhador, ao invés de deixar que eles mesmos se treinem;
    3. Princípio do Controle: Cooperar com os trabalhadores para garantir que os métodos desenvolvidos cientificamente estão sendo aplicados de forma correta;
    4. Princípio da Execução: Divisão do trabalho equitativamente entre gerentes e trabalhadores da produção, para que os gerentes possam se preocupar com a aplicação dos métodos científicos no planejamento, e para que os trabalhadores se preocupem com a correta execução das tarefas.

    A Administração Científica passou a ser aplicada em diversas indústrias, com destaque para a indústria automobilística de Henry Ford. O método de Taylor ainda apresentava oportunidade de melhorias, e foi isso que ocorreu com o passar dos anos e com o estudo aprofundado da administração. De qualquer forma, o chamado “Taylorismo” representou um grande avanço na forma de se administrar a produção. Este método lançou as bases da administração como disciplina e permitiu que outros enormes avanços fossem realizados no estudo da administração. Estes avanços não se limitam apenas ao estudo da produção, e hoje abrangem diversas áreas do conhecimento e da organização, indo desde estudos comportamentais, até desenvolvimento de softwares, entre outros.

    Andrei Marinho

    Continue reading →
  • Shakespeare e a imortalidade da palavra 22/06/2016

    Slide1

    William Shakespeare (1564 – 1616) nasceu em Strartford-upon-Avon em uma família abastada. Posteriormente, seu pai passaria por dificuldades financeiras fazendo com que o futuro poeta e dramaturgo não pudesse frequentar a universidade. Aos 25 anos, escreveu a primeira de 36 peças. Além dessas, escreveu também 154 sonetos e centenas de poemas. No entanto, a identidade do bardo – como ficaria conhecido – é motivo de grandes discussões na atualidade, pois se acredita que William Shakespeare seria apenas pseudônimo.

    Um dos candidatos a ocupar a real identidade do bardo é o 17º Barão de Oxford, Edward de Vere. A teoria até hoje repercute, tanto que em 2011 o filme Anônimo discute a possibilidade de Shakespeare ser ou não ser uma fraude. Independente da figura shakespeariana existir ou não como ficou popularmente conhecida, a imortalidade de suas obras é algo indiscutível.

    Discutir a razão de como as obras de Shakespeare refletem e traduzem toda e qualquer época na qual é lida parece impossível, porque não há apenas uma razão para tal. De acordo com o professor Jonathan Bate, especialista no escritor inglês, as obras de bardo dramatizam as demandas em relação à idade, ao gênero e ao próprio ser em relação à sociedade. Claramente, ele estava restrito aos costumes de sua época, notavelmente em relação à submissão feminina, mas, ao mesmo tempo, dava às suas personagens notável grau de liberdade e agilidade intelectual. Em tempos em que o papel da mulher na sociedade é discutido, é interessante observar a força de suas personagens e como elas, em muitos momentos, comandam a narrativa contada.

    No que concerne as nossas “terras tupiniquins” o autor é encontrado em sua influência em outros grandes autores, tal qual nosso escritor carioca Machado de Assis. Citações de peças teatrais – como a famosa “ser ou não ser” – estão presentes na obra machadiana, tal qual paródias, como a publicada em 3 de julho de 1894 em sua coluna no jornal Gazeta de Notícias, uma crônica com o título de “A cena do cemitério”.

    Outras comparações entre a obra de Machado e a de Shakespeare podem ser feitas – como a feita em relação ao narrador de Memórias Póstumas de Brás Cubas – mas o laço que os une, além da ironia, é o fato de tratarem de temas universais. Dom Casmurro não se trata da possibilidade de traição ou não (apesar de muitos leitores focarem somente nisso), mas sim dos ciúmes de um homem e como uma história tem mais de um lado. E o lado que lemos é apenas de Bentinho, assim como somente vemos o lado de Hamlet quando ele conta a sua história.

    Victoria Barros

    Continue reading →
  • Engrenagens 20/06/2016

    Slide1

    As engrenagens são elementos fundamentais na transmissão de potência mecânica de máquinas simples e complexas. Algumas das suas aplicações são em caixas de mudança de marcha, moto redutores, pontes rolantes e até na movimentação de trens em planos super inclinados. Esses elementos são projetados e construído com materiais metálicos, passam por tratamentos térmicos para adquirir  altíssimas durezas superficiais e grande tenacidade a fratura. Trabalham sempre aos pares, onde existe um eixo condutor com uma engrenagem condutora, que necessita conduzir uma engrenagem conduzida. Esta transmissão de movimento e realizada através do acoplamento dos dentes da engrenagem. A velocidade e o torque do  eixo conduzido dependem essencialmente da relação entre o numero de dentes do par de  engrenagens , da distancia entre os dentes e do diâmetro interno e externo da mesma. Uma das regras de ouro e que para obter relações que favoreçam o torque, a engrenagem condutora e maior que a conduzida e para favorecer a velocidade o oposto e verdadeiro. Os engenheiros levam em consideração diversos aspectos para seleção e projeto deste elemento de máquinas, entre eles as dimensões, o formato dos dentes e os materiais utilizados, sempre levando em consideração o custo final da peça. As engrenagens são fabricadas em geral pelo  processo de usinagem denominado fresagem, porém dependendo do tamanho da engrenagem e dos recursos é possível utilizar processos como forjamento e extrusão. As reduções conhecidas e utilizadas no mercado são muitas, indo desde 1:1 ate 1:30000 em casos especiais. Para saber mais informações de engrenagens e outros temas de Engenharia mecânica, procure o solução aulas .

    André Rodrigues

     

    Continue reading →
  • O Fordismo 13/06/2016

    Slide1

    O fordismo é um movimento iniciado na indústria automobilística no início do século XX pelo empresário Henry Ford, nas indústrias Ford. Esta inovação na forma de produção representou um grande avanço na indústria da época e ainda é presente nas indústrias atuais. Baseado nas ideias de Taylor e da administração científica, Ford iniciou uma nova forma de produção, a produção em massa. Ele implementou medidas que permitiram a redução de custos e padronização dos produtos, além de otimizar o tempo de produção.

    Ford iniciou seu trabalho rearranjando a linha de produção. Anteriormente cada funcionário deveria se movimentar dentro da planta industrial até o local onde deveria iniciar sua próxima atividade e não existia uma arrumação lógica para esses locais. Desta forma, muito tempo era perdido com deslocamento de funcionários e movimentação de materiais. Ford modificou essa forma de trabalho. Ele implementou o conceito de linha de produção onde os funcionários permanecem em suas estações de trabalho e os materiais são levados até eles por esteiras ou outros equipamentos de movimentação, obedecendo uma ordem lógica de fases de produção. Com essa iniciativa Ford também realizou a especialização dos funcionários. Um funcionário responsável pela instalação de um componente era especialista nessa atividade e somente realizava essa atividade.

    Para que o trabalho fosse especializado e os funcionários mais ágeis em suas atividades, e também para a garantia de um produto uniforme, foi iniciada a padronização de componentes e partes. Todos os carros que saíam da linha de produção eram virtualmente iguais. Uma peça utilizada para um carro poderia ser colocada no outro caso precisasse. Cada parte integrante do processo produtivo foi padronizada, assim como as ferramentas utilizadas, desde parafusos à tinta. Isso facilitou a especialização dos funcionários e o aumento da satisfação dos clientes que passaram a possuir automóveis confiáveis, padronizados e com facilidade de acesso a peças para manutenção.

    A linha de produção em massa levou à padronização, que consequentemente resultou na redução de custos com mão de obra, movimentação e materiais. Como os materiais são padronizados eles poderiam ser comprados ou produzidos em grandes quantidades para que suprir a linha de produção com o que fosse necessário. Apesar da redução de custos com compra de volumes elevados, existia o custo de armazenagem, mas que para época não era um agravante. Paralelamente, a produção em massa permitiu a redução do tempo de produção dos produtos vendidos. Na realidade, a Ford possuía apenas um modelo nesta época, o modelo T. Ford dizia “o minério sai da mina no sábado e é entregue na forma de um carro, ao consumidor, na terça-feira à tarde”.

    O impacto das inovações estabelecidas por Ford reverbera até os dias atuais. Ele facilitou o acesso do automóvel para o público que não podia pagar por carros mais caros que eram praticamente “artesanais”. A otimização do tempo de produção foi um avanço significativo e ainda hoje o formato de linha de produção é aplicado na indústria com esse objetivo. Não é à toa que Ford é considerado um dos gigantes da indústria americana e mundial. Outras nuances fazem parte da teoria do fordismo, mas a ideia básica é a padronização e otimização da produção. Uma famosa frase de Ford é que “o cliente pode ter o carro da cor que quiser, desde que seja preto”. Essa frase representa essas ideias básicas do fordismo que foram apresentadas neste texto.

    Andrei Marinho

    Continue reading →
  • Deriva Gênica 13/06/2016

    Slide1

    Deriva gênica são alterações das frequências alélicas e ocorrem ao acaso. É uma oscilação genética aleatória e ao longo do tempo, essa oscilação pode eliminar ou fixar alelos nas populações. Relembrando: alelos são segmentos homólogos de DNA, formas alternativas de um mesmo gene que afetam a mesma característica de modo diferente.

    Todas as populações sofrem deriva gênica. A taxa de ocorrência vai depender do tamanho da população e da frequência inicial dos alelos. Contudo, é importante frisar que quanto menor for a população, mais rápido e drástico será seu efeito. Imaginem espécies que se encontram em extinção. Elas possuem populações pequenas. A deriva gênica pode levar a uma perda considerável da diversidade genética, eliminando adaptações positivas dessas populações.

    No exame de qualificação da UERJ em 2015 esse tema foi abordado utilizando como exemplo, populações muito reduzidas de uma mesma espécie, que estariam isoladas umas das outras em fragmentos florestais separados. Levando em consideração o texto acima, fica claro que caso essas populações permaneçam isoladas, a perda de variedade genética (resultante do processo de deriva gênica) deixariam essas populações sujeitas ao processo de extinção.

    Continue reading →
  • Criticando padrões: a contracultura 13/06/2016
    Slide1Durante os anos 60, o mundo assistiu uma série de movimentos sociais emergirem. O movimento negro e o movimento feminista servem como bons exemplos de movimentos que surgiram nesta época e visam mudar determinados padrões sociais. É neste contexto que também temos o aparecimento do movimento de contracultura.
    A contracultura expressou a crítica dos jovens, especialmente aqueles de classe média, ao estilo de vida baseado exclusivamente no consumismo e no individualismo. Pode-se dizer que esses jovens se rebelaram contra os padrões sociais, políticos, econômicos e culturais vigentes naquele momento.
    A face mais expressiva da contracultura veio através do movimento hippie. Os hippies possuiam um estilo de vida diferenciado que prezava pelo culto da natureza, pela liberdade sexual, pelo uso de drogas e pela preservação da paz.
    Os hippies também se expressavam através da música. Janis Joplin e Jimmy Hendrix foram as grandes vozes dessa geração que se preocupava em espalhar a paz e o amor pelo mundo.
    Importante destacar que os hippies possuíram forte atuação política e social nos EUA na década de 60 e foram os grandes responsáveis por estimular as críticas e a rejeição a Guerra do Vietnã. Através da paz, do amor e da música, os hippies conquistaram seu espaço na sociedade e mudaram os rumos da História.
    Luiza Sarraff
    Área
    Continue reading →
  • A Geopolítica da fome 24/05/2016

    Slide1

    Suprir as necessidades alimentícias do ser humano é algo desafiador desde o princípio da humanidade. Porém, nos tempos atuais, a fome coexiste com tecnologia e a abundância de alimentos pelo mundo, o que torna a questão muito peculiar.

    Mas por que existe fome no mundo, se existem tecnologias e recursos o suficiente para sanar a questão e garantir a soberania alimentar? Por que não acaba?

    A fome é o motivo mais comum de mortes pelo mundo, causa doenças e problemas sanitários. Com estas constatações, já podemos colocar a questão da fome como um problema social e, sendo assim, abre possibilidades para combatê-la por meios políticos, mas a miséria promove o capitalismo e é o combustível para as grandes riquezas.

    A fome já motivou e motiva conflitos no mundo pelo domínio dos alimentos e de territórios.  Controles e embargos já foram utilizados por grandes nações como estratégias de guerra. A produção de alimentos serve para obter influência e poder sobre outros países. São reservas que garantem e refletem a potência de um governo.

     Logo, as lógicas de mercado que são de produzir lucro, e as estratégias de guerra dos países pelo interesse da soberania, sobrepõem às necessidades humanas e o acesso aos alimentos se torna algo muito irregular, seletivo, gerando fome em todo mundo.

    Sendo assim, o que resolveria a fome e a miséria no mundo seriam ações que visam meios sustentáveis de produção, diversos modos de cultivos adequados às culturas locais e com a consciência de que o problema está na acessibilidade dos alimentos e não na produção.

    A insegurança alimentar é uma violação aos direitos humanos. Falta ética e moral por parte dos governos, ela é originada pela má gestão, corrupção… Empregada como arma para garantir interesses políticos. Enquanto a fome não for resolvida, não haverá justiça, não haverá paz.

     

    Gabriela Magalhães.

    Continue reading →
  • Romantismo 24/05/2016

    Slide1

    O romantismo floresceu na Alemanha (Goethe e Schlegel), na França (Madame de Stäel e Chateaubriand) e na Inglaterra (Coleridge e Wordsworth), como resposta aos modelos pretendidos pelos Iluministas, que privilegiavam o racional e o objetivo, em detrimento do emocional e da subjetividade.

    Houve, no período, o desenvolvimento da chamada poesia ultra-romântica, dos romances (novels) e dosromances históricos (romances). Tanto a prosa quanto a poesia foram amplamente difundidos no período. Porém, com a ascenção da imprensa e da burguesia comercial, os romances e os periódicos foram ganhando cada vez mais espaço e se popularizaram a ponto de atingir um novo público leitor que até então não tinha acesso à literatura.

    Há uma diferença significativa com relação aos padrões poéticos vistos até então no Arcadismo, que se assemelhavam à estrutura camoniana e eram inspirados nas obras greco-romanas. O verso clássico deu espaço ao verso livre, aquele sem métrica e sem entonação, e ao verso branco, sem rima, que possibilitou uma maior liberdade de criação do poeta romântico, agora livre para expressar sua individualidade.

    Paulo Leal.

    Continue reading →
  • Tabela Periódica 24/05/2016

    Slide1

    A tabela periódica é muito conhecida por qualquer pessoa que lide com química no dia-a-dia. Contudo, é importante para todos que possuem contato com esta ciência entender melhor como e o porquê dos elementos químicos serem dispostos dessa forma, observando o motivo de cada elemento estar em seu devido lugar.

    Podemos observar na figura abaixo que a tabela periódica possui divisões verticais e horizontais, esta chamada de período e aquela de grupo.

    tabela

    Olhando com atenção, vemos que os grupos estão identificados com um número seguido de uma letra (1A, 2A, 3B…, …8A), enquanto os períodos estão marcados com números (1,2,3…, …7). Os grupos servem para reunir elementos com características semelhantes, por exemplo, o grupo 2A reúne os metais alcalino-terrosos, o que significa que todos os elementos daquela coluna possui características determinadas experimentalmente para alcalino-terrosos.

    Outra coisa interessante a ser observada é que a tabela periódica organiza os elementos em ordem crescente de número atômico (número de prótons no núcleo) da esquerda para a direita e, consequentemente, os elementos de mesmo período possuem o mesmo número de camadas eletrônicas, que é a característica comum entre eles.

    É importante ressaltar também que a denominação de semimetais descrita na tabela não é mais válida e que foi feita uma divisão entre esses elementos em que alguns foram denominados metais e outros ametais, de acordo com suas propriedades químicas. Dessa forma, quando o entendimento sobre a química muda, ocorrem mudanças na tabela periódica que temos que estar sempre a par.

     

    Henrique Puga de Abreu Leandro

     

    Continue reading →
  • A Experiência chilena e os aprendizados históricos 23/05/2016
    Slide1
    O país parecia descontrolado e Salvador Allende anunciou um plebiscito para que o povo decidisse se devia continuar a governar ou se se demitia para convocar novas eleições; a data proposta foi 11 de Setembro. (…)Estava tão entusiasmado(referindo-se ao sogro) com a possibilidade de se
    derrocar o socialismo de uma vez por todas, que ele própria batia nas panelas no quintal para apoiar as vizinhas que protestavam na rua. Pensava que os militares, legalistas como a maioria dos chilenos, tirariam Allende da cadeira presidencial, reporiam a ordem naquele descalabro,limpariam o país de esquerdistas e revoltosos, depois convocariam novas eleições e então, se
    tudo corresse bem, o pêndulo oscilaria em sentido inverso e teríamos de novo um presidente conservador.
    (…)
    Na madrugada de 11 de Setembro de 1973 sublevou-se a Marinha e quase de seguida o Exército, a Aviação e por fim o Corpo de Carabineiros, a polícia chilena. Salvador Allende foi imediatamente avisado, vestiu-se à pressa, despediu-se da mulher e partiu para o seu gabinete disposto a cumprir o que sempre afirmara: de La Moneda não me tiram vivo.”
    O trecho acima foi retirado do livro “Paula” da escritora chilena Isabel Allende. Nos trechos destacados, a autora, sobrinha do ex presidente chileno, destaca suas memórias acerca dos momentos que antecederam o golpe militar chileno.
    Em 1970, Salvador Allende foi eleito presidente do Chile e sua vitória representou o ápice de um longo período de lutas populares e de grupos de esquerda. Suas propostas visavam adotar a “via chilena para o socialismo” um conjunto de reformas sociais, políticas e econômicas que visavam a implantação de um regime socialista no país. Suas ideias claramente não agradaram as elites econômicas do país e, em contexto de Guerra Fria, também não foram vista com bons olhos pelos os EUA. Allende enfrentou duras oposições e pressões até o momento de sua deposição/morte que instaurou um regime militar sob o comando de Augusto Pinochet.
    Mas devemos nos perguntar: é possível que experiência chilena nos traga algum aprendizado? Claro! E este qual seria? A importância de compreendermos que numa democracia a soberania é do povo e que nada de bom pode vir de governos e classes sociais e econômicas que apoiam a retirada de governantes do poder em prol de seus interesses. Que a experiência chilena nos mostre que a História continua sendo mestra da vida…
    Luiza Sarraff

     

    Continue reading →
  • O Ar Condicionado 18/05/2016

    Slide1

    Os ar condicionados são aparelhos criados pela humanidade para manter uma condição de conforto térmico dada as diversas situações climáticas que as várias regiões do mundo enfrentam. O princípio de funcionamento é similar ao de uma geladeira, sendo composto de motocompressor , serpentinas e válvula. Dentro das serpentinas é instalado um gás refrigerante que possui um gás que evapora com temperaturas de cerca de 7º C; esses líquidos refrigerantes são compostos de Cloro, Fluor e Carbono e em geral são chamados de freon. O processo de refrigeração inicia-se com a substância refrigerante sendo comprimida pelo moto compressor até atingir uma fase onde ele vira líquido saturado de alta pressão, ele circula em seguida nas serpentinas da unidade condensadora, durante esta etapa , o ventilador do condensador  insufla ar externo mais quente que o líquido sob estas serpentinas (condensador) e promove uma troca de energia por convecção. Esta etapa  promove o resfriamento de 1º estágio do freon que  condensa ( o famoso pinga a pinga ), fazendo com que ele atinja a fase líquida. Em seguida, o fluído passa por uma válvula de expansão, um orifício pequeno, dimensionado para que o líquido perca pressão na passagem, esta etapa reduz a pressão sobre o líquido fazendo com que ele atinja a fase de vapor saturado. Sua temperatura atinge valores baixíssimos como 1ºC. O fluído escoa através de uma serpentina na chamada unidade evaporadora, um ventilador se encarrega de promover a troca de energia com o ambiente interno , que deseja-se refrigerar ou climatizar. Como o líquido está mais frio que o ambiente, ele promove o resfriamento do ambiente retirando calor do mesmo; aumentando sua temperatura e atingindo uma fase que se chama vapor superaquecido; novamente ele é comprimido no compressor para se tornar líquido saturado; reiniciando o seu ciclo de condensação e evaporação.  Esse fluído refrigerante usado no processo em geral é o R-22; que possui a propriedade de atingir a fase vapor em temperaturas baixíssimas como 7ºC. A potência do sistema de ar condicionado dita a capacidade de resfriamento do sistema e dever ser dimensionado no projeto do sistema para cada ambiente/localidade. Mais informações sobre estes e outros temas de Engenharia Mecânica procure um professor do Soluções Aulas.

    André Rodrigues

    Continue reading →
  • Funções de Linguagem 18/05/2016

    Slide1

    A linguagem é um dos meios de comunicação na vida do ser humano, tendo em vista que o homem vive em conjunto, a linguagem constitui uma das ferramentas para que haja comunicação e troca de ideias e pensamentos. Diante disso, temos seis funções da linguagem que abordam as finalidades básicas dessa comunicação.

    A primeira delas, a função referencial ou denotativa tem foco na mensagem que será transmitida, ou seja, essa função transmite informações mais objetivas com base em dados concretos. É importante ressaltar que a função referencial é muito comum aos textos jornalísticos, levando em consideração que o objetivo principal desse gênero é informar ao público determinada mensagem concreta. Observe:

    “Em Nova York haverá novas eleições para prefeito no próximo fim de semana”.

    Em contrapartida, temos a função emotiva ou expressiva em que o foco é sobre o emissor, isto é, o indivíduo que transmite a mensagem. A função emotiva transmite, de certo modo, os sentimentos do emissor e por isso é marcada por grande uso de pontuações como exclamações e reticências, nesse caso a função emotiva é muito comum à poemas, principalmente pelo fato de que o eu lírico muitas vezes tenta expor seus sentimentos através da obra.Veja:

     

    Canção do Exílio (Gonçalves Dias)

     

    Minha terra tem palmeiras,
    Onde canta o Sabiá;
    As aves, que aqui gorjeiam,
    Não gorjeiam como lá.

    Nosso céu tem mais estrelas,
    Nossas várzeas têm mais flores,
    Nossos bosques têm mais vida,
    Nossa vida mais amores.[…]

     

    Fernanda Azevedo

     

    Continue reading →
  • Substâncias químicas contidas na água podem afetar o desenvolvimento do cérebro de crianças. 18/05/2016

    Slide1

    Substâncias químicas contidas na água podem afetar o desenvolvimento do cérebro de crianças.

    Chamamos de água potável aquela que se encontra em condições de ser consumida pelos seres humanos. Existem substâncias químicas que possuem o poder de contaminar essa água, tornando seu consumo perigoso. O Perclorato é uma delas. Essa substância é usada geralmente em fertilizantes, fogos de artifício e combustíveis de foguete e é descrito como um importante contaminante da água potável. Está bem estabelecido pela ciência que o perclorato pode inibir o transporte de iodo para a glândula tireóide. O iodo é um componente essencial dos hormônios da tireoide e a grave carência de iodo é a principal causa evitável de deficiência mental na infância.

    Pesquisadores conduziram o primeiro estudo que ligou os níveis de perclorato em grávidas e o desenvolvimento do cérebro de seus bebês. Nesse estudo, foram analisados os níveis de perclorato no primeiro trimestre de gravidez em 487 mulheres, que tinham deficiência de iodo e disfunção de tireóide. Então se examinou as pontuações de QI de seus filhos aos três anos de idade. Foi observado que crianças nascidas de mães com nível de perclorato maior que 10% tinham 3 vezes mais probabilidade de possuir QI mais baixo.

    Claro que esse estudo não é definitivo. Mesmo assim é bastante intrigante. Seu desenvolvimento possui algumas limitações. Não foi levado em consideração informações sobre o ambiente em casa e o QI das mães. Fatores esses que podem afetar o QI da criança. Outro ponto é que como o perclorato tem meia-vida curta, o teste de urina feito apenas uma vez não é um bom indicador para a exposição a longo prazo. Em relação aos bebês, os pesquisadores não mediram os níveis hormonais dos recém-nascidos, não podendo ser confirmado que o perclorato causou alterações nesses níveis.

    Irapoan

    Continue reading →
  • Seis Sigma – Melhorando Processos 16/05/2016

    Seis Sigma – Melhorando Processos

    A metodologia Seis Sigma é uma abordagem altamente ligada à métodos estatísticos e ferramentas de qualidade. Apesar de ser uma excelente metodologia, ela não é revolucionária, sendo uma junção de várias técnicas com o objetivo de se chegar à melhoria de processos. Esta melhoria de processos pode se dar através de redução de custos de operação, redução de tempos de espera, aumento no nível de serviço, etc. Neste artigo iremos falar apenas do surgimento efetivo da metodologia e não da história de cada uma das ferramentas que ela aplica. Primeiramente, é necessário que fique clara a definição de Seis Sigma:

                    “Seis Sigma é uma disciplina quantitativa direcionada para a eliminação de defeitos com o objetivo de alcançar o nível de seis desvios padrão entre a média e a especificação de limite mais próxima em qualquer processo, seja de manufatura, seja de serviço”

    Na década de 1980, a Motorola trabalhava com medidas de quantificação de defeitos. Essa medida tratava-se da quantidade de defeitos por milhão de peças produzidas (Defects per Million Opportunities). Para eles era necessário que houvesse uma padronização desta medida e um alvo para que fosse alcançado. Com esta ideia em mente, o engenheiro Bill Smith desenvolveu uma técnica de medida que tinha por objetivo fazer com que defeitos de produção somente ocorressem a partir de seis desvios padrão da média. Esta medida reflete a quantidade de 3,4 defeitos por milhão de peças produzidas. Neste instante, a Motorola seguiu para a etapa de aprimoramento da metodologia, compartilhando-a com seus fornecedores e clientes que logo começaram a adotá-la.

    Para garantir que o projeto de implantação do Seis Sigma fosse corretamente executado, surgiu a ferramenta MAIC (Measure, Analyse, Improve and Control). Esta ferramenta visa garantir que o projeto siga uma ordem lógica e bem definida. A partir do momento em que a metodologia começou a ser disseminada entre as organizações esta ferramenta ganhou mais uma etapa, a etapa de definição. O DMAIC é a abordagem utilizada ainda hoje para a implantação de projetos Seis Sigma e significa Definir, Medir, Analisar, Melhorar (Improve) e Controlar.

    Com o passar do tempo outras ferramentas começaram a se integrar ao escopo do Seis Sigma. Atualmente o Seis Sigma é aplicado em conjunto com a filosofia de produção enxuta vinda do Just in Time, passando a ser reconhecida como Lean Six Sigma. Além desta filosofia podemos ver a aplicação das ferramentas 5S, PDCA, Kanban, etc. Hoje, diversas empresas aplicam o Seis Sigma com o objetivo da melhoria de seus processos.

    Altamente ligada à estatística, ferramentas de teste de hipóteses são utilizadas para validar inferências feitas a partir de observações da produção. Técnicas desde Análise de Variância ao simples desvio padrão são amplamente e massivamente aplicadas durante um projeto. É necessário que as hipóteses de causas e efeitos sejam avaliadas por esses métodos para que os esforços de melhoria possam ser direcionados aos pontos em realmente necessários. Também é necessário que os esforços aplicados nos pontos definidos sejam validados para a verificação da efetividade do projeto e conferência da possibilidade de se aplicar esforços de melhorias em outros pontos para que em conjunto gerem o resultado esperado.

    Atualmente existem órgãos de qualidade que certificam profissionais que atuam com esta metodologia e padronizam os procedimentos. Assim como no Judô, a certificação de profissionais é dividida em alguns níveis onde os principais são Yellow Belt, Green Belt e Black Belt (Faixa Amarela, Faixa Verde e Faixa Preta). Cada um desses níveis possui atribuições diferentes e mais amplas conforme aumentam “de faixa”.

    Para o mercado atual onde existe grande preocupação com redução de custos e aumento de qualidade, um profissional que saiba aplicar essa metodologia e suas ferramentas se torna importante capital intelectual para a empresa. A capacitação nesta metodologia é um diferencial importante para quem deseja trabalhar com melhoria contínua e produção.

    Andrei Marinho

    Continue reading →
  • Clima e Tempo atmosférico 02/05/2016

    Slide1

    Quando conhecemos o clima das regiões pelo mundo (que são muitos), entendemos melhor as condições naturais dos lugares, como: Regime anual de chuvas, vegetação, as estações que se definem de forma local, topografias, a continentalidade, as correntes marinhas, entre outros. E suas variações de temperatura: Umidade, pressão atmosférica e radiação solar.

    O clima é considerado como a “personalidade do lugar”. São os comportamentos estudados das feições atmosféricas e meteorológicas, ao longo de aproximadamente 30 a 35 anos, Através de um Climograma* e resulta numa síntese do tempo, num determinado lugar, durante um período.

    Clima: São as condições naturais que se repetem de forma cíclica, ao longo de um período. Assim, podemos entender como resposta do tempo atmosférico às condições naturais do lugar.

    Já o Tempo Atmosférico é considerado como o “humor do lugar”. É caracterizado quando definimos uma condição repentina e passageira para um determinado local, como: chuva, calor, frio, tempo seco… Conforme vemos nas previsões metereológicas.

    Tempo atmosférico: São as condições naturais momentâneas do ar.

    *Climograma: Gráfico que representa o estudo das condições de temperatura e chuvas por um determinado período. As coordenadas horizontais (abscissas) correspondem ao período estudado e as coordenadas verticais (ordenadas) são as precipitações médias mensais à esquerda e as temperaturas à direita. Conforme o exemplo a seguir:

    fig3

    Um Climograma serve para prever condições climáticas e auxilia no planejamento das ações públicas e atividades econômicas, como: turismo e agricultura, por exemplo. Assim como analisa situações passadas a respeito das variações climáticas.

    Gabriela Magalhães.

    Continue reading →
  • A datação por carbono 14 02/05/2016

    A química, como todas as outras ciências, possui uma enorme gama de aplicações dependendo de qual das áreas dessa ciência se deseja estudar. Quando falamos de radioatividade, pensa-se instantaneamente em energia, mas também existem muitas outras aplicações. Uma delas é o procedimento de datação, ou seja, identificar o período aproximado que determinado objeto foi criado, que será falado posteriormente.

    Os elementos radioativos possuem uma característica em comum, que é o que se chama de meia-vida. A meia-vida de um elemento radioativo é a quantidade de tempo que um elemento radioativo leva para decair metade de sua atividade, como mostra a figura abaixo.

    fig 1

                                       Figura 1. Exemplo geral de meia-vida do elemento A

     Observa-se no gráfico que a meia-vida do elemento arbitrário A é de 30 anos, pois a cada 30 anos, sua atividade é reduzida à metade. Isso também acontece com o carbono 14, um isótopo do carbono 12, ou seja, um elemento com o mesmo número de prótons e elétrons do carbono, porém com uma massa de duas unidades maior.

    Existem na natureza três tipos de carbono: o carbono 12, que é o mais comum com 98,84% de presença em relação aos outros carbonos; o carbono 13, com aproximadamente 1,1%; e o carbono 14, com os outros 0,06%. O carbono 14 é instável e decai ao longo do tempo e, assim como os outros elementos radioativos, possui uma meia-vida, de aproximadamente 5730 anos, ou seja, a cada 5730 anos a atividade do carbono 14 é reduzida à metade.

    A datação do carbono 14 consiste em mensurar a quantidade de carbono 14 em uma amostra a partir da relação com o carbono 12, devido às porcentagens iniciais de cada um na amostra. Com o passar dos anos, o carbono 14 decai e fazendo o comparativo com o carbono 12, obtém-se a idade aproximada do objeto.

    Abaixo segue uma imagem da formação do carbono 14 e do armazenamento deste pelas plantas.

    fig2

    Figura 2: Formação e absorção do carbono 14 pelas plantas.

     

    Henrique Puga de Abreu Leandro

    Continue reading →
  • A Guerra do Vietnã 02/05/2016
    Slide1
    Após a segunda guerra mundial, Estados Unidos e União Soviética fortaleceram a oposição ideológica entre capitalismo e socialismo. Esta bipolarização mundial submeteu as relações internacionais aos interesses americanos ou soviéticos. Ao longo de quase cinquenta anos, os dois países travaram uma série de conflitos indiretos de ordem econômica, política, ideológica e cultural que ficaram conhecidos como “Guerra Fria”.
    A Guerra do Vietnã foi um dos conflidos ocorridos em meio a este contexto. Durante a segunda guerra, o território da Indochina, colônia francesa, foi ocupado pelos japoneses. Após a guerra, foi fundado um partido comunista(Vietminh) pelo líder popular Ho Chi Minh que buscava a liberdade do país. A recusa da França em aceitar a independência do país culminou em uma guerra civil que durou oito anos.
    O povo saiu vitorioso e só restou a França reconhecer a independencia do país. No conhecido acordo de Genebra, além do reconhecimento francês, o território da Indochina foi dividido em três novos países: Laos, Camboja e Vietnã. Este último foi divido em dois – Vietnã do Norte(comunista e ) e Vietnã do Sul(capitalista) – porém com a perspectiva de ser reunificado em eleições previstas para 1960. As eleições não ocorreram em decorrência da intervenção norte-americana com medo da expansão comunista no país. Desta forma, iniciou-se um conflito armado entre os vietcongues(guerrilheiros que apoiavam o governo do norte) e o exército do norte apoiado pelos EUA.
    Os Eua interviram diretamente na guerra a partir de 1964, com ataques constantes ao norte e o envio de soldados. Porém, esta intervenção americana não foi nada bem vista dentro de sua sociedade, pois a transmissão ao vivo pela televisão, mostrava as constantes derrotas americanas,a truculência de suas táticas de guerra e uma quantidade gigantesca de americanos e vietnamitas mortos e/ou mutilados.
    Em decorrência das pressões sociais, os EUA retiram-se da guerra em 1973 e em 1975 os vietcongues ganham a guerra e reunificam o país. Esta foi uma das maiores humilhações norte-americanas durante o período da Guerra Fria.
    Luiza Sarraff
    Continue reading →
  • Too vs. Either: Entendendo as diferenças 02/05/2016

    Slide1

    Umas das dúvidas frequentes na língua inglesa é acerca do uso dos adverbs “too” e “either”. É importante ressaltar que estes advérbios tem o mesmo significado e função, porém, tem valores semânticos diferentes. Enquanto o “too” é utilizado para concordar com um positive statement (frase positiva ou declaração positiva), o either é utilizado para concordar com um negative statement. Existem, claros, certas regras em relação à isso, mas em princípio fica assim:

    I really love country music!

    Really? Me too.

    Reparem como o advérbio foi utilizado: Me + too. A resposta desta sentença também poderia ter sido “I do too”, porém é mais formal e menos usual. A regra de resposta se aplica a todos os tenses. Observe:

    I am so happy for them!

    Well, I am too!

    E isso se aplica à todos os verbos usados (can, would, do).

    Quando há a existência de um verbo positivo de valor semântico negativo, o “too” é mantido.

    I dislike that book and they do too!

    Já o either, utilizado para concordar com negative statements, também tem suas regras e especificidades próprias. Vamos, antes, ao básico:

    I don’t know how to go there!

    Me either! We’re lost!

    I don’t like sea food…

    I don’t either.

    Assim como o “too”, há mais de uma resposta possível para concordar com frases negativas (me either ou verb tense + either). Entretanto, para o either, existem duas regras diferentes. Take a look:

    Negative adverbs of frequency:

    Never, seldom, rarely, hardly

    Negative Pronouns:

    None of them, no one, nobody

    Nos casos citados acima, mesmo que a frase esteja na afirmativa, o “either” é usado, já que estes adverbs tem significado negativo:

    I hardly go to beach parks

    Yeah… me either.

    No one believes me and he doesn’t either!

    No próximo texto, será abordado a diferença entre Both vs Either.

    Fiquem ligados!

    Paulo Leal.

    Continue reading →
  • A Economia Brasileira 02/05/2016

    Slide1

    Em momentos de impeachment e de agravamento da crise econômica, o que mais se ouve por aí é que os governos Dilma e Lula foram uma tragédia do ponto de vista econômico, que a crise econômica atual se deveu à “gastança” do PT e “muitas” decisões erradas até 2014, que o Brasil encontrava-se muito endividado, que o “rombo” nas contas públicas era inédito, que a inflação nunca esteve tão descontrolada, que todos os nossos indicadores apontam o “buraco”.

    Óbvio que o momento atual é crítico, mas os dados apresentados aqui oferecem uma visão mais completa da realidade: até o final de 2014, não havia qualquer grau de criticidade nos dados apresentados pela economia brasileira, inclusive quando comparados a uma série de outros países:

    A economia, basicamente, pode ser olhada por 2 perspectivas: liberal e desenvolvimentista. Numa análise pela perspectiva  desenvolvimentista, pode-se dizer que, possivelmente motivada por pressões financistas e políticas sob a alegação de “dívida excessiva”, Dilma errou ao adotar um ajuste fiscal pesado e incoerente, perdeu a base social, não conseguiu ganhar a base parlamentar e financista e, ainda por cima, mergulhou o país numa crise econômica espiral, que se retroalimenta na medida em que as expectativas, em muito influenciadas pela atual instabilidade política, não melhoram.

    O ajuste fiscal iniciado em 2015 visava a impedir um novo déficit primário (em que se gasta mais do que arrecada). Acontece, no entanto, que diversos países do mundo apresentaram déficits entre 2007 e 2013, enquanto o Brasil apresentava superávits. Quando a conta ficou deficitária, não estava em níveis tão graves, como apresentado abaixo.


    ​O outro ponto criticado é o aumento do endividamento brasileiro. Não se fala, no entanto, em dois pontos:

    1) O endividamento aumentou, sim, mas o PIB também, praticamente na mesma proporção. Diversos países do mundo têm a relação dívida/PIB bem pior que a brasileira, inclusive países desenvolvidos

    2) houve uma mudança considerável na dívida. Houve uma mudança no perfil da dívida, hoje interna, e não mais externa. A dívida interna é mais “saudável” e está menos exposta a oscilações externas. Esta mudança no perfil é apresentada abaixo


    ​Obviamente, houve alguns erros, tanto até 2014 como a partir de 2015, mas comparar o Brasil com outros países do mundo se faz necessário em momentos onde apenas um lado do discurso aparece com mais frequência.

    Gráficos e tabelas: Estudo “Por um Brasil Justo e Democrático”

    Matheus Brito.

    Continue reading →
  • Redação nota 1000 25/04/2016

    Slide1

    Escrever um texto nem sempre é muito fácil e dar início a ele talvez seja a tarefa mais complicada de fazer, por isso veremos alguns passos simples para escrever uma boa introdução de um texto argumentativo. É importante ressaltar antes de tudo que uma redação do tipo argumentativa tem por objetivo explicar, avaliar ou refletir determinado ponto de vista. É necessário que a posição do autor seja defendida, porém lembremos que o pronome eu jamais deverá ser usado, é comum utilizarmos termos indeterminados como sabe-se que… ou mesmo a ideia de coletividade representada em sabemos que….

      A introdução é o início do texto, nesse momento deve ser apresentado de forma simples os principais argumentos que serão defendidos ao longo da redação. Uma dica importante é tentar ser breve nos apontamentos, por ser o início de tudo, uma introdução longa muitas vezes pode desmotivar os leitores, por isso em uma redação de trinta linhas costuma-se escrever uma introdução em torno de quatro a seis linhas.

      Outra questão relevante na introdução são os termos utilizados, deve-se evitar a repetição das expressões, ou mesmo de palavras que estão presentes no título, dessa forma o texto não se torna tão cansativo e repetitivo, além disso, o uso de períodos muito longos (frases muito longas e sem um ponto final) também torna o texto exaustivo. Por fim, devemos ficar atentos ao assunto que estamos defendendo, visto que devemos defender uma posição é importante que não nos desviemos da idéia central do texto apresentado.

     

    Fernanda Azevedo Santos

    Continue reading →
  • Quatro falsas notícias que desafiam seus conhecimentos em biologia 25/04/2016

    Slide1

    Quatro falsas notícias que desafiam seus conhecimentos em biologia

    Com o avanço das redes sociais milhares de notícias são compartilhadas pelas pessoas diariamente. O problema é que nem toda informação é confiável, principalmente aquelas que envolvem ciência. Algumas são inocentes e no máximo causam boas risadas. Mas outras podem causar bastante confusão, podendo até trazer problemas de saúde pública para a população.

    1 – Bananas infectadas com o vírus da AIDS

    Essa notícia deixou muita gente pensando duas vezes antes de morder novamente uma deliciosa banana. Segundo tal notícia, a Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou uma nota informando que tinham sido injetados, em bananas produzidas na Guatemala, sangue contaminado com o vírus HIV. E para piorar, elas já tinham chegado a países como Brasil, Estados Unidos, México, entre outros, e estavam sendo consumidas pela população.

    Em primeiro lugar, quem desse uma vasculhada no site da OMS iria ver que tal nota contendo esta informação não existe. Em segundo, biologicamente falando, o vírus HIV é super sensível ao meio externo e não consegue viver muito tempo fora do corpo.

    2 – A verdadeira causa da microcefalia são as vacinas vencidas aplicadas nas mulheres grávidas

    Vacinas são seguras e passam por um rígido controle de qualidade. Além disso, um desses boatos informava que as responsáveis eram vacinas contra sarampo e coqueluche. O intrigante é que essas vacinas nem são aplicadas em mulheres grávidas.

    3 – Cabelos e unhas continuam crescendo após a morte

    Para que ocorra produção de queratina (proteína responsável pelo crescimento de cabelos e unhas), é necessário que o indivíduo absorva nutrientes através dos processos de alimentação e digestão. Se a pessoa está morta, não há possibilidade de ela estar comendo para tal.

    4 – Antibióticos são ótimos para combater a gripe

    Essa é clássica. Seria perfeita se não fosse por um detalhe: antibióticos matam bactérias, não vírus.

    Irapoan

    Continue reading →
  • O que é o PDCA? 25/04/2016

    Slide1

    O PDCA é uma ferramenta de qualidade muito utilizada e discutida na área de administração e engenharia de produção. PDCA é um acrônimo para Plan-Do-Check-Act, ou seja, Planejar-Executar, Checar e Agir. Esta ferramenta é um ciclo e deve ser aplicada ininterruptamente em um processo de melhoria contínua. Uma vez que o plano inicial foi implementado e atingiu os resultados esperados, a partir dos resultados inicia-se um novo planejamento para que todo o ciclo se reinicie.

    A ferramenta em questão foi desenvolvida por Deming, considerado o pai da qualidade, e teve como base o princípio do método científico de Francis Bacon, Hipótese – Experimento – Avaliação. Este é um processo que tem como fundamento as iterações que são realizadas e a conexão entre o final e o início de cada ciclo. Essas iterações permitem que hipóteses sem sucesso sejam rejeitadas e que hipóteses aceitas sejam aprimoradas através da aplicação da ferramenta novamente.

    Cada etapa do processo possui um conjunto de atividades que a compõe. Resumidamente são.

    • Plan (Planejar): Etapa de estabelecimento dos objetivos e processos necessários para que os resultados sejam alcançados de acordo com o objetivo estabelecido. Estabelece as métricas que servirão de ferramentas de análises ao final do ciclo;
    • Do (Executar): Fase de aplicação do projeto desenvolvido na etapa anterior. Trata-se da execução da tarefa, fazer o produto, implementar mudanças. Também é a fase onde a coleta de dados para as análises posteriores é realizada;
    • Check (Checar/Analisar): A comparação entre os dados e resultados encontrados na tarefa de execução são comparados com os dados estabelecidos como metas na fase de planejamento. Os cálculos são realizados, avaliação dos desvios, comparações e conclusões;
    • Act (Agir): Caso os resultados obtidos a partir da implementação do projeto mostrem que estão alinhados com o previsto e desejado na fase de planejamento, este resultado se torna a base para que um novo plano seja elaborado e o ciclo recomece. Caso contrário, se os resultados alcançados não forem os desejados, o cenário que existia antes do início do ciclo permanece inalterado e deve ser utilizado para que um novo plano seja elaborado e o ciclo se reinicie. Mesmo diante de um resultado que não está de acordo com o desejado, informações importantes são encontradas e devem ser consideradas na elaboração do novo projeto, são dados que não estavam disponíveis inicialmente e que possivelmente ajudarão no desenvolvimento do ciclo para que se chegue no resultado esperado quando de sua aplicação novamente.

    Assim como o PDCA, outras ferramentas de qualidade são amplamente utilizadas na administração e são peças fundamentais para a melhoria contínua dos negócios. Existem diversos livros e trabalhos, além de cursos específicos que tratam sobre essas ferramentas. O mercado busca pessoas que tenham conhecimentos sobre esse campo de estudo e isso se torna um diferencial para um candidato à uma vaga de emprego no mercado atual.

    Andrei Marinho

    Continue reading →
  • A Química do dia-a-dia 20/04/2016

    Slide1

    A química do dia-a-dia

    O estudo da química em escolas e universidades projeta uma sensação que a química só está presente nos mais complexos sistemas, quando, na verdade, coisas que usamos no nosso cotidiano estão relacionadas a outras que encontramos na natureza.

    Serão abordadas agora algumas curiosidades sobre a maravilhosa química que nos rodeia e nos constitui.

    Você sabia que…

    1. O mesmo bicarbonato que está presente nos produtos de limpeza também está presente em nosso sangue?

    O bicarbonato, representado como HCO3, tem um papel importante em impedir que o sangue fique ácido, reagindo com este e formando água, ajudando na neutralização do pH, pela seguinte reação:

    HCO3 + H3O+ → 2H2O + CO2

    1. Não é o cheiro da cebola que nos faz chorar, mas o ácido que entra em contato com os nossos olhos?

    Muitas pessoas acreditam que é o cheiro da cebola que nos faz chorar, mas, na verdade, é uma reação química que acontece quando cortamos as células da cebola, que produz um gás. Quando esse gás atinge os olhos, entra em contato com a umidade dos olhos, gerando uma solução fraca de ácido, nossa reação de defesa é gerar lágrimas, nos fazendo chorar.

    1. A água oxigenada descolore o cabelo por uma reação química?

     É comum nos dias de hoje o uso de água oxigenada para descolorir o cabelo e pêlos no geral, e tudo isso acontece por meio de uma reação química bem simples. A água oxigenada possui o nome técnico de peróxido de hidrogênio, com a fórmula H2O2. Esse composto se dissocia pela seguinte reação química:

    H2O2 → H2O + ½ O2

    O oxigênio da reação reage com a melanina, quebrando as moléculas e fazendo com que o cabelo e os pêlos percam a cor.

    Entender melhor como nossas atitudes e costumes funcionam quimicamente é aprender a desenvolver formas melhores de fazer tudo que gostamos de fazer, melhorando nossa qualidade de vida e aumentando nossa sede por conhecimento e apreciação pela ciência.

     

    Henrique Puga de Abreu Leandro

    Continue reading →
  • A Revolta da Vacina: Uma comparação entre passado e presente 20/04/2016
    A Revolta da Vacina: Uma comparação entre passado e presente
    No inicio do século XX, a cidade do Rio de Janeiro, então capital do Brasil, lidava com graves problemas urbanos, especialmente no centro. Ali vivia boa parte da população pobre do Rio de Janeiro, que vivia amontoada em cortiços e com diversas e constantes epidemias graves, como febre amarela e varíola, em decorrência das precárias condições sanitárias.
    Com o objetivo de reverter esse quadro e mudar a paisagem urbana do Rio de Janeiro, o prefeito Pereira Passos(1902-1906), instituiu uma série de medidas que visavam sanear e modernizar a capital. Essas reformas foram feitas em duas frentes: reforma urbana e reforma de saúde. No campo da saúde, o médico sanitarista Oswaldo Cruz executou um plano de desinfecção e extermínio de mosquitos e ratos nas casas e nas ruas do Rio. Além de conseguir que o congresso aprovasse a lei da vacina obrigatória contra a varíola. O que gerou grande comoção e indignação popular.
    No campo das reformas urbanas, Pereira Passos estimulou uma política conhecida como “bota abaixo” em que muitos cortiços e velhos prédios do centro da cidade foram derrubados para dar lugar a avenidas grandes, jardins e edifícios novos. Esta política obrigou milhares de pessoas a migrarem para favelas ou para as periferias do Rio de Janeiro em busca de moradia. Todo este clima de mudanças gerou uma grande revolta popular que levou o governo a revogar a obrigatoriedade da vacina e decretar estado de sítio para debelar a crise.
    Quase um século depois, vemos outro Prefeito, Eduardo Paes, trazer muitas mudanças a cidade do Rio com o discurso de necessidade de modernização. O projeto “cidade maravilha” possui muitas semelhanças com o “bota abaixo” do inicio do século XX. Inúmeras casas e pessoas foram desapropriadas em prol do tão buscado progresso. Interessante observar que esse prefeito também se intitula como o novo Pereira Passos. Novamente, a História se repete…
    Luiza Sarraff
    Continue reading →
  • ALIMENTOS TRANSGÊNICOS A SERVIÇO DA SAÚDE HUMANA 18/04/2016

    Slide1

     

    ALIMENTOS TRANSGÊNICOS A SERVIÇO DA SAÚDE HUMANA

    Mesmo sendo cultivados comercialmente há mais de 17 anos, os alimentos geneticamente modificados não possuem grande aceitação e apoio do público. Pesquisas mostram que para muitos, a falta de interesse em consumir produtos transgênicos se dá pelo fato do mesmo não trazer nenhum benefício direto para a população. Para tentar mudar esse quadro, a próxima geração de transgênicos está voltada diretamente para modelos que tragam benefícios a saúde dos consumidores. Os principais alimentos que estão sendo cultivados incluem novas características como produção de micronutrientes (vitaminas, ferro, ácido fólico e ácido ascórbico) e composição de ácidos graxos (ácido oleico e ômega-3).

    Um transgênico dessa próxima geração com grande potencial é o arroz dourado, que contém elevado teor de beta carotenóides.  Com o consumo do mesmo, as populações mais pobres poderiam contar com mais uma ajuda na prevenção contra a deficiência de vitamina A. Também vem sendo estudado tipos de transgênicos que podem reduzir os riscos das principais doenças crônicas como obesidade, doenças cardíacas, diabetes tipo II e muitos tipos de câncer. Existem pelo menos duas variedades de soja geneticamente modificadas com alto teor de ácido oleico com potencial para trazer benefícios à saúde cardiovascular.

    Próxima Geração de Alimentos Geneticamente Modificados que Estão Sendo Produzidos
     

    Nutriente

    Produto

    Nível normal

    Nível máximo no Produto Geneticamente Modificado Principais Atuações

    Beta Caroteno

    Arroz 0 µg/g 37 µg/g Falta de vitamina A pode causar cegueira e aumento da mortalidade infantil.
    Ferro Arroz Aumenta 6x A falta de ferro causa anemia e desenvolvimento mental deficiente.
    Folato Arroz < 1 µg/g 17 µg/g Previne defeitos do tubo neural.
    Ascorbato Milho 18 µg/g 107 µg/g Deficiência de ascorbato causa escorbuto em humanos.
    Ácido Oléico Soja ~ 20% ~ 80% Reduz a pressão sanguínea.
    Omega-3 Canola 12% 50% Reduz a doença cardíaca coronária e mantém a saúde do coração.
    Amilose Trigo 28% 75% Benefícios para alguns problemas de saúde associados com algumas doenças crônicas.

    Fonte: Chen & Lin (2013)

     

    Irapoan Júnior.

    Continue reading →
  • Vidas Secas 18/04/2016

    Slide1

    Muitas pessoas, ao lerem a obra Vidas Secas, do grande autor da segunda fase moderna de nossa literatura, Graciliano Ramos, podem não entender muito bem certas peculiaridades próprias do livro e que os distinguem como único e especial. Para começar, o livro não tem cronologia fixa, ou seja, os capítulos não seguem uma linha de tempo exata. É impossível saber se todos aconteceram em uma ordem certa e quanto tempo se passou entre eles, apesar de alguns deixarem claro que se seguem após outros, como é o caso do primeiro e do último capítulo. (“Mudança” e “fuga” respectivamente, são treze ao total). Os outros onze capítulos podem ser lidos em qualquer ordem sem que isso influencie de maneira brusca a trama (talvez alguns “spoilers”, mas nada que impeça a leitura). A estrutura do livro é bem diferente das demais. Os diálogos, por exemplo, são extremamente escassos e por pouco deixam de figurar no livro. O desenrolar da trama gira em torno dos pensamentos dos personagens (cada um dos cinco personagens tem um capítulo próprio, com suas próprias preocupações) e de “pausas psicológicas” para a reflexão acerca de determinado tema. O personagem principal é Fabiano, que com sua família de retirantes, tenta a sorte no imenso sertão do nordeste, sob uma seca sem precedentes. O livro conta a história corriqueira e banal da família, mas que se apresenta de maneira crua aos olhos dos que não conhecem essa realidade e de maneira crítica para aqueles que já conhecem. Toda a obra é (como a maioria dos livros escritos na segunda fase do modernismo) voltada para crítica social e denuncias de abusos contra os retirantes do sertão. Essa crítica é instaurada através de situações humilhantes e desumanas as quais é submetido Fabiano, enquanto todo o mundo parece não ligar. O patrão que rouba, o policial que oprime e o “fino” que finge não ver. Vidas secas pode parecer maçante a olhos desavisados, porém, é a principal obra de um escritor que não mediu esforços para unir literatura, nordeste e denúncia. Vale a pena conferir mais essa obra que quase sempre toma seu espaço nos principais vestibulares Brasil a fora.

    Paulo Leal.

    Continue reading →
  • O Funcionamento das Locomotivas 18/04/2016

    Slide1

    A história das locomotivas moto propulsionadas inicia-se no século XVII na Inglaterra com a criação das primeiras locomotivas  à vapor. Tais locomotivas eram assim chamadas pois possuíam um grande forno que alimentado por carvão aquecia água que estava em serpentinas, esta se transformava em vapor, esse vapor era contido em tubos e e expandido para um cilindro onde continha um pistão a energia térmica contida neste gás se transformava em energia mecânica neste pistão que conectado a um virabrequim movia as rodas . O gás proveniente da combustão do carvão era expelido por uma chaminé e o vapor da água por outra. Por conta disso no Brasil e em algumas partes do mundo as primeiras locomotivas ficaram conhecidas como Maria- Fumaça.

    Com a revolução industrial e a evolução das tecnologias da Engenharia, a locomotiva simples se tornou em um complexo sistema onde a energia gerada pelo diesel em um motor de combustão interna, cujo o eixo é engatado em um gerador elétrico , tal gerador conduz energia para motores que alocados por par de rodas desenvolvem o trabalho mecânico de mover a locomotiva e seus vagões. Nasce assim o conceito de locomotivas híbridas. No Brasil e no mundo esta tecnologia possui como pioneira a empresa General Eletrics, fundada pelo criador da lâmpada elétrica . Thomas Edison. As locomotivas criadas pela GE trafegam no Brasil inteiro pelo pouco mais de 7 mil km de malha ferroviária produtiva do País a grande maioria usada para transporte de carga. Mais informações sobre Locomotivas e ferrovias podem ser vistas em :

    http://www.fem.unicamp.br/~em313/paginas/locom0/locom0.html

    http://www.antf.org.br/index.php/informacoes-do-setor/material-rodante

    Continue reading →
  • Agrossistemas 11/04/2016

    Slide1 (3)

    Agrossistemas.

    Os sistemas agrícolas mundiais são caracterizados como: plantation, agricultura de jardinagem, agricultura itinerante e agricultura moderna.

    Os fatores em comum são: 

    O Capital: Vai definir se o sistema agrícola é intensivo (sistema com aplicação de técnicas e tecnologia) ou extensivo (técnicas naturais e baixa produtividade);

    A Terra: Definição do lugar de plantio e o tamanho da propriedade;

    Trabalho: Define o número de trabalhadores, com mão de obra qualificada ou não.

    Agricultura Itinerante

    Condicionado às famílias pobres, com técnicas simples e/ou absoletas. Seu modo de produção desgasta o solo mais rápido, gerando mudanças para outras áreas de plantio, caracterizando assim um circulo vicioso, por parte desta família.

    Agricultura de Jardinagem

    Tem origem na Ásia. Com elevada produtividade e mão de obra (mesmo com poucos espaços) e fazem uso de adubos e irrigação.

    Agricultura Moderna 

    Sistema controlado pelo agronegócio. Faz uso de pouca mão de obra (uso intensivo de máquinas), em grandes espaços, com técnicas modernas e caráter empresarial. Utilizam sementes selecionadas e agrotóxicos.

    Plantation 

    Mão de obra barata e desqualificada. Realizado em latifúndios, com monocultura e para exportação.

    GabrielaMagalhães.

    Continue reading →
  • O que é Calor ? 11/04/2016

    Slide1 (4)

    A maioria das pessoas não sabe a real definição de calor. Para entendermos o que é o calor, precisamos conhecer o significado de energia térmica.

    As moléculas constituintes da matéria estão em contínuo movimento, denominado agitação térmica. A energia cinética associada a esse movimento é chamada de energia térmica.

    A energia térmica de um corpo pode variar. Por exemplo: colocando-se água junto à chama de um bico de gás, o movimento de suas moléculas torna-se mais intenso, isto é, a energia térmica aumenta. Por outro, lado, adicionando-se gelo à água, ocorre diminuição do movimento molecular da água, isto é, sua energia térmica diminui.

    Nesses exemplos há corpos quentes (a chama do bico de gás) e corpos frios (o gelo). Repare que, ao utilizar os termos quente e frio, estamos introduzindo uma noção subjetiva de temperatura, baseada em sensações apreendidas pelo tato.Assim, dizemos que um corpo quente está a uma temperatura mais elevada que um corpo frio.

    A energia térmica pode transferir-se de um corpo para outro quando entre eles houver uma diferença de temperatura. A energia térmica em trânsito é denominada calor( por isso, não tem sentido falar em calor “contido” num corpo).

    A ideia de que o calor é uma forma de energia só foi estabelecida na Física a partir do século XIX, pelo físico inglês Joule. Até então entendia-se erroneamente o calor como uma substância que se incorporava aos corpos ou sistemas.

    A medida da quantidade de calor trocada entre dois corpos é, portanto, uma medida de energia.

    Agora você já sabe o que é calor e não irá falar errado novamente.

    Um grande abraço e até a próxima

    Marcelo Dantas.

    Fonte: Livro: Os Fundamentos da Física 2. Autores: Ramalho – Nicolau – Toledo

     

    Continue reading →
  • Por que não devemos beber a água do Mar? 11/04/2016

    Slide1 (5)

    Em filmes que ocorrem naufrágios vemos as vezes os personagens bebendo água do mar para sobreviver, mas ao contrário do que se espera a água do mar faz mais mal do que bem. A água do mar é composta em sua maior parte por NaCl (cloreto de sódio), aproximadamente 4%, ou seja, para cada litro de água do mar há 32 gramas de sal dissolvido, entre outros sais encontrados.  Quando uma pessoa bebe água do mar, essa água passa pelo intestino que recebe uma quantidade de sal muito maior que existe no nosso corpo, que é de apenas 0,9 % no sangue. Quando o organismo entra em contato com uma concentração de sal muito alta ele tende a entrar em equilíbrio através de um processo natural chamado “osmose”, onde ocorre a passagem de água através de uma membrana de um meio menos concentrado para um meio mais concentrado. As células humanas possuem uma grande quantidade de água e também sais em seu citoplasma e quando estas células entram em contato com uma solução que possui mais sal do que seu meio interno, a tendência é que a água das células saia para dissolver o sal do meio externo através da osmose. Como a membrana que compõe os vasos sanguíneos não permite a passagem de partículas sólidas, o sal fica retido no plasma do sangue, deixando-o bem mais concentrado do que o normal. O corpo humano é composto por aproximadamente 63% de água, uma pessoa que ingere grandes água salgada sofre desidratação, os rins não suportariam o excesso de sal e parariam de funcionar agravando mais o quadro de desidratação. A pessoa teria cada vez mais sede e se continuasse a beber água salgada ficaria ainda mais desidratada levando-a a morte.

    Najara Cavalcante.

    Continue reading →
  • Edificações Verdes 11/04/2016

    Slide1 (1)

    Uma das principais funções das construções em que vivemos, trabalhamos e utilizamos como local de lazer é nos proteger contra os extremos da natureza. Sendo que elas também podem afetar a saúde e o meio ambiente de inúmeras maneiras. Com o intuito de reverter o impacto causado por esses empreendimentos, as chamadas edificações sustentáveis vêm ganhando cada vez mais força.

    Edificações sustentáveis, ou verdes, como também são conhecidas, são baseadas na criação de modelos onde se utilizam recursos mais eficientes e processos ambientalmente responsáveis ao longo do seu ciclo de vida. Ciclo esse que engloba a concepção, construção, operação, manutenção, renovação e a desconstrução. 

    São projetadas para reduzir o impacto global da construção. De forma geral buscam:

    * Incorporar materiais sustentáveis em sua construção;

    * Uma eficiente utilização de energia, água e outros recursos;

    * Proteger a saúde dos ocupantes e melhorar a produtividade dos funcionários;

    * Reduzir o desperdício, poluição e degradação ambiental.

    Em qualquer tipo de construção, seja ela nova ou já construída, existe potencial para ser aplicado o conceito de edificação sustentável. Nas já existentes, o projeto pode ser feito buscando remodelação, adaptação e melhoria das operações.

    Quando se leva em consideração a questão econômica, as edificações sustentáveis também trazem benefícios. Entre eles estão inclusos durabilidade, redução de custos de energia, água, operação e manutenção, melhoria na saúde e consequentemente na produtividade dos ocupantes; e o potencial para trazer maior satisfação aos seus frequentadores.

    Irapoan Júnior

    Continue reading →
  • Substantivos incontáveis na língua inglesa- parte II 11/04/2016

    Substantivos incontáveis na língua inglesa- parte II

    Na publicação anterior foi apresentada a questão dos substantivos contáveis na língua inglesa,essa nova publicação, por outro lado, iremos trabalhar com a segunda parte dessa questão, os substantivos incontáveis (uncontouble nouns). Nesse grupo temos a representação de uma ideia de homogeneidade, ou seja, os substantivos incontáveis fazem referência a termos que são vistos mais como uma massa do que vários termos/objetos isolados. Uma outra dica importante para compreender essa mecânica, é a percebermos que quase sempre será utilizado uma unidade de medida específica para tentar contar esses termos. Veja:

     want a glass of water, please.            Quero um copo de água, por favor.

    No caso acima temos “a glass of”/ “um copo de” como uma unidade de medida, visto que em língua inglesa não é correto dizer “uma/duas águas” como falamos e compreendemos em língua portuguesa, por isso é preciso que usemos termos que possam de certa forma demonstrar essa quantidade. É importante salientar ainda que em inglês alguns termos que são incontáveis, em português são contáveis, como a diferença entre music X song, em português ambos os termos representam música e é contável, por outro lado em inglês music representa música como um todo, uma arte e é incontável, enquanto song é a obra em si, uma canção contável:

    She listens to music every day.              Ela ouve música todos os dias.

    He played two excellent songs.             Ele tocou duas músicas excelentes.

    Por fim, assim como nos substantivos contáveis, temos as frases interrogativas que representam essa questão de quantidade incontável:

    How much money do you need?            Quanto dinheiro você precisa?

    Usamos o “how much” que nos dá a ideia de quanto para frases interrogativas, o caso acima ilustra isso, principalmente por dinheiro ser um termo incontável, pois não costumamos dizer quero um/dois dinheiros, e costumamos fazer o uso de uma unidade específica como real/dólar/euro para fazer essa contagem desse termo.

    Fernanda Azevedo

    Continue reading →
  • Por que o Transporte público é ruim? 11/04/2016

    Slide3

    A relação entre transporte coletivo de passageiros e o usuário se torna fragilizada à medida que o serviço prestado pelas empresas de transportes de massa não tem atingido a qualidade devida, fazendo com que os passageiros percam a confiança na qualidade desse serviço. Os usuários então abandonam esta categoria de transporte e passam a se utilizar de meios alternativos de locomoção (motocicletas e veículos leves) o que atenua o ciclo de expansão urbana e a insustentabilidade (ANTP, 1997, p.19), tornando o serviço coletivo cada vez mais caro, inacessível e precário. Essas condições “desumanizam” o espaço urbano e afetam os princípios legais da mobilidade da grande maioria da população.

    Dentre os problemas existentes e que atuam sobre os principais modais, destacam-se questões ligadas à qualidade do serviço de transporte de passageiros, que muitas vezes estão relacionadas com a falta de um monitoramento constante do sistema; informações gerenciais inadequadas; permissionárias de operação e órgão gestor e escolhas inapropriadas tanto do tipo de modal a ser adotado para uma região, como da rota que o mesmo deve percorrer. Na determinação de como resolver esses problemas reside um dos principais desafios do setor de transportes.

    O reflexo de um planejamento adequado gera um combate direto a lógica de insustentabilidade que vem ocorrendo na maioria das cidades de médio e grande porte atualmente. Serviços dimensionados corretamente reduzem os superusos e os subusos, impactando diretamente a quantidade e a emissão de gases poluentes na atmosfera urbana; a superlotação costumeira encontrada nos veículos do sistema de transporte e os gastos que oneram os custos do serviço de transporte de massa das grandes cidades.

    Marcelo Dantas.

    Continue reading →

  • Emergências sociais 04/04/2016

    Gabi

    Dentro do cenário político atual no Brasil estamos assistindo um período de muitas lutas sociais ao mesmo tempo e elas são de extrema importância. Essas lutas possuem classes, lados partidários e pautas definidas. Na história mundial, as mudanças ocorrem por intermédio da mobilização da sociedade para mudar o status quo.

    O conceito define por ser uma tensão social, uma intervenção nas estruturas sociais. Os movimentos sociais são ações coletivas, de grupos organizados, com um propósito em comum (ideológico, valores) que buscam por mudanças sociais, confrontando contextos (historicidades) ou meios políticos.

    Todo movimento social possui uma definição e um propósito. Não existe movimento social que não atenda a uma pauta específica, a um grupo ou classe social e atende sempre a um ideal. Os valores estão de acordo, o que constrói uma identidade para a luta. Mesmo que este movimento tenha uma pauta diversificada, ele sempre terá um objetivo central.

    Um movimento social tem por objetivo atender a uma demanda, uma carência ou carências deste grupo ou classe social, e para mudar o estado atual das coisas, as lutas sociais ocorrem.

    Pensando além das instituições democráticas e o voto, como partidos políticos e o parlamento, as reivindicações são de fundamental importância para a sociedade civil. Com elas temos avanços nos benefícios para a população de forma geral. Como por exemplo, os coletivos e movimentos operários, ambientalistas, feministas, estudantil, negro, de trabalhadores do campo e etc. Essas lutas servem para a criação de leis trabalhistas, contra segregações, violências e racismo, explorações e distribuições de renda, terra…

    Alguns movimentos ultrapassam fronteiras geográficas por conta de sua natureza atender questões mundiais ou com a globalização, por meio de comunicação e informações, como os movimentos ambientalistas por exemplo. Existem também movimentos de atuação centralizada em algumas regiões.

    Para existir um movimento social ele precisa ser bem organizado, com recursos e participantes ativos (ativistas). Um movimento social possui uma bandeira, uma luta constante que se apresenta de forma sistemática para alcançar o objetivo da causa.

    Resumindo: o movimento social serve para atender as emergências sociais, chamar a atenção para uma consciência social e busca um ajustamento estrutural na sociedade.

    Gabriela Magalhães.

    Continue reading →
  • A Origem do Just in Time 04/04/2016

    Slide1

    Para alguns, que estão cansados de ouvir sobre essa filosofia, este artigo pode parecer chover no molhado, mas o objetivo é além de demonstrar uma poderosa política empresarial, é mostrar a força da observação.

    O Just in Time, é mais do que apenas uma ferramenta, ele é uma filosofia que guia toda uma produção, toda uma organização. Antes de seu surgimento a principal forma de se gerenciar a produção e a operação de uma organização era ainda com a utilização de conceitos desenvolvidos por Taylor e Ford. Entre esses conceitos existia a ideia de se tornar o dono do máximo de processos possíveis. Ford, por exemplo, possuía fazendas de produção de látex na Amazônia para que pudesse utilizá-lo na fabricação dos pneus de seus carros. Essa é a chamada estratégia de verticalização. Em um primeiro momento essa estratégia pode ser vantajosa, mas em cenários de dificuldades e incertezas torna-se difícil a gestão efetiva da companhia dona do core business da organização e de uma outra que fornece um insumo para a produção. Essa prática era a reinante no momento do surgimento da filosofia just in time.

    O Just in Time então surge como um elemento que irá planejar e organizar a produção de tal forma, que os insumos necessários somente estarão disponíveis no momento exato de sua aplicação no processo produtivo. E a observação? A observação e análise crítica deve estar presente o tempo todo na vida de uma organização. Nesse caso em particular, uma observação gerou a formulação da ideia básica do just in time. Taiichi Ohno, “pai” do Just in time, enquanto trabalhava como engenheiro de produção da Toyota Co., observou que as donas de casa iam ao supermercado comprar o que necessitavam para fazer um bolo, ou um jantar, apenas quando aquele item era necessário. Ele verificou que essas donas de casa não tinham estoques desses itens. Pensando a partir dessa ideia, ele verificou que para a eliminação de desperdícios e melhorias no processo, as indústrias deveriam se comportar como as donas de casa, recebendo “apenas o que é necessário, no momento necessário, e na quantidade necessária”.

    O just in time trouxe diversas ferramentas de controle que visam a melhoria da produção. Ferramentas que dão suporte para uma efetiva implementação e aplicação desta filosofia. Todo seu histórico, todos os exemplos de sucesso atrelados à proposta Just in Time e todo o resultado potencial da filosofia, mostram que a relevância para o momento atual é significativa. Sua aplicação pode determinar o sucesso ou fracasso de uma indústria, por isso, ela deve ser considerada como alternativa antes que outras medidas mais radicais sejam adotadas.

     

    Andrei Marinho

    Continue reading →
  • 31 de Março: Uma data para jamais esquecer 04/04/2016

    Luiza (1)

    No dia 31 de março de 1964, o Brasil iniciou um dos períodos mais sombrios de sua História: a Ditadura Militar. Nos dias caóticos e turbulentos que vivemos atualmente vemos uma série de indivíduos pedirem o retorno dos militares ao poder. Ao que parece, a esses cidadãos falta o conhecimento da História de seu país…
    João Goulart, conhecido como Jango, assumiu o governo após a renúncia de Jânio Quadros em agosto de 1961. Desde o início, Jango enfrentou uma série de dificuldades em dar andamento ao seu mandato por ser visto com desconfiança pelas camadas mais conservadoras que enxergavam no presidente um caminho para instalação do comunismo no Brasil. O “medo vermelho” foi uma das principais justificativas para que os militares, apoiados por parte da população, arquitetassem um golpe de estado(Para quem não sabe, um golpe de estado é quando se derruba ilegalmente um governo constitucionalmente legítimo) que retirou Jango do poder.
    O dia 31 de março de 1964 foi o dia que os militares chegaram ao poder, mas acima de tudo foi o começo de um período onde nossa pátria se viu sem um de seus maiores bens: a democracia. A partir daquele momento, não havia garantias. Violência, censura, tortura, medo e mentiras foram as palavras que mais marcaram os 21 anos desses governos.
    Após cinquenta e dois anos que o dia 31 de março sirva como um importante momento de reflexão da importância da democracia para a construção de um país mais justo e mais igualitário para todos. Que o dia 31 de março sirva como um exemplo daquilo que nunca mais queremos ver e/ou viver.
    Luiza Sarraff.
    Continue reading →
  • Conhecendo Machado de Assis 04/04/2016

    paulo

    Muito frequente nas suas aulas e provas de literatura brasileira e nas suas provas de vestibular, Joaquim Maria Machado de Assis é considerado o grande nome da literatura nacional (que engloba da poesia até o conto, já que em suas vasta coleção, Machado conta poemas, romances, contos, cronicas e peças teatrais) e fundador da Academia Brasileira de Letras. Durante uma infância pobre, Machado de Assis, tendo superioridade intelectual e sagacidade ímpares, galgou seu caminho ao topo começando a escrever – muito cedo – suas crônicas e contos em jornais locais. Ele conseguiu ser notado através de suas qualidades e esforço pessoal, uma vez que passou por diversos empregos (em ministérios do governo, inclusive) para ter seus objetivos alcançados. Machado de Assis iniciou seus trabalhos no movimento literário romântico (romantismo), mas logo mudou seu estilo e foi o responsável por introduzir o realismo no Brasil, através da publicação da aclamada obra “Memórias Póstumas de Brás Cubas” em 1881. Em suas obras realistas, não há total rompimento com características do romantismo, mas há a presença forte de ironia e pessimismo, acentuando ainda mais o realismo ali presente. “Quincas Borda” e “Dom Casmurro” também são produções de extremo sucesso por parte do autor, que influenciou e marcou toda uma geração literária. Até hoje, Machado de Assis, falecido em 29 de setembro de 1908, é tido como referência da literatura brasileira.

    Paulo Leal

    Continue reading →
  • Como se estrutura um edifício ? 04/04/2016

    Marcelo

    Talvez você, como muitos, se pergunte como é feito o planejamento de uma construção.Nesse post, falaremos de como é idealizado o processo de estrutura de edifício. Podemos dividir os estudos para a realização em 3 partes:

    • Projeto Estrutural
    • Estados de Limite Últimos
    • Estados de Limite de Serviço

     Projeto Estrutural

    É idealizado a construção entre cliente/empreendedor/construtor  para que seja feito de maneira que agrade a ambos os lados. Após isso, ocorre o estudos de viabilidade do terreno. Nessa fase é definido se o projeto é legal e com isso o terreno é comprado.

    Tendo isso definido, entramos na fase do Projeto Legal onde ocorre o estudo do projeto de estrutura (anteprojeto), que inclui planta baixa com a locação de elementos ( Pré-dimensionamento)   e cortes básicos.

    Aprovado o Projeto legal, entramos na fase do Projeto Pré-executivo e executivo de arquitetura. O projeto executivo de estrutura já apresenta cota, níveis, detalhamento de seções….

    Estados de Limites Últimos (ELU)

    Essa é a segunda fase, onde são estudados os seguintes aspectos:

    • Quando ocorre o esgotamento da capacidade resistente das seções.
    • Quando ocorrerá a instabilidade da estrutura.
    • Quando ocorre a perda de estabilidade do corpo rígido.

    Estados Limites de Serviço (ELS)

    Por fim, são estudados os seguintes aspectos:

    • Quando ocorrerá deformação excessiva na estrutura.
    • Quando ocorrerá abertura de fissuras;
    • Estudo de descompressão.
    • Estudo de descompressão parcial.
    • Estudo de compressão excessiva.
    • Estudo de Vibrações excessivas.

    Ao fim dessas 3 fases, temos certeza que nossa estrutura está bem projetada .

    E aí ? Gostou de saber as etapas de uma construção? Espero que sim.

    Um grande abraço e até a próxima.

    Marcelo Dantas

     

     

    Continue reading →
  • Aerodinâmica Básica de Avião 28/03/2016

    Slide1

     

    O avião de Santos Dumont, moto propulsionado  revolucionou a forma como transportamos pessoas e cargas no mundo Globalizado pós 2 º guerra. Desenvolvido em meados de 1906 . Esta máquina alada causa fascínio e temor nas pessoas. A maioria destas não sabem como o avião voa e porque caem e isso é oque tentaremos explicar hoje. As aeronaves possuem em suas asas um formato Aerodinâmico chamado aerofólio, por conta deste formato e da propulsão gerada por seu conjunto motor, o ar passa por cima e por baixo das asas  desenvolvendo uma diferença de pressão entre as duas superfícies ( intradorso e extradorso)  que resulta na forca de sustentação ( fig.a) . Tal modelo pode ser compreendido da formula de continuidade de Bernoulli.

    Considerando o avião partindo de  uma posição no solo de 1 para 2 e a diferença de alturas  y2-y1 =0 ,no instante imediatamente antes de decolar e depois de partir.

    Considerando que o avião partiu do repouso em v1=0 e p1 é essencialmente a pressão atmosférica podemos substituir a variação de pressão por uma única pressão resultante chamada pressão aerodinâmica:  sendo assim p= ½.ρ ( v2 ); como p = F/A onde F é a Forca aerodinâmica de sustentação e A é a área banhada pelo fluído . Chegamos a equação clássica do voo.

    Carece apenas uma  correção com o coeficiente de sustentação CL. Onde:

    CL- uma função da geometria do Aerofólio e/ do ângulo que a aeronave faz com o solo ;

    A – área de Asas ; ρ – Densidade do Ar

    Podemos afirmar que qualquer pertubação  neste coeficiente aerodinâmico pode gerar uma queda na força de sustentação  até sua total perda, este fenômeno comumente é chamado de Estol. Desequilibrando o diagrama de forças demonstrado na fig.b (representado pelo arrasto aerodinâmico D, o peso, a propulsão ou Empuxo e a sustentação). Por conta dele os aviões civis de aviação comercial,  comumente não performam ângulos de ataque  maiores que 45 graus. Pois a Camada limite que circunda a asa tende a descolar, deixando de garantir a sustentação da aeronave. Fique tranquilo a próxima vez que pegar um voô , os aviões ainda são a maneira mais segura de se transportar de maneira eficaz e eficiente e contam com multisuperfícies de controle de voo que garantem o controle da estabilidade aerodinâmica.

    André Rodrigues

    a

    Fig a

     b

    Fig b

    Continue reading →

  • Cartografia Temática – Parte Final 28/03/2016

    pamela

     

    Mapas temáticos qualitativos

    Sabendo que os mapas qualitativos representam informações nominais, estes adotam conceitos e metodologias no processo de diferenciação. Assim, trabalham a representação dos elementos a partir de pontos, linhas e polígonos.

    Os símbolos de pontos são utilizados para representar lugares ou dados de posição e podem ser classificados como pictóricos, geométricos ou associativos.

    Os símbolos pictóricos estão associados à forma do objeto ou fenômeno a ser representado. Dessa maneira, as legendas não são de extrema necessidade ao leitor. Nos símbolos geométricos essa associação com o objeto ou fenômeno não existe, sendo que as formas são compostas por círculos, triângulos, estrelas etc. A combinação dos símbolos pictóricos e geométricos dá origem aos símbolos associativos.

    Para representação de fluxos de rodovias, cursos d’água e contornos em geral, são utilizados os símbolos lineares. As linhas se diferem em cores, espessura, brilho, continuidade, fechamento e complexidade.

    Os polígonos caracterizam a ocorrência de algum fenômeno em um determinado recorte espacial. Sua diferenciação se dá através das cores, contornos ou hachuras.

    Pâmella Vianna

    Continue reading →

  • A Importância da Matemática Financeira 28/03/2016

    bruno

    A matemática financeira é um campo da matemática que tem como principal finalidade o estudo do comportamento monetário ao longo do tempo. Entendendo que o capital financeiro pode sofrer mudanças com o decorrer do tempo (desvalorização ou valorização da moeda), é necessário que se façam ajustes, tal função é realizada pela matemática financeira. A taxa de juros (compostos ou simples), o capital e o tempo são as principais variáveis envolvidas no processo de quantificação financeira .

    Além de muito aplicada no ramo empresarial, essa ferramenta matemática é bastante utilizada no cotidiano das pessoas, como o cálculo das prestações de um financiamento, de um imóvel ou de um carro. Se o consumidor dominar bem essa ferramenta, ele certamente poderá optar pela alternativa mais viável, de acordo com seus recursos financeiros.

     Se na vida pessoal a matemática financeira já mostra ter grande importância, agora imagine no ramo empresarial em que as rendas são muito maiores do que de uma família. Por isso essa ferramenta é de extrema importância e muito utilizada neste ramo, visto que se ela é aplicada de forma correta e precisa, trará rentabilidade maior para a empresa, possibilitando o processo de maximização de lucros e, fazendo assim, a empresa crescer cada vez mais .

    Bruno Brito

    Continue reading →
  • Origens do Estado Islâmico 28/03/2016
    luiza
    Origens do Estado Islâmico
    Na última terça-feira, dia 22/03, o mundo ficou novamente chocado com a truculência do grupo terrorista conhecido como Estado Islâmico, após um atentado que deixou mais de trinta mortos e mais de 270 feridos. Mas quem é este grupo?
    O extremismo deste grupo remonta a uma organização conhecida como “Irmandade muçulmana” que tem sua origem em meados da década de 20 do século XX. Este grupo visava construir uma organização política que desse unidade a comunidade islâmica no Oriente Médio e norte da África, defendendo ideias como a Sharia(conjunto de leis islâmicas que rege os aspectos da vida de um muçulmano e que podem ser aplicadas e interpretadas de diferentes maneiras de acordo com o local e o governo) e a Jihad(guerra santa que visa estabelecer a religião muçulmana e suas leis). Na década de 50, após a morte do fundador, Al-Bana, tivemos o despontar de uma figura mais radical, Sayyid Qutb. Qutb desenvolveu um conjunto de fundamentos que prezam pela supremacia de Allah e do Alcorão, destacando que os direitos e os deveres provém deste texto. Além de instigar o ódio a aqueles que distorcem os valores da religião muçulmana. A fundamentação ideológica dos grupos extremistas em sua maioria provém desta organização.
    Apesar de sua fundamentação ideológica ser antiga, o Estado Islâmico é bastante recente. O grupo surgiu durante a Guerra do Iraque, iniciada após os atentados de 11 de setembro, como um parte da Al-Qaeda que atuava na fronteira entre Síria e Iraque. Porém, o grupo começou a atuar de acordo com suas próprias regras e de maneira bem mais atroz que a Al-Qaeda, gerando uma ruptura entre esses grupos.
    Desde 2014, o grupo vem atuando nas regiões da Síria e do Iraque, tendo conquistado as maiores cidades desta área. Buscando espalhar sua visão extremista do islamismo, o EI vem fazendo uso de técnicas extremamente violentas nas regiões que dominam(decaptações,genocídios,mutilações, etc) e espalhando o terror no ocidente através de ataques que demonstram seu ódio.
    Importante destacar que o EI é um grupo radical extremista que busca impor sua ideologia através da violência e não deve ser confundido com a maioria islâmica que repudia estas atitudes e preza pela paz.
    Luiza Sarraff
    Continue reading →
  • Por favor, não esqueçam a Febre Chikungunya! 28/03/2016

    ira

    Por favor, não esqueçam a Febre Chikungunya!

    Com todos os holofotes voltados para o Zika vírus, a febre Chikungunya tem ficado esquecida nas rodas de conversa. Conhecida como a “prima” da Dengue, vem causando imensurável morbidade e morte em alguns seres humanos. Até o final de 2015, o Brasil já contava com 7.823 casos confirmados.

    Essa doença é causada pelo vírus Chikungunya (CHIKV) e é transmitida pelo mosquito Aedes. Um estudo coordenado pela Fiocruz em parceria com o Instituto Pasteur, da França, evidenciou que os mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopicuts, presentes no Brasil, são altamente capazes de propagar a infecção.

    A transmissão da febre Chikungunya ocorre quando mosquitos contraem o vírus, se alimentando do sangue de uma pessoa infectada, e picam outros indivíduos. Nesse processo existe um período de incubação, onde após picar alguém doente, o mosquito leva em torno de 10 dias para ser tornar capaz de transmitir o vírus. Na pessoa que foi picada, os sintomas da doença começam a aparecer em um período de 2 – 12 dias.

    Em relação aos sintomas, é observado na fase aguda da doença febre (geralmente maior que 39°C) e artralgia (dores intensas nas articulações).  Em alguns casos, também houve prevalência de erupções cutâneas, sensação de debilidade e falta de vitalidade (tanto física como intelectual) e em menor frequência, sintomas digestivos.  Atipicamente, foram relatadas algumas complicações neurológicas. Vale ressaltar que, de um modo geral, alguns dos sintomas são bastante parecidos com os da dengue.

    Enquanto a maioria dos infectados apresentam melhoras após dez dias, idosos, pessoas com outras doenças e crianças são um grupo de alto risco para manifestações atípicas ou mais graves.  Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, já foram registradas 21 mortes causadas pela febre Chikungunya.

    Ainda não há vacina disponível para esta doença. Da mesma forma que nenhum estudo avaliou com precisão a eficácia dos diferentes tratamentos sintomáticos. Mas, tem sido recomendada a utilização de paracetamol/acetaminofeno e drogas anti-inflamatórias não esteroides. Aspirina deve ser evitada, devido o risco de hemorragia.

    Irapoan

    Continue reading →
  • Substantivos contáveis em Língua Inglesa 28/03/2016

    fe

     

    Substantivos contáveis em língua inglesa

     Countable nouns

     

    No momento em que estudamos uma língua estrangeira é muito comum associarmos características e regras da nossa língua materna com a língua estrangeira em questão. Em relação à língua portuguesa e a língua inglesa não é muito diferente, existem assuntos que são peculiares a cada um dos idiomas e que costumamos confundir entre si, dentre eles temos a questão dos substantivos contáveis (countable nouns) característicos da língua inglesa.

    Os substantivos contáveis são os nomes de objetos, pessoas, lugares e animais que podem ser enumerados tanto no singular quanto no plural. Observe:

                        A book – Um livro      Some books– Alguns livros         

        The book – O livro       Seven books– Sete livros

    My book– Meu livro     Your books– Seus livros

    This book– Esse livro    Those books- Aqueles livros

     

    Percebemos no exemplo acima que quando no singular os substantivos contáveis podem vir precedidos de artigo definido (the) ou mesmo de artigo indefinido (a/an) assim como pronomes demonstrativos (this/that) e possessivos (my/your…). Já no plural temos numerais (one/two…) e pronomes indefinidos (some/any…), demonstrativos (these/those) e possessivos (my/your…).

    Outra questão pertinente em relação aos substantivos contáveis são as frases interrogativas referentes às quantidades, temos a expressão “how many” (quantos/quantas) que sempre será utilizada no início dessas frases:

     

    How many apples do you want to eat?    Quantas maçãs você que comer?

    Por meio do exemplo acima percebemos claramente essa relação entre o “how many” e os substantivos contáveis, ou seja, se perguntarmos “How many apples do you want to eat?”, consequentemente a resposta será contável do tipo “I want to eat one apple”- quero comer uma maçã. Com isso, é possível observar a importância de compreender essa peculiaridade dos substantivos contáveis na língua inglesa, visto que no português não possuímos termos distintos para utilizar em frases interrogativas referentes à determinada quantidade.

    Fernanda Azevedo

     

     

     

     

    Continue reading →
  • Energia: A Essência da Vida 25/03/2016

    No mundo atual, muito se fala em enegia. Sabe-se que ela é essencial à vida. O papel do Sol, do petróleo e de outros combustíveis é de vital importância para que se consiga a energia que nos mantém vivos e que faz nossas máquinas e mecanismos funcionarem. Novas fontes de energia estão sendo consequentemente investidas, para substituir outras já quase esgotadas.

    Mas, afinal, o que é energia?

    Na verdade, o conceito é difícil de ser definido. Apesar disso, a ideia está tão arraigada em nosso cotidiano que praticamente a aceitamos sem definição. Assim, as considerações a seguir não trazem em si o objetivo de definir energia, mas sim de  relacioná-la com outros conceitos físicos já estudados. Veremos que muito frequentemente a energia está associada ao movimento ( energia cinética). No entanto, mesmo estando em repouso um corpo pode possuir energia, apenas em função da posição que ocupa ( energia potêncial). Ou ainda produzida por uma onda de calor (energia térmica) ou por corrente elétrica ( energia elétrica).

    Tipos de Energia

    • Energia Cinética
    • Energia Potencial Gravitacional
    • Energia Potencial Elástica
    • Energia Térmica
    • Energia Elétrica

    A soma das energias cinética, potencial gravitacional e elástica é chamda de Energia Mecânica.

    Legal saber sobre os tipos de energia né?

    Um forte abraço e até a próxima,

    Marcelo Dantas

    Fonte: Fundamentos da Física I – Autor: Ramalho/Nicolau/Toledo

    Continue reading →

  • Água: Bem Finito – Parte 2 21/03/2016

    Slide1 (2)

     

    No último texto, falamos sobre a distribuição natural da água no nosso planeta, e identificamos que estamos vivendo um problema de distribuição da mesma. Então, quais são os fatores e agentes para entendermos a origem do problema? Veremos a seguir:

    Aumento de consumo: aumento das atividades produtivas, desenvolvimento econômico, aumento da produção em economias periféricas ou emergentes, consumo de produtos que levam muita água na sua produção, crescimento populacional, entre outros.

    Poluição e degradação das reservas hídricas: atividades antrópicas, que em seu uso, poluem rios e mananciais em curto período de tempo (despejo de esgoto, agrotóxicos pelas atividades agrícolas, despejo de dejetos pelas indústrias, ausência de saneamento básico, poluição dos solos, etc.).

    Degradação dos recursos naturais: a poluição altera o equilíbrio natural da Terra. O desmatamento e as queimadas geram erosões no solo e nas margens dos rios, que gera o assoreamento dos rios, que por sua vez diminuem sua vazão ou secam. A vegetação gera umidade para atmosfera, que podem originar as chuvas, além de preservarem o solo e as nascentes dos rios.

    Mudanças climáticas: não é um consenso na comunidade científica, mas existe a teoria de que a poluição aumenta as temperaturas da Terra, o que gera o aquecimento global, que altera o ciclo da água no planeta, causando secas e problemas constantes com o abastecimento de água. É um tema polêmico e com ressalvas, pois não existe uma única conclusão em relação à crise hídrica no planeta.

    Infraestrutura: mesmo nos locais que possuem certa disponibilidade de água, a distribuição para população e para as atividades produtivas é escassa, devido à falta de investimento do poder público, básico na maioria dos casos, para promover a distribuição da água. As questões econômicas se agravam nos países periféricos.

    E ainda existe a questão física do lugar, como desertos e zonas áridas, que assim precisam de sistemas alternativos como: reúso da água, dessalinização da água do mar, transposição de rios e muitos outros.

    Agora, quem mais consome?

    • O setor agrícola. Cerca de 70% de toda água doce do planeta vai para irrigação e a maior parte não pode ser reaproveitada, pois foi contaminada pelo uso de agrotóxicos de forma exacerbada.
    • A atividade industrial usa cerca de 20% e o processo que mais consome água é na produção de couro (16,6 mil litros de água).
    • O consumo doméstico, com 10% de uso, que vai de: beber água até a limpeza na habitação, entre outros.

    solução

    Temos no Brasil 12% de toda água potável do planeta, em um país com proporções continentais e com distribuição geográfica natural de água irregular. As áreas menos povoadas possuem maior concentração de água, enquanto as mais povoadas possuem o inverso.

    Distribuição dos recursos hídricos e densidade demográfica do Brasil:

    solução2

    O que podemos concluir de tudo isso é que, com planejamento e vontade política de cunho social, ações que preservem as reservas florestais a nível nacional e global, e conservando as fontes de água planetária, podemos conservar este recurso vital e distribuir de forma consciente a água em qualquer território, mesmo que ele sofra com má distribuição natural.

    Gabriela Magalhães.

     

    Continue reading →
  • Pensando o Movimento Feminista 21/03/2016
    Slide1
    O mundo pós segunda guerra mundial, com um cenário mundial polarizado em decorrência da Guerra Fria, trouxe as sociedades da humanidade novas formas de pensar a realidade. É neste contexto que ao longo das décadas de 60 e 70 inúmeros movimentos sociais surgiram questionando a economia, a sociedade, os padrões culturais e de consumo, o capitalismo e etc. Neste fervor é que observamos uma ampliação de atuação e das pautas de mulheres, através do feminismo.
    O movimento feminista veio contestando todo tipo de opressão sofrida pelas mulheres, destacando a importância de construirmos uma sociedade igualitária para todos.
    Desde as décadas de 60 e 70 até os dias atuais, o feminismo veio se constituindo como um importante movimento social que possui grande atuação nas discussões do campo de teoria política. Com uma pauta que luta pela ampliação dos direitos das mulheres(políticos, trabalhistas,civis), que denuncia as desigualdades e as violências sofridas por mulheres, questiona o papel tradicional da mulher e seu lugar na sociedade. Através de sua perspectiva desafiadora e questionadora, o feminismo criticou e critica as estruturas sociais vigentes em todos os seus aspectos.
    A luta das mulheres por direitos e por uma sociedade mais justa é uma parte muito importante da história, apesar de pouco conhecida e muito discriminada. É importante que a conheçamos para que possamos compreender que o feminismo é uma outra forma de olhar o mundo que vivemos, uma forma que não esconde as desigualdades e tenta buscar um caminho mais equalitário para todos.
    Luiza Sarraff
    Continue reading →
  • Rascunhos sobre realidade e representação 21/03/2016

    Slide1 (1)

    Levando em conta a confusão em que muitas pessoas se encontram no momento de definir a veracidade de uma obra literária – ou até mesmo de um discurso – pretendo desfazer um pouco essa confusão e confundir um pouco mais essa definição.

    Há pessoas que acreditam que uma obra “baseada em fatos reais” é a realidade propriamente dita. Porém, observando a realidade enquanto uma verdade absoluta, seria de imensa complexidade apresentá-la num texto/discurso/testemunho. Quando alguém nos conta ou nos escreve sobre algum acontecimento de sua vida, esse alguém não nos narra o fato, o que ela tenta com esforço (ou não) é representar a realidade. O fato, o acontecimento foi dado, ocorreu. Todavia, a enunciação não é a realidade, o fato. Vivemos o fato, o acontecimento e a partir do processo de rememoração tentamos dar o máximo de veracidade ao evento que experienciamos.

    E quanto aos textos autobiográficos/biográficos? A meu ver, eles também consistem numa representação ficcional da realidade. Destarte, é possível representar a realidade propriamente dita ou existem eventos irrepresentáveis? Sobre essa indagação, cabe estabelecer um paralelo com a citação do conto Espelho de Guimarães Rosa: “Tudo, aliás, é a ponta de um mistério. Inclusive, os fatos. Ou a ausência deles. Duvida? Quando nada acontece, há um milagre que não estamos vendo.[1] ”.

    Fillipe Neves.

    [1] ROSA, José Guimarães. O espelho. In.: Primeiras estórias. – Rio de Janeiro : Nova Fronteira, 2001, pp. 119-128.

    Continue reading →

  • Verdades e mentiras sobre a previdência social 20/03/2016
    A seguridade social, conquista adquirida com a Constituição de 88, abrange não só a previdência mas também a saúde pública e a assistência social, e tem por intuito alcançar uma sociedade livre, justa e solidária, por meio de sistemas como o SUS, SUAS, Susan e FAT.
    Um dos principais questionamentos em relação à seguridade social é que esta seria cara demais, sobretudo por conta da previdência. De fato, quando se pensa que é muito comum que diversos trabalhadores trabalham por aproximadamente 30 anos, recolhendo 11% de seus salários para o INSS, e muitos vivem 20, 30 anos após se aposentarem, não é infundada a análise de que a conta, se não fecha hoje, tende a não fechar no futuro, uma vez que a população vem envelhecendo.
    Um dos pontos mais recorrentes na grande mídia é a discussão acerca do “déficit da previdência”. Trata-se, no entanto, de uma inverdade. Explicarei os motivos:
    – Existem dois tipos de previdência: a previdência urbana e a previdência rural. Na previdência urbana, consideram-se os trabalhadores assalariados que contribuem e os beneficiários que contribuíram. Na previdência rural, os agricultores familiares e os beneficiários que não contribuíram;
    – A previdência urbana, hoje, é superavitária. Possivelmente, pode se tornar deficitária no longo prazo, se não houver uma reforma;
    – A previdência rural é deficitária. Para compensar os eventuais déficits, no entanto, estão previstos na constituição diversos outros meios de arrecadação, como se pode observar nos artigos 165, 194, 195 e 239. Alguns exemplos são: RGPS, CSLL, PIS/Pasep e Cofins.
    Assim, falar em hoje em “déficit da previdência” é inadequado. O que acontece é que algumas receitas não são devidamente direcionadas ao setor.
    Matheus Brito.

     

    Continue reading →
  • Gauss: O Precursor da Progressão Aritmética 19/03/2016

    A definição de Progressão Aritmética é muito difundido na Matemática, pois provém o resultado de uma
    sequência numérica de uma determinada constante, denominada razão, com exatidão e de maneira mais simples do que seria fazendo sucessivas contas. A origem do conceito da P.A. aconteceu em uma sala de aula, na qual um professor incomodado com a bagunça da turma passou a seguinte tarefa para os alunos: obter a soma de todos os números de 1 a 100 , esperando assim ocupá-los. Mas para sua surpresa, um de seus alunos, com 8 anos de idade aproximadamente, encontrou a resposta em poucos minutos: 5050. Até então desconhecido, Johann Carl Friedrich Gauss (1777-1855), ainda criança, inventou assim a soma da Progressão Aritmética. Afinal, o que é o conceito de P.A.?

    a) N-ésimo termo de uma P.A.:
    A fórmula abaixo é usada quando se quer determinar o n-ésimo termo de uma progressão aritmética.
    an = a1 + (n – 1) . r
    an = n-ésimo termo que se quer determinar.
    a1 = primeiro termo da sequência.
    n = número de termos da sequência.
    r = razão da sequência, encontrado pela diferença de um termo e seu antecessor

    b) Soma dos n primeiros termos:
    Podemos fazer a soma de n termos de uma progressão aritmética por meio de uma fórmula, que será:
    Sn = ((a1 + an) . n) / 2
    Sn = soma dos n termos
    a1 = primeiro termo da sequência.
    an = n-ésimo termo da sequência.
    n = número de termos da sequência.

    E essas duas fórmulas são muito usadas pra solução de diversos problemas cotidianos , como descobrir
    um termo muito grande de uma sequencia numérica que segue os padrões da P.A. ou a soma desses termos.

    Bruno Brito

    Continue reading →
  • Cartografia temática – Parte 2 13/03/2016

    Slide1

    Os mapas temáticos podem ser classificados de acordo com a natureza dos dados sobre os quais estão sendo elaborados:

    • Mapas qualitativos ou nominais: representam informações qualitativas dos objetos mapeados. São mapas geológicos, mapas climáticos, enfim, são aqueles que descrevem alguma característica nominal a ser representada;
    • Mapas ordenados: são os que representam informações hierárquicas entre os objetos ou recortes espaciais. São os mapas de hierarquia urbana, por exemplo;
    • Mapas quantitativos: são os que quantificam, fazem um contagem de algo ou alguma coisa que ocorre na superfície terrestre. Como exemplo podemos citar os mapas de população.

    Os mapas temáticos também podem ser classificados a partir dos seus objetivos:

    • Mapas de inventário: representam qualitativamente a distribuição de um tema no espaço geográfico, em sua maioria são mapas quantitativos;
    • Mapas analíticos: representam quantitativamente ou hierarquicamente os fenômenos ou objetos;
    • Mapas de síntese: são difíceis de serem classificados pois trabalham com informações qualitativas, quantitativas e ordenadas simultaneamente.

    Na próxima publicação, falaremos sobre os mapas temáticos qualitativos e ordenados.

    Pâmella Vianna

    Continue reading →
  • Mulheres na luta pelo direito: O Direito ao voto no Brasil 13/03/2016
    Slide1
    Durante séculos as mulheres no Brasil foram relegadas ao confinamento doméstico e a exclusão de direitos sociais básicos. Mas a partir do século XIX, mulheres ligadas a circuitos mais intelectualizados da sociedade começaram a se organizar na busca da ampliação desses direitos.
    Na segunda metade deste século, as vozes de Nísia Floresta, Violante Bivar e Velasco e Francisca Diniz se fizeram ouvir através de publicações exclusivamente femininas que tinham como bandeiras a educação e o direito ao voto. Estas discussões chegaram ao Congresso em 1891 e foram totalmente rejeitadas.
    A luta se manteve e ganhou força total na década de 1920. Mulheres como Bertha Lutz e Maria Lacerda de Moura foram nomes que se destacaram como importantes lideranças no movimento sufragista feminino brasileiro neste período. As mulheres se mobilizaram através de organizações, de publicações nos meios impressos, fizeram campanhas e se articularam com políticos na busca da ampliação de seus direitos.
    No ano de 1927, o Estado do Rio Grande do Norte deu um passo junto a igualdade de direitos e permitiu o voto feminino.
    A chegada de Getúlio Vargas ao poder indicou uma posição favorável ao sufrágio feminino. No ano 1931, o presidente liberou um código provisório que cedia a determinadas mulheres o direito ao voto. Grande avanço, porém excludente. Apenas em 1932, com o novo código eleitoral brasileiro, que abriu-se a oportunidade para mulheres votarem sem qualquer distinção.
    A luta pelo sufrágio feminino é um episódio fundamental na história das mulheres e da cidadania brasileira. Que todas nós sejamos conhecedoras destas lutas para que tenhamos em mente que para sermos enxergadas como cidadãs hoje, no passado, muitas mulheres sofreram e lutaram para escrever uma nova história.
    Continue reading →
  • Doenças Alérgicas: A Próxima Vítima pode ser Você 13/03/2016

    Slide1

    As doenças alérgicas são bastante comuns, acometendo cerca de 30% da população mundial e podendo comprometer a qualidade de vida de crianças e adultos. Além disso, são financeiramente custosas tanto para o doente quanto para o sistema de saúde.

    O sistema imunológico é o responsável por proteger o corpo humano de vírus, bactérias e outros organismos que causam doenças. No entanto, algumas vezes o sistema imune responde de forma exagerada (hipersensibilidade) a alguns agentes (ácaros, fungos, insetos, pólen, alimentos, medicamentos, etc.) e dá origem as chamadas doenças alérgicas. Entre as existentes, podemos destacar: asma, rinite, sinusite, conjuntivite, eczemas, reações a medicamentos e alergia a picada de insetos. Existe uma forma mais grave de doença alérgica chamada anafilaxia, que pode comprometer o funcionamento de diversos órgãos e sistemas. É considerada uma emergência médica que requer cuidado imediato e um acompanhamento posterior com o alergista.

    O diagnóstico das doenças alérgicas é feito principalmente por pesquisa do histórico clínico (anamnese) e exame físico do paciente. Também podem ser solicitados exames complementares caso o médico alergista julgue necessário. Os mais utilizados nesses casos são: testes na pele (cutâneos), exames laboratoriais, diagnósticos por imagem, dietas de eliminação, testes de provocação, entre outros.

    O tratamento pode ser feito por diferentes abordagens:

    * Afastamento do alérgeno responsável;

    * Medicamentos que tratam os sintomas da doença;

    * Medicamentos que limitam as respostas inflamatórias;

    * Imunoterapia.

                Quando se trata de alergias, a falta de informação sobre tratamentos adequados e as melhores medidas de prevenção é muito grande. Condutas impróprias como automedicação podem agravar o problema, visto que não é difícil uma pessoa confundir alguns sintomas da alergia com outras doenças.

    Irapoan Bertholdo

     

    Continue reading →
  • Aprendendo Como e Quando o Usar o Por que 13/03/2016

    Slide1

     

                        PORQUE /POR QUE / PORQUÊ/ POR QUÊ?

     

    A língua portuguesa é o sexto idioma mais falado do mundo, apesar disso, temos consciência do alto grau de dificuldade que ela apresenta. Mesmo para nós, falantes de português do Brasil, em algumas situações apresentamos algumas dúvidas em relação ao uso de certos termos. Um caso importante são os diferentes usos dos porquês, visto que temos quatro formas que representam significados diferenciados em um texto.

     

    O primeiro caso, o PORQUE, é uma conjunção causal ou explicativa que tem relação de causa entre um termo e outro, tem valor  semelhante a “pois”, “pelo motivo de” e “para que”,como em:

            Não fui ao parque porque tinha que trabalhar. (explicação)

            Acho que não veio trabalhar, porque estava doente. (causa)

    Já em POR QUE, há a junção entre a preposição por + que pronome interrogativo ou indefinido que possui a ideia de “por qual razão” ou “por qual motivo”, muitas vezes utilizados em perguntas, veja:

             Por que você não veio ao curso ontem?

             Por que demorou a chegar?

    É importante ressaltar que quando houver a junção entre a preposição por + o pronome relativo que com valor de “pelo qual”, não usaremos em perguntas e sim no meio da sentença:

            O bairro por que passamos era encantador. (pelo qual)

    PORQUÊ sempre vem acompanhado de um artigo, pronome, adjetivo ou numeral, e por isso é semelhante a um substantivo, é “o motivo”:

            Gostaria de saber o porquê do seu atraso? (motivo)

    Por fim, POR QUÊ costuma vir antes de algum ponto, seja final, exclamativo ou de interrogação,e por isso sempre será acentuado, e nos apresenta a ideia de  “ por qual motivo” e “por qual razão”:

             Ir trabalhar a pé, por quê? Vamos de carro!

     Fernanda Azevedo

    Continue reading →
  • Mobilidade Urbana: O Desafio do Século XXI 13/03/2016

    Slide1

     

    Mobilidade urbana, com excelência, é um conceito fundamental para uma sociedade que busca ser moderna nos dias de hoje, e, talvez seja, um dos maiores desafios do século XXI. Sua importância está ligada desde a economia de um país até as atividades sociais realizadas pelas pessoas. Com isso, a cada dia, cresce a responsabilidade do setor de transporte que se vê às voltas com o desafio de encontrar soluções que aperfeiçoem a transportação (seja de indivíduos ou de cargas), unindo eficiência, rapidez e capacidade. Para isso, tornam-se indispensáveis investimentos na melhoria e criação de sistemas interligados de transportes – as chamadas malhas – e tendo em vista a eficácia do serviço oferecido é essencial um estudo aprimorado da geografia do local, que dever ser acompanhado de um bom planejamento.

    Planejamento de transportes é uma área de estudo que efetua a análise de demandas presentes e futuras, cujo foco está na análise de alternativas que tratem das necessidades de mobilidade urbana e acesso aos meios de transporte  com maior benefício à população e menor custo financeiro (WRIGHT e HOOK, 2008, p. 32).

    Segundo CAMPOS (2013), para se definir o que deve ser implantado ou melhorado dentro do horizonte de um projeto, faz-se necessário quantificar a demanda por transporte e saber como a mesma vai se distribuir dentro da área de estudo. A avaliação dessa demanda é feita utilizando-se os modelos de planejamento e através deles procura-se modelar o comportamento da demanda, partindo daí a definição das alternativas que melhor se adaptem à realidade da região. Convém ressaltar que um bom planejamento está sempre interligado a um plano de desenvolvimento da região. Para esta análise, dez aspectos devem ser considerados num plano curto, médio ou longo prazo. São eles:

    1. Definição dos objetivos e prazos.
    2. Diagnóstico dos sistemas de transportes.
    3. Coleta de dados.
    4. Escolha dos modelos a serem utilizados para avaliação de demanda futura.
    5. Alternativas de oferta de transporte.
    6. Avaliação das alternativas (custos e impactos).
    7. Escolha da alternativa.
    8. Desenvolvimento do plano de transporte acompanhado de um programa de financiamento.
    9. Implementação das alternativas de acordo com um cronograma de desembolso de recursos.
    10. Atualização dos procedimentos.

    Marcelo Dantas

    Continue reading →
  • Água: Bem finito e Direito Humano Essêncial – Parte 1 12/03/2016

    Slide1

    Quem consome a nossa água?

    Pelo mundo todo, a água tem sua distribuição e acesso de formas diferenciadas. As questões ambientais e sociais que envolvem a água vão de acordo com a gestão de cada território, e podem gerar grandes conflitos e escassez.

    Conforme o relatório Mundial das Nações Unidas sobre Desenvolvimento dos Recursos Hídricos:

    ‘‘A água está no centro do desenvolvimento sustentável. Os recursos hídricos, e a gama de serviços providos por esses recursos, contribuem para a redução da pobreza, para o crescimento econômico e para a sustentabilidade ambiental. Desde a segurança alimentar e energética até a saúde humana e ambiental, a água contribui para as melhorias no bem-estar social e no crescimento inclusivo, afetando os meios de subsistência de bilhões de pessoas.”

    A água é distribuída da seguinte forma pelo planeta: 97,5% salgada, 2,5% doce, 31,1% líquida, 68,9% gelo, 96% subterrânea, 4% superficial. Logo, fazendo uma analogia, se enchermos uma garrafa de um litro e meio de água, e a dividirmos de acordo como a água está distribuída pela Terra, teríamos de água doce uma única e rara gota.

    E falando em água doce, estima-se que dentro deste 2,5%, ela esteja distribuída assim:

    – 68,9% congelada (calotas polares, montanhas);

    – 29,9% Subsolo (aquíferos);

    – 0,9% outras formas de acúmulo (nuvens, vapor d’água, etc.);

    – 0,3% Rios e lagos.

    São dos 0,3% que a população mundial utiliza para a sua sobrevivência. Sendo assim, precisamos ter um cuidado redobrado com a água disponível, certo? Mas não é bem assim que funciona…

    Vivemos no planeta um problema de escassez hídrica, que pode ser natural ou por interferência humana e ela se dá de duas formas:

    De forma quantitativa – Quando a necessidade é maior que a disponibilidade;

    De forma qualitativa – Quando fica imprópria para determinados usos, devido à contaminação da mesma (poluição).

    O nosso planeta tem a mesma quantidade de água desde sua formação, pois a gravidade não deixa os vapores de água escapar pela atmosfera, com isso prova que possui capacidade para renovação cíclica, mas esse estresse hídrico (aumento do consumo maior que a renovação) possui fatores bem característicos, e que nos revela que não estamos no caminho certo.

    No próximo texto, veremos os motivos de consumo da nossa água e entender como se dá o fluxo para o “ralo do desperdício”.

    Continue reading →
  • Derivada: A essência do Cálculo 09/03/2016

    Slide1

     

    Imagine se na sua vida houvesse uma forma de descobrir os melhores anos e os piores. Pouparia muita dor de cabeça, não é?  Agora vamos mais além, imagine ainda se fosse possível descobrir em qual parte da sua história fosse ocorrer uma mudança significativa. Seria incrível! Infelizmente na vida real não há como descobrirmos isso, mas na matemática há. E para isso usaremos uma técnica bem antiga: a derivada.

    Os principais conceitos de derivada foram desenvolvidos por Newton e Leibniz, no século XVIII. Mas você deve estar pensando: o que é derivada? As derivadas são interpretadas como as inclinações e as taxas de variação que podem ocorrem em uma função.

    As derivadas estão presentes em vários contextos. Um piloto de fórmula 1, por exemplo, pode querer descobrir a velocidade do seu carro em um dado instante. Um outro exemplo, agora de taxa, seria o cálculo da taxa de propagação de um rumor, onde levaríamos em conta o número de pessoas e a forma como elas reagem à informação. Essas taxas de variação são casos especiais de uma ideia matemática – a derivada.

    Ao longo do tempo, varias técnicas e regras foram desenvolvidas afim de se obter o resultado da derivada de uma função.  Abaixo temos algumas regras.

    • Regras do produto e do Quociente
    • Regra da cadeia
    • Regra de L´Hôpital

    Com a primeira derivada da função é possível calcular o ponto máximo ou mínimo. Já com a segunda derivada, é possível encontrar o ponto de inflexão e a concavidade.

    Com essas ferramentas  se tornou possível uma otimização em diversos estudos , de áreas como: a engenharia, a economia e a física.

    O que vocês acharam da derivada? Bem legal, não é? Seria perfeito para a nossa vida.

    Um grande abraço e até a próxima.

    Marcelo Dantas

    Continue reading →
  • Dia 8 de março: Origens e Debates 08/03/2016

    Slide1

     

     

    O dia 8 de março é uma dia de importância mundial. O dia celebra as conquistas femininas e a necessidade de debate sobre as demandas femininas.
    Existem muitas versões sobre a origem da escolha desta data como uma celebração internacional. Uma das versões mais conhecidas trata do incêndio e morte de 129 mulheres em uma fábrica de tecidos nos EUA e esta data teria sido escolhida para homenagear tais mulheres. Outras versões apontam que o dia internacional das mulheres surge de uma proposição de Clara Zetkin, feminista e socialista, na Conferência Internacional de Mulheres em 1910 com o objetivo de definir um dia para tratar das reivindicações femininas. Outras falam que foi graças a greve das tecelãs de São Petersburgo que se iniciou no dia 8 de março de 1917 e que deu impulso a Revolução Russa que esta data ficou marcada como o dia Internacional das Mulheres.
    A nós não cabe definir uma verdade absoluta sobre a origem da data, mas sim entender que a data está ligada a luta de muitas mulheres por melhores condições de trabalho e de vida. É importante compreendermos que o dia 8 de março surge no seio de mulheres do proletariado e de sua luta contra a exploração capitalista.
    Entender esse viés histórico da data, nos ajuda a compreender que hoje a data perdeu um pouco do seu significado. Muitas vezes, o dia 8 de março representa uma oportunidade do comércio lucrar com a venda de rosas e chocolates. Não que chocolates e flores não sejam importantes, mas o dia internacional da mulher deve ser um momento de reflexão sobre a História das mulheres e suas lutas ao longo dos séculos. Neste dia, devemos pensar sobre todo o esforço de mulheres que vieram antes de nós e lutaram por um mundo mais justo. Devemos pensar também que apesar de todos os avanços, ainda há muito por fazer para mulheres e que a luta não pode parar.
    O dia 8 de março foi feito por mulheres e para mulheres, mas que ele estimule a reflexão de todos por uma sociedade mais justa. Mas principalmente que esta reflexão estimule a capacidade de mudar nossas atitudes diárias para que caminhemos rumo a igualdade.
    Luiza Sarraff
    Continue reading →
  • Machado de Assis: Local e Universal 06/03/2016

    Slide1

    Machado de Assis foi um escritor do entre lugar na literatura. E a sua escrita como instrumento de comunicação problematiza o local e o universal, assim como acontecia nas suas crônicas, que encenavam temas que marcavam a experiência humana e a analise da sociedade.

    Ao trabalhar o elemento local, Machado se mostrava no início dos textos como um historiador da vida privada da sociedade brasileira detalhando cada acontecimento com descrições do personagens e do ambiente, com uma pitada de ironia que já é marca do escritor. Mas já dialogando com o universal, o local ainda poderia ser referido por exemplo como a causa da morte de personagens que compartilhavam de intensas emoções.

    Assim, a densidade psicológica e profunda de observação vão marcar a escrita de Machado de Assis como um escritor também universal. Partilhando de uma reflexão acerca da morte dos personagens que por terem sido causas diferentes compartilham o mesmo sentimento.

    E como disse Machado de Assis: “tudo é reflexo da consciência”. É sabido dizer que sua escrita também abordava questões filosóficas sobre a condição e a experiência humana como um processo de relação do local e do universal na literatura.

    Brena Azevedo.

    Continue reading →
  • O Aço e o Ferro fundido na Engenharia 06/03/2016

    Slide1

    O aço e o ferro fundido são dois dos materiais de engenharia mais utilizados nas indústrias para construção de bens como automóveis, materiais de construção civil, eletrodomésticos e até brinquedos. Dada a sua versatilidade, alta resistência mecânica, capacidade anti corrosiva, costumam ser as matérias primas básicas empregada pelos engenheiros em projetos tão diferenciados como motores automotivos, edifícios e trilhos ferroviários. Mas você sabe diferenciar um aço de um ferro? É comum chamarmos aquele velho portão da casa do vizinho, de portão de ferro, quando na verdade é mais comum ele ser de aço.

    O aço é um material dúctil, pois em geral sobre tensão possui a capacidade de se deformar antes de fraturar, já o ferro fundido não apresenta deformação visível antes da fratura considerado por isso é considerado frágil. Ambos  são ligas compostas basicamente de ferro e carbono e impurezas do processo de fabricação como enxofre e fósforo que lhe conferem redução das propriedades. Os aços possuem em suas composição carbono  entre 0,008 % e 2,11 % , no ferro fundido o carbono é apresentado em uma faixa entre 2,11%  a 6,1 % . Por ter mais átomos de carbono na sua composição, os ferros fundidos são mais duros que os aços e são empregados em aplicações que exigem do projeto economia monetária, estabilidade dimensional e estanqueidade. Um exemplo disso são motores desenvolvidos para veículos.

    Produzidos nas siderúrgicas, é comum o aço ser combinado com outros materiais  ligantes como vanádio, níquel, molibidênio, cromo entre outros materiais que lhe conferem propriedades únicas para ambientes altamente corrosivos, resistências mecânicas diferenciadas e aplicações versáteis como asa de avião, tubos para exploração submarina de petróleo  e perfis para construção de edifícios e ferrovias.

    Os engenheiros com frequência deparam-se com problemas de engenharia em que a correta seleção do material através de suas características físicas, químicas e custo monetário alteram o resultado final do projeto.

    André Rodrigues.

    Continue reading →

  • Cartografia Temática – Parte 1 04/03/2016

    Slide1

    A cartografia sofreu grandes avanços de acordo com as necessidades de representação enfrentadas pela sociedade. Historicamente, podemos elencar alguns períodos de importância nesse processo, como o avanço das navegações nos séculos XV e XVI e do imperialismo no século XIX. Nesse sentido, os mapas representam fenômenos, processos e objetos do mundo real e servem como ferramentas de auxílio à orientação no espaço geográfico.

    A cartografia temática é um ramo da cartografia que representa variados temas, de natureza física, biótica ou socioeconômica. Podemos destacar o imperialismo como época em que a cartografia temática se fez necessária, já que era preciso descrever e localizar as jazidas minerais, os recursos florestais e as riquezas dos territórios ocupados.

    Para a confecção de um mapa temático é preciso uma base cartográfica onde os fenômenos, processos ou objetos que serão representados. Nessa representação é preciso que haja uma visão crítica dos dados e uma correta utilização dos símbolos ou convenções que serão utilizados. É importante destacar que esses dados devem ser georeferenciados, possuindo informações de localização ou unidades espaciais preestabelecidas.

    Numa próxima publicação, conheceremos as classificações dos mapas temáticos.

    Pâmella Vianna

    Continue reading →
  • O Lado Feminino da Revolução Francesa 04/03/2016
    Slide2
    Engana-se aquele que acredita que as mulheres ficaram assistindo de suas janelas a Revolução acontecer, enquanto seus maridos, filhos e irmãos estavam nos front de batalhas. A imagem da dona de casa incapaz de cometer atos de violência foi totalmente desconstruída. As mulheres estiveram com os homens nas batalhas e alcançaram postos de comando militar, sendo apoiadas pelo governo revolucionário que viam neste tipo de prestação de serviço um compromisso com o Estado e com o patriotismo. As mulheres possuiam qualidades importantes para a guerra, como a moralidade, e, portanto, eram verdadeiras combatentes, o que facilitava a aceitação masculina.
    Apesar de sua participação ativa, as mulheres não foram lembradas no documento mais importante que surge neste momento: a “Declaração dos direitos do homem e do cidadão”. Esta declaração definia os direitos individuais e coletivos dos homens, mas não dava voz ao direito das mulheres e nem as entendia como cidadãs.
    Como resposta a esta ausência, Olympe de Gouges(1748-1793), mulher e escritora, escreveu “A declaração dos direitos da mulher e da cidadã”. Este texto demonstra a necessidade de mulheres serem enxergadas como parte importante da sociedade e não apenas como instumento reprodutivo. Vejamos o texto de abertura deste documento:
    Mães, filhas, irmãs, mulheres representantes da nação reivindicam constituir-se em uma assembléia nacional. Considerando que a ignorância, o menosprezo e a ofensa aos direitos da mulher são as únicas causas das desgraças públicas e da corrupção no governo, resolvem expor em uma declaração solene, os direitos naturais, inalienáveis e sagrados da mulher. Assim, que esta declaração possa lembrar sempre, a todos os membros do corpo social seus direitos e seus deveres; que, para gozar de confiança, ao ser comparado com o fim de toda e qualquer instituição política, os atos de poder de homens e de mulheres devem ser inteiramente respeitados; e, que, para serem fundamentadas, doravante, em princípios simples e incontestáveis, as reivindicações das cidadãs devem sempre respeitar a constituição, os bons costumes e o bem estar geral.” In.: Declaração dos direitos da mulheres e cidadã.

    Com uma escrita contudente e destemida, Olympe apontou a importância da igualdade entre homens e mulheres, como o caminho para construção de uma sociedade justa. Ao destacar a necessidade de direitos para mulheres, a escritora aponta para um caminho que até hoje não foi 100% percorrido. Quase trezentos anos se passaram e mulheres ainda são vistas como não merecedoras da igualdade social. Desta forma, mais do que nunca o texto de Olympe se faz importante para que possamos refletir sobre as condições femininas na sociedade e buscar caminhos de mudança.

     Luiza Sarraff.
    Continue reading →
  • Seguros no Brasil: um mercado em ascensão 03/03/2016

    Slide1

    O seguro faz parte das transações comerciais humanas desde os primórdios. Na China antiga e no Império Romano já haviam processos rudimentares de seguro, nos quais associações se propunham a ressarcir seus membros, caso tivessem algum tipo de prejuízo. No Brasil, este mercado se desenvolveu durante a abertura dos portos, em 1808, com a chegada da Família Real Portuguesa. Assim surgiu a primeira empresa seguradora do Brasil, a Companhia de Seguros Boa-Fé, com o intuito de atuar no seguro marítimo.

    A estagnação que o mercado de seguros apresentou durante a década de 70 e 80, devido a inflação elevada, regulação inibidora da competição e cultura nacional desacostumada com seguros, foi superada a partir do ano de 1990. Essa mudança foi possível graças a um afrouxamento por parte do governo, que concederam às seguradoras maior liberdade de fixação de preços e demais condições das apólices, assim muitas companhias internacionais passaram a investir no país, a oferta de produtos se diversificou e a maior concorrência resultou na queda de prêmios para os consumidores.

    Esse cenário foi crescente até a grande a crise inflacionária de 1994, porém conseguiu se fortalecer novamente e, em 2013, sua arrecadação contabilizou 6,1% do total do PIB nacional. A importância do mercado de seguros não se dá somente no campo numérico e econômico, ele é responsável por suplementar o Estado no suprimento de serviços cruciais na área de saúde e seguridade social e, fazendo isso, permite que o Estado concentre seus esforços e recursos no atendimento à outras áreas.

    Bruno Brito.

    Continue reading →
  • O Biodiesel e a Química – Parte 1 01/03/2016

    biodieseleaquimica

    A maior parte da energia consumida no mundo provém do petróleo, do gás natural e do carvão, entretanto, há previsão de esgotamento das mesmas no futuro. Junto a isto, existe a preocupação com a crescente emissão de gases do efeito estufa na atmosfera e o aumento da demanda mundial de combustíveis. Tais fatores proporcionam uma crescente busca por fontes alternativas de energia no Brasil e no mundo.

    As pesquisas sobre combustíveis alternativos sustentáveis têm sido amplamente priorizadas, principalmente as que visem à substituição dos combustíveis fósseis pelo biodiesel, que é considerado o substituto mais atraente do diesel derivado de petróleo.

    O biodiesel é um biocombustível, pois é derivado de fontes renováveis tais como, óleos vegetais ou gordura animal. O método de obtenção de biodiesel que o governo brasileiro incentiva é através da transestificação alcalina, que consiste na reação química entre triglicerídeos (óleos e gorduras) com álcoois (metanol ou etanol), na presença de um catalisador alcalino, gerando biodiesel e glicerina.

    Sem título

    Reação de transesterificação

    Este biocombustível tem algumas propriedades físico-químicas melhores que o diesel derivado de petróelo. Contudo, a principal fonte de óleo que o Brasil usa para tal transformação é o óleo de soja (75%) e o sebo bovino (25%), visto que o Brasil é um dos maiores produtores de soja do mundo. O custo da fabricação deste biocombustível é elevado porque o aumento da produção de alimentos e de biocombustíveis eleva o valor dos grãos de soja, aumentando assim os custos de produção e tornando o biodiesel não competitivo em relação ao diesel de origem fóssil. Como alternativa à soja, é necessário que se faça biodiesel de outras fontes de oleaginosas não comestíveis.

    Igor Alves.

    Continue reading →
  • A influência africana no português brasileiro 01/03/2016

     

    Post---Teste---FB

    Quando nos remetemos à história do Brasil, observamos que houve um grande apoio das línguas africanas no português brasileiro. Com a descoberta do Brasil pelos portugueses e com sua colonização, escravos do continente africano foram exportados para trabalhar nas lavouras e desde então se teve o encontro entre a cultura africana e a brasileira.

    Ao trazerem os escravos que eram de uma mesma região e que falavam a mesma língua, os portugueses tinham a cautela de colocá-los separadamente com o intuito de perderem seus valores culturais e linguísticos e assim, se tornarem mais frágeis aos seus dominantes. Esse artifício fez com que o aparecimento de comunidades linguísticas e étnicas comuns fossem quase impossíveis, só acontecendo em áreas de grande concentração de africanos.

    O contato com os povos afro-descendentes fez surgir teorias linguísticas que diziam que o português brasileiro seria uma língua crioula, ou seja, na junção de tantas culturas diferentes em um mesmo ambiente, houve a criação de um sistema linguístico rudimentar, baseado na língua do colonizador.

    No século XIX, no português brasileiro existia a falta de concordância nos predicados e nos adjuntos internos do sintagma nominal, elementos que refutavam a tese de sua procedência crioula. Atualmente, há alguns estudiosos que acreditam, baseados na história linguística do português do Brasil, que o processo de formação da língua foi parecido com o processo de crioulização, graças a convivência inegável entre o português europeu e as línguas indígenas e africanas. A ocupação do território brasileiro pode ser um importante objeto de estudo para entender a difusão do português do Brasil, ainda em desenvolvimento.

    Carolina Gil.

    Continue reading →
  • Por que os preços do petróleo estão tão baixos? 29/02/2016

    petróleo

    A crise atual por que passa a Petrobras é comumente associada aos escândalos de corrupção recém-descobertos. Pouco se comenta, no entanto, a brutal queda nos preços globais do petróleo e o quanto isso afetou a empresa.

    O preços do petróleo, que há menos de 2 anos atrás estavam em 140 dólares o barril, alcançaram recentemente o valor de 28 dólares o barril. Há uma série de fatores por trás disso, que podem ser analisados sob a ótica da demanda e da oferta.

    Não é difícil intuir que o preço de um produto tende a cair se a procura é baixa e tende a cair se a oferta é alta (muitos estoques do produto): no caso do petróleo, ambos os fatores contribuíram para tamanha queda.

    Do lado da demanda, a crise global atual, que afeta bastante a todos os países e reduz a atividade econômica, reduziu o consumo do petróleo.

    Do lado da oferta, os recentes preços espetaculares do petróleo fizeram com que os países intensificassem seus investimentos na exploração de suas reservas. Isso fez com que uma grande quantidade de petróleo estivesse disponível no mercado, somando-se a isso, ainda, os acordos de grandes países produtores (aumentar a oferta com o intuito de inviabilizar o óleo e gás de xisto dos EUA) e outros aspectos geopolíticos, como o fim das sanções ao Irã, cujo petróleo agora pode ser negociado mundialmente.

    O QUE ESPERAR?

    Para os próximos anos, o cenário atual deve se alterar.

    Primeiro: porque os movimentos geopolíticos de dumping que tiveram por intuito inviabilizar o óleo de xisto já começam a se reverter;

    Segundo: porque aos preços atuais os investimentos em novos campos de produção e blocos de exploração são escassos, o que indica que pode faltar oferta no médio a longo prazo;

    Terceiro: por mais que outras fontes de energia sejam pesquisadas, o petróleo não será substituído nos próximos anos. O petróleo é insumo para mais de 3 mil tipos de produtos, que vão desde os combustíveis aos tecidos sintéticos, asfalto, plásticos, chicletes, fertilizantes agrícolas e remédios;

    Quarto: previsões apontam que a demanda mundial por óleo subirá de 91 milhões de barris/dia, em 2014, para 111 milhões de barris dia até 2040. Tal demanda será puxada pelo crescimento dos setores de transportes e petroquímicos dos países emergentes, em especial na Ásia e na África (cujas populações estão se urbanizando e consequentemente consumindo mais petróleo).

    Matheus Brito.

    Continue reading →
  • Vírus – os protagonistas do momento 27/02/2016

    Post---Teste-2--FB

    Dengue, Zika, Febre Chikungunya, AIDS… o que essas doenças que tanto ouvimos falar nos últimos tempos tem em comum? Se você respondeu que todas são causadas por vírus, acertou. Vem comigo nesse texto que juntos iremos entender os pontos mais interessantes do mundo dos vírus.

    Mesmo com todo conhecimento científico que temos atualmente, as doenças causadas por vírus ainda são responsáveis por uma grande quantidade de mortes em todo mundo. Isso ocorre por causa da dificuldade encontrada em se produzir vacinas e medicamentos para combatê-los, visto que os vírus sofrem muitas mutações e consequentemente apresentam grande variabilidade genética.

    As características gerais dos vírus os deixam no limite entre a matéria viva e matéria não viva. Isso dá margem para as acaloradas discussões entre os cientistas sobre o vírus ser ou não considerado um ser vivo. Irei apresentar algumas dessas características para que você tire suas próprias conclusões.

    1. São tão pequenos que não podem ser observados em microscópios de luz. Só foi possível passar a observá-los com o surgimento do microscópio eletrônico.
    2.  Diferentemente de todos os organismos vivos, os vírus não apresentam estrutura celular.
    3. Não possuem metabolismo próprio, permanecendo inertes quando estão fora de células.
    4. Quando em contato com uma célula hospedeira passam a manifestar “vida”, infectando a célula e se multiplicando em seu interior. Por esse motivo os vírus são considerados parasitas celulares obrigatórios.

    O potencial de infecção (invasão e proliferação de um microrganismo patogênico) de um vírus depende da sua capacidade de causar doença (virulência) e do estado físico do hospedeiro (ser vivo que carrega o vírus). Fatores ambientais também podem influenciar a intensidade com que a infecção se manifesta. Vale ressaltar que nem sempre uma infecção causará danos ao hospedeiro.

    Para combater alguns vírus, a prevenção contra as infecções ainda é o melhor remédio. Devemos aplicar medidas que procuram evitar doenças e prevenir sua propagação. Medidas essas que podem ser individuais (depende de cada pessoa) ou coletivas (depende da comunidade, o que inclui os governos).

    Irapoan Bertholdo.

    Continue reading →
  • Sambando para desconstruir o preconceito 26/02/2016

    Posts-FB-HISTÓRIA(1)

    No ano de 2015 o Brasil ficou chocado com o caso da menina Kailane que foi apedrejada após sair com amigos e familiares de uma reunião de Candomblé. O caso de Kailane foi apenas um dos muitos que se pode ter notícia. Ao longo de 2015, inúmeros terreiros, praticantes das religiões afro-brasileiras e pais e mães de santo estiveram nas manchetes de jornal contando as agressões que sofreram. 2015 acabou e 2016 chegou dando provas da necessidade de reveter esse quadro. O maior professor até agora foi o samba que deu uma aula de cidadania e fez história na Sapucaí. Os desfiles de Salgueiro e Mangueira, por exemplo, trouxeram para a avenida a beleza desconcertante de nossas heranças africanas, demonstrando a necessidade de afastarmos a ignorância e conhecermos melhor essa parte da cultura e da história brasileira.

    Partindo do famoso texto de Chico Buarque, “A Ópera dos malandros”, o Salgueiro veio para a Sapucaí para contar a história dos malandros. É claro que falar de malandros é falar das ruas, do gingado, do ritmo e da boêmia tão caracteristicas do samba. O samba também é malandragem. Mas se o samba é malandragem, ele pode ser religião? Também. Porque como foi mostrado pelo Salgueiro os malandros para além de figura mitológica das ruas da Lapa, são também vinculados as entidades conhecidas como “povo de rua” que são homenageados em vários cultos que possuem origens africanas, como, por exemplo a umbanda.

    Já o desfile da Mangueira veio homenageando Maria Bethânia e se alguém conseguir apontar algo tão brasileiro quanto Bethânia ficarei espantada. Bethânia traz consigo o nordeste, as danças, as músicas e a beleza das crenças brasileiras. Através da história da cantora, percebemos como a relação do Brasil com a religião é visceral. Desde a devoção a Virgem Maria ao culto dos orixás que sem sombra de dúvida foram o ponto alto do desfile e desse inicio de ano. Ver a exuberância de Oyá, Oxum e dos outros orixás sambando na avenida foi fundamental para que pudessemos conhecer melhor o candomblé. Tema que poucos conhecem a fundo. Além disso, foi possível perceber a relação visceral que o Brasil possui com a religião e que não devemos nos recusar a conhecer este outro lado da história brasileira.

    Mangueira e Salgueiro fizeram muito mais do que um belo desfile, elas nos ensinaram história. Foi através da batucada profana da Sapucaí que demos um passo para nos questionarmos sobre o quanto desconhecemos nosso passado e, assim, desconhecemos nosso próprio presente. Trazer para avenida o povo de rua e os orixás, elementos diferentes, porém interligados em sua origem, é importante para desconstruirmos imagens preconceituosas das religiões afro-brasileiras.

    As escolas também deram um passo muito importante para que entendamos a necessidade de se preservar a cultura afro-brasileira. Devemos entender cultura afro-brasileira em sentido amplo. A religião, as baianas do acarajé, o jongo, a capoeira, o samba, etc são partes de nosso patrimônio cultural e elementos constitutivos de nossa identidade, portanto, não devemos encará-los com preconceito, mas sim como parte de nós mesmos. Portanto, devemos buscar a informação para conhecermos nossa própria história, só assim, quem sabe, no futuro, não precisaremos mais ler histórias como a da menina Kailane.

    Luiza Sarraff.

    Continue reading →

  • A falta perfeita de Nenê 25/02/2016

    Posts-FB-FISICA

    Domingo  retrasado, dia 14/02/2016, foi realizado pelo campeonato carioca um dos maiores clássicos do futebol brasileiro: Flamengo x Vasco.  Aspectos futebolísticos a parte,  houve um lance muito interessante que iremos analisar.

    Falta na entrada da área do Flamengo. A torcida vascaína logo se pôs de pé ao ver Nenê se preparar para realizar a cobrança. A execução da falta foi quase perfeita, a bola bateu na trave. E esse é o tema da nossa discussão: O que Nenê deveria ter feito para que sua cobrança fosse perfeita?  Vamos observar como a física é importante, até pra você jogar bola com seus amigos.

     A trajetória que a bola percorreu, desde o gramado até acertar a trave, é chamada parabólica. Esse tipo de estudo é conhecido como lançamento oblíquo, sendo constituído por movimento vertical ( onde ocorre de maneira uniforme e variável) e por movimento horizontal ( onde ocorre de maneira uniforme).

    Agora vamos lá, embora não tenhamos os dados precisamente, vamos tentar calcular a velocidade com que a bola deveria ter saído do chão para que a cobrança da falta fosse perfeita.

    A  trave possui  2,44 metros de altura. O tempo de propagação da bola é de aproximadamente 0,7 s. A distância da bola até o gol é de aproximadamente 22 metros. Queremos que ocorra o gol, então usaremos como altura máxima  2,40 metros ( e iremos considerar que nessa altura a velocidade final é igual a zero)  .

    Pelo movimento horizontal  (MU) conseguiremos descobrir a velocidade horizontal da bola. Que nada mais é que: espaço divido pelo tempo. Logo, 22/0,7 = 31,43 m/s .

    Pelo movimento vertical  ( MUV)  descobriremos a velocidade vertical. A altura ( H) é igual a velocidade inicial (v)  ao quadrado divido por duas vezes a gravidade ( H = V2/2g). Considerando gravidade( g)  = 10 m/s, temos: 2,40 = v2/2*10. Logo, v = 6,93 m/s.

    Temos a velocidade na horizontal e na vertical, podemos calcular a velocidade com que a bola deveria ter saído do chão para que ocorresse o gol.

    V2 = 31,432 + 6,932 = 32,18 m/s

    Viu como a física é importante?

    Um grande abraço e até a próxima!

    Marcelo Dantas.

    Continue reading →
  • O território de pobreza do Zica Vírus. 24/02/2016

    Posts-FB-GEOGRAFIA

    Em 1854, em Londres, ocorreu um surto de cólera, dizimando mais de 600 vidas em poucas semanas. Um médico, Dr. John Snow, resolveu o problema e trouxe uma solução de forma inovadora: Ele estudou os locais que existiam os casos da doença e como os espaços estavam relacionados com os serviços públicos de água e esgoto ou ausência deles. Snow pode constatar com suas pesquisas de campo, que os surtos estavam relacionados à falta de saneamento básico, e, em uma localidade especifica (distrito de Soho), o número de mortes era maior, pois uma fonte de água pública estava contaminada por uma fossa mal isolada (bomba d’água da Broad Street – antiga Broadwick). Portanto, o caso foi resolvido com o estudo do território e a distribuições do surto no território, que levou um novo olhar para as questões de saúde pública e suas organizações espaciais.

    Fazendo um comparativo com o surto do Zica vírus, no Brasil, em 2016, o governo solicita em sua campanha, como forma de prevenção e controle da doença, o cuidado da população com o acúmulo de água limpa (não necessariamente potável) parada em suas residências, pois bem… debruçada nos dados e fatos atuais, vi que os casos estão relacionados com territórios onde a pobreza é predominante, apesar de o mosquito não poupar nenhuma classe social, os mais vulneráveis são os que não possuem um serviço de saneamento básico decente. Uma vez que o fornecimento de água não é feito corretamente, é necessário fazer uma reserva, o que vira um depósito. Fora as condições de moradias, que em bairros predominantemente pobres, podem ajudar neste acúmulo de água. Sendo assim, o Zica, é o novo flagelo dos pobres.

    Logo, devido à falta de investimentos em saneamento básico e em pesquisas, conciliando com as crises econômica e política, hoje temos um caso de surto no Brasil. A doença foi negligenciada e passou a “fazer parte da paisagem do pais”, tratando todas os efeitos de forma paliativa, quando deveria ser realizada de forma estrutural. O Brasil precisa e clama por higiene. O saneamento básico é uma ação que deveria ser primordial em qualquer programa de governo. Sabemos que o apoio da população é de grande ajuda, mas não podemos aceitar que o governo trate a questão, se isentando da própria culpa.

    Gabriela Magalhães.

    Continue reading →
  • Pensar literatura brasileira é pensar o Brasil 23/02/2016

    Posts-FB-PORTUGUES

    Pensar literatura brasileira é pensar o Brasil. Desde a sua formação, essa tarefa é difícil e muitas vezes problemática, tanto para estudantes ou iniciantes quanto para os críticos, que buscam o valor, as funções de nossas obras e uma necessidade de algo novo, mas não saindo da tradição, o que torna ainda mais difícil esse processo. Percebe-se nesse caso que há uma relação bastante complicada entre o novo e a tradição.

    Houve um “desconhecer de Portugal” como um resultado natural da nossa formação como literatura, como uma possível autonomia distinguindo da portuguesa. Tínhamos uma necessidade de autoconfirmação, uma busca de novidade e uma emergência de possuir uma identidade teórica independente.

    A necessidade de uma autoconfirmação não é um processo harmonioso, pois há um choque de postura história e teórica, sendo difícil pensar a questão da nacionalidade como busca de uma identidade cultural. Pensar o contemporâneo é pensar o passado também e, essa relação se torna conflitante quando a prática teórica retoma a perspectiva histórica.

    O Modernismo foi um movimento literário que aconteceu em 1922 destinada a produções artísticas e literárias da elite intelectual com grandes nomes como, Oswald de Andrade, Mário de Andrade e se pretendia com o movimento uma subversão a escolas anteriores, além dos desejos de transformações e resgate a brasilidade e ainda refletir sobre as relações de dependência. O projeto modernista se constituía como uma necessidade de revisão total dos valores humanos, uma forma de ruptura com os valores tradicionais em nome de uma liberdade de criação.

    Brena de Azevedo.

    Continue reading →
  • Qual a Importância do Momento Fletor ? 22/02/2016

    Posts-FB-ENGENHARIA-CIVIL

    Se você é recente no curso de engenharia, talvez já tenha se deparado com algum professor dizendo: “É muito importante calcular o momento fletor”. Porém essa frase fica sem muita explicação. Porque é tão importante? O que acontece se ele não for calculado?

    Primeiro, é preciso entender o que é flexão. Flexão é a “curva” provocada pela ação de um esforço (força) em uma estrutura. O esforço que provoca a flexão é chamado momento fletor. E esse, tem relação direta com a maneira de como será projetada a estrutura.

    Através do diagrama de momento fletor (DMF), que é a união de todos os momentos ao longo da peça, podemos identificar o valor máximo e mínimo dos momentos. Convencionou-se que os valores positivos ficariam abaixo da linha de apoio do gráfico, enquanto os negativos, ficariam acima.

    Diagrama de Momento Fletor (DMF)

    download

    Tendo isso definido, o DMF nos ajudará a dimensionar a estrutura de maneira confiável e segura.

    Agora você já sabe a importância do DMF!

    Um grande abraço e até a próxima!

    Marcelo Dantas.

    Continue reading →
  • Políticas públicas de Saúde: O SUS 27/01/2016

    Nosso professor Matheus Brito, de Políticas Públicas, escreveu em seu blog um texto em que discorre sobre a importância do SUS para o país e porque há uma série de enganos quando pensamos sobre o sistema.

    Leia a seguir:

    medico

    A saúde está um caos? Uma análise contracorrente

    “O SUS é uma porcaria!”

    “Nada funciona!”

    “A saúde está um caos!”

    “Todo dia morre gente na fila dos hospitais!”

    Todo mundo aponta as falhas do SUS. Mas poucas pessoas discutem o porquê destas. Muito menos apontam soluções. Acham que é fácil resolver todos os problemas do país. Mas se esquecem que temos dimensões continentais, incríveis desigualdades regionais e ainda poucos recursos (financeiros, científicos e humanos). Sem contar o aumento populacional dos últimos anos e a mudança no perfil das doenças.

    Pois então, preenchendo essa lacuna, venho neste texto explicar alguns aspectos característicos da saúde no Brasil e explicitar um pouco da evolução do setor.

    Fugindo dos aspectos político-financeiros, talvez seja importante que pensemos no papel central da mídia. Por mais que dê audiência e blablabla, prefiro acreditar que a mídia cumpra fundamentalmente o seu papel social, de divulgar irregularidades, quando aborda a situação caótica do atendimento nos hospitais, principalmente nos grandes centros urbanos. Diferentemente de algumas outras publicações deste espaço, este texto não tem nenhum viés político ou preferência partidária.

    Vamos aos números?

    Primeiro, queria explicar que há 2 índices comumente divulgados para a expectativa de vida:

    1) expectativa de vida ao nascer;

    2) expectativa de vida ao completar 60 anos.

    Há uma grande diferença entre os dois:

    1) o primeiro, cuja média nacional é de 74,9 anos, inclui, por exemplo:
    – uma criança que morre por complicações da diarreia aos 6 anos (um típico caso do que se chama “morte por causas desconhecidas”, como ainda acontece pelo N/NE);
    – um jovem traficante de 16 anos que é morto num confronto com a polícia;
    – um jovem de 20 anos que morre num acidente de trânsito;
    – um adulto de 35 que morre vítima de latrocínio;
    – uma mulher que morre aos 40 por complicações de um parto;
    – o idoso que morre aos 70, atropelado.

    2) o segundo considera apenas a expectativa de vida daqueles que chegam aos 60, ou seja, elimina grande parte das mortes pelas causas acima citadas. A maioria das mortes após os 60 anos reflete as políticas de tratamento e combate às doenças crônico-degenerativas (como os problemas respiratórios, do coração, diabetes, dentre outros). Podemos dizer que este índice, de certa forma, reflete melhor a qualidade do sistema de saúde do país que o primeiro.

    Alinhados os conceitos, vamos aos dados: os novos índices de expectativa de vida no Brasil, divulgados nos últimos dias, indicam que, quem chega aos 60 anos tem uma expectativa média de viver até os 81,8 anos. E aí entra o primeiro dado comparativo interessante: esta mesma expectativa, na Noruega, país de maior IDH do mundo, é de aproximadamente 84 anos… Apenas 2 anos de diferença.

    Reflexo do SUS? Reflexo do sistema de tratamento contínuo e distribuição de remédios? Influência de fatores genéticos como a miscigenação brasileira? Anticorpos adquiridos ao longo da vida? Por mais que os dois últimos fatores possam até parecer razoáveis, os dois primeiros são mais plausíveis.

    Em resumo, o que pretendo dizer é que ficar culpando a saúde como o setor em pior situação no país é apenas cair no “lugar comum”. Olhando o perfil dos falecimentos no país, observa-se que as mortes antes dos 60 têm um impacto muito maior na taxa de expectativa de vida que as mortes após os 60 anos. Talvez seja muito mais importante, neste momento, implementar políticas mais eficientes em outros temas, como:

    – FUNDAMENTALMENTE, nos setores de saneamento e mobilidade urbana, que têm influência direta na saúde das pessoas (problemas gastrointestinais, respiratórios, estresse e acidentes de trânsito);

    – medidas de combate ao uso de álcool, cigarro e drogas;

    – redução da pobreza, que tem impacto direto na redução da violência.

    E quanto aos recursos para o setor? Parece não haver dúvidas que estes vêm aumentando. Tanto em investimentos totais (só o Governo Federal investe mais de R$ 100 bilhões ao ano), como em produção científica (Brasil é o sexto país do mundo em taxa de crescimento global de publicações científicas) e em formação de médicos (e em quantidade de médicos por habitante).

    invest-saude

    Em suma, a saúde no Brasil já foi muito pior… e há uma série de limitações para a situação atual, a começar pelo financiamento do setor. O aumento significativo dos investimentos nos últimos anos ainda é pouco. Muito pouco. O aumento das verbas para a saúde ainda é um dos maiores desafios dos formuladores de políticas públicas na área.

    Outro aspecto é a questão populacional: o Brasil é O ÚNICO dos 20 países do mundo com mais de 70 milhões de habitantes que tem um sistema de saúde PÚBLICO e UNIVERSAL. Apesar das inúmeras falhas, o SUS é tido comoreferência internacional! O vídeo “Um outro olhar sobre o SUS” também traz um pouco do que dá certo no sistema.

    OK, o sistema britânico é público, universal e eficiente. Mas lá há menos de 70 milhões de habitantes. E ainda assim, há falhas: o modelo se baseia em estatísticas: Você chega com dores no peito esquerdo e suando, por exemplo. Por estatística, sabe-se que há 60% de chances de ser infarto, 30% de ser isquemia ou 8% de ser taquicardia (são exemplos, provavelmente estou errando conceitos médicos aqui. Não me julguem por isso). Se for algo que se enquadre nos outros 2% de probabilidade, o atendimento tende a demorar e você pode morrer. E eles são uma nação há muitos e muitos anos! Nunca foram uma ditadura, tampouco uma colônia de exploração.

    Fazer qualquer comparação com Chile (17 milhões de habitantes) e Uruguai (3 milhões) não teria cabimento. São países muito menores que o Brasil. E, ainda assim, só agora o Chile prevê a implantação de um sistema universal e público de saúde.

    Como falei ao início: esta publicação não tem nenhum viés partidário: O SUS não foi “inventado” pelo PT nem pelo PSDB, ele surgiu na Constituição de 88 como uma garantia de direitos a TODOS e em substituição ao sistema então vigente, o INAMPS, que só garantia acesso aos serviços de saúde aos segurados da Previdência Social: desempregados ou trabalhadores informais não tinham acesso aos direitos do “Sistema”… e sim, já podemos ver inúmeros benefícios do SUS nos resultados atuais:

    – 1990 – Expectativa de vida ao nascer – Brasil: 66 anos;

    – 1990 – Expectativa de vida ao nascer – EUA: 75 anos;

    – 2013 – Expectativa de vida ao nascer – Brasil: 74,9 anos;

    – 2013 – Expectativa de vida ao nascer – EUA:  78,9 anos.

    Será que não evoluímos muito mais que o pessoal da terra do Tio Sam? OK, até pode-se falar aí na questão do desenvolvimento da medicina e do setor farmacêutico, na globalização do acesso aos remédios e etc, mas os avanços são inegáveis, não?

    E aí, o presidente de cada época teve papel fundamental. Vejamos exemplos:

    – Sarney: criação do SUS como um sistema universal;

    – FHC: quebra da patente dos remédios (genéricos);

    – Lula: Distribuição gratuita de remédios de uso contínuo;

    – Dilma: Programa Mais Médicos.

    Ah, mas os recursos se perdem entre os entes e inúmeros processos de repasse da verba? É verdade, mas seria ainda pior se fosse centralizado demais. Na verdade, O SUS deveria ser um modelo a ser replicado, por exemplo, no saneamento, justamente porque se tratou de um sistema DESCENTRALIZADO de oferta de serviços públicos. Isso tem como grande VANTAGEM a capilarização de recursos, orientações, tecnologias, resultados de pesquisas e modelos de gestão que deram certo nos níveis superiores (ou em outros países/estados), ou seja, há uma certa independência para replicar modelos mais adaptados a cada realidade local. Óbvio que, como DESVANTAGEM desta descentralização, o dinheiro acaba se perdendo em meio a tantos repasses a agentes, a tantos “Secretários de Saúde”, e por isso acaba sendo um setor com tanta corrupção.

    Qual seria a solução para o setor, então?

    Me parece que outra questão central se revela no desconhecimento, por parte dos pacientes, sobre os serviços ofertados em cada unidade.

    No posto de saúde, não dá pra fazer exame.

    No hospital, não se deve atender emergência (ainda que eu tenha críticas, como por exemplo no caso do fotógrafo que morreu, no ano passado, por falta de atendimento, em frente a um hospital cardiológico)

    Tem uma doença mais rara? Existem os hospitais de referência.

    Como poderiam ser distribuídas as unidades? Ainda que eu me considere leigo no assunto, tenho algumas percepções e sugestões:

    Em nível local (municípios ou bairros, dependendo do tamanho da população):

    – Programa Saúde da Família (acompanhamento contínuo);

    – Postos de Saúde (consultas com clínicos gerais e especialistas em áreas mais comuns);

    – UPAs ou prontos-socorros (atendimento de emergência).

    Em nível microrregional (agrupamentos de cidades ou bairros, dependendo da população):

    – Hospitais (para internação, tratamento monitorado, etc);

    – Centros de exame e diagnósticos (onde eu mais espero correções de rumo – talvez com o “Mais Especialidades)

    Em nível macrorregional ou estadual :

    – Hospitais-referência temáticos (como o INTO);

    – Hospitais-referência universitários, que em minha opinião poderiam se dividir em 2 modelos:

    – os de aprendizagem, para os alunos recém-formados, com poucos procedimentos e com viés de ensino;

    – os de atendimento ao público, com um modelo similar ao que é proposto pela “EBSERH”, com maior quantidade de procedimentos feitos e uma quantidade razoável de pessoas atendidas. Os estudantes das universidades públicas, por exemplo, poderiam ser obrigados a atender por mais 1 ou 2 anos nestas unidades (período durante o qual receberiam um bom salário e todos os direitos trabalhistas).

    Uma simples conta permite uma reflexão numérica sobre o setor: 
    – O orçamento da saúde no Brasil em 2015 foi de R$ 109 bilhões;
    – O Brasil tem 200 milhões de habitantes;
    – O SUS é universal, mas quem tem plano de saúde o usa pouco (geralmente, apenas no acesso a remédios, vacinas, etc);

    – Considerando que 80% da população (160 milhões de pessoas) usa o SUS com alguma frequência, tem-se que o orçamento do SUS (2015), por usuário, por mês, é de R$ 56,77;

    – Os planos de saúde cobram, no mínimo, algo em torno R$ 150 de qualquer cliente (a média é muito maior, já que há planos mais “completos” e a maioria dos usuários são pessoas na fase final da vida adulta e na terceira idade, que são obviamente mais caros). Ainda assim, também são inúmeros os casos de não-atendimento e ineficiência para quem os usa.

    Fica a pergunta: R$ 56,77 por usuário, por mês, é suficiente para dar as perfeitas condições de atendimento à saúde que o povo precisa?

    Matheus Brito.

    Continue reading →
  • Educação e Desenvolvimento 04/01/2016

    Confira no vídeo o bom debate “Educação e Desenvolvimento”, ocorrido na Unicamp em Junho de 2014

    Marcelo Dantas.

    Continue reading →
  • As óticas por trás da desindustrialização brasileira 17/12/2015

    No último ano, nosso professor de Economia Matheus Brito publicou em seu blog um texto que analisava as inúmeras causas da desindustrialização brasileira

    Leia a seguir:

    industria

    A discussão sobre livros, filmes e músicas se difere bastante da discussão de temas econômicos. Você pode gostar ou não de um filme. Você pode gostar de ouvir rock ou sertanejo. Pode gostar de um ritmo e desgostar de outro. Um roqueiro pode não querer se informar melhor sobre as origens do sertanejo. Um pagodeiro pode não querer discutir quem foi o melhor baterista de todos os tempos.

    O debate econômico, por outro lado, é pautado por duas correntes bastantes distintas (e suas variações), ambas com a contribuição de importantes figuras, muitos laureados com o Prêmio Nobel. É fundamental compreender que existem duas correntes opostas e que, por isso, em economia não existe “certo” ou “errado”. De um lado, a corrente clássica e suas vertentes monetaristas e neoliberais. Do outro, o keynesianismo e as vertentes desenvolvimentista e do bem-estar social.

    Nas últimas eleições, um dos pontos levantados (corretamente) pelo candidato Aécio Neves foi a desindustrialização do Brasil. Naquele momento, levantei neste espaço alguns de meus questionamentos ao então candidato. Há um consenso de que uma economia industrializada tem maior produtividade e empregos com melhores salários, contribuindo melhor para o crescimento do país. Andei lendo bastante sobre a situação e decidi escrever este texto.

    É fato que o Brasil sofre alguns efeitos do fenômeno da desindustrialização. Não só o Brasil sofre desse mal, no entanto. A concorrência desleal chinesa e o boom de outras economias asiáticas como as dos “Tigres” afetou os países latino-americanos, africanos e europeus (com a rara exceção alemã).

    Uma das questões centrais do debate, no entanto, é que não faltaram esforços na tentativa de fortalecer o segmento industrial no Brasil. O ciclo vivido pelo Brasil no período 2003-2010 consolidou os avanços que se faziam fundamentais para o país: queda significativa da pobreza, formação de um forte mercado interno e economia cada vez mais próxima do pleno emprego. A partir daí, pela visão de Schumpeter, seria necessária uma inovação disruptiva significativa que consolidasse um novo ciclo econômico. No entanto, dificilmente essa inovação se daria em um ambiente de investimentos ainda incipientes em educação, ciência e tecnologia, apesar de crescentes.

    O que Dilma fez, naquele momento, foi atender a parte dos discursos dos economistas desenvolvimentistas e liberais ao mesmo tempo. Para atender aos anseios keynesianos, o financiamento e apoio governamentais aumentaram substancialmente, a taxa de juros foi reduzida com o intuito de incentivar o investimento e foi criado o Plano Brasil Maior. Por outro lado, segundo os economistas liberais, a principal medida deveria ser a redução do Custo Brasil. Dilma o fez através de medidas como a desoneração das folhas de pagamento, redução das alíquotas de IPI e adiamento do reajuste das tarifas públicas.

    Dilma ouviu as orientações das duas correntes econômicas. Implementou-as conjuntamente. A inovação radical não veio, a “doença brasileira” se agravou e a indústria se reconfigurou em direção à especialização regressiva. Surgiram as críticas. De ambos os lados.

    Para os liberais, os problemas seriam o aumento do protecionismo, o favorecimento aos “campeões nacionais” e a baixa produtividade. Para os desenvolvimentistas, seriam a timidez das políticas industriais e de C&T, a insuficiência de demanda dos EUA/Europa e a renúncia fiscal (de mais de R$ 100 bilhões em 2014, decorrente das inúmeras ações de redução de impostos) em um momento de desaceleração da economia global.

    Além de fazer uma breve análise sobre a desindustrialização no Brasil, um dos intuitos deste texto foi deixar claro que, em economia, não existe certo ou errado. Existem diferentes escolas de pensamento, que proporão soluções diferentes para o mesmo problema. Às vezes, a solução de uma escola dá certo, a de outra não. Ou o contrário. Às vezes, ambas dão certo. Às vezes, ambas, mesmo implementadas conjuntamente, não dão certo. Há uma série de fatores, políticos, externos e internos, que fogem ao controle dos governos centrais. Outros, se controlados, afetarão variáveis fundamentais (por exemplo: uma regra mais flexível para o salário mínimo prejudicaria quem o recebe, mas tornaria nossa indústria mais controlada). Compreender a complexidade do debate é essencial para evitar discursos rasos.

    PS: esta entrevista é bastante elucidativa no que se refere às questões de industrialização do Brasil e do mundo.

    Matheus Brito.

    Continue reading →

 

Aulas particulares no Rio de Janeiro e em Niterói, é no Solução. Aula particular de Matemática, Física, História, Geografia, Biologia, Português, Redação, Cálculo, Engenharia, Resistência dos Materiais, Finanças, Economia, Sustentabilidade e Políticas Públicas para Ensino Médio, Superior e Concursos Públicos.